Commodities
“Sem fronteiras a explorar, Petrobras terá de importar petróleo”
Advertência, em tom de ameaça, foi lançada pelo presidente da estatal, Jean Paul Prates
“Se não tivermos áreas de nova fronteira a explorar, vamos ter de importar petróleo de novo, mais carbonizado que o nosso”. A advertência foi lançada, em tom de ameaça, pelo presidente da Petrobras (PETR3, PETR4), Jean Paul Prates, ao rejeitar a ideia de que a segunda negativa seguida do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), em relação à exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, tenha caráter definitivo. “A humanidade ainda vai precisar de petróleo por ‘bons’ 50 ou 60 anos à frente”, justifica, de forma genérica.
“Não consideramos que esse processo terminou com uma negativa. Há um recurso que está esperando resposta e é normal na relação de um órgão ambiental, como não há um prazo legal – e alguns advogam que não deve haver mesmo para a questão ambiental – que haja esse interregno”, sustentou Prates, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura..
Ao argumentar que “a exploração na Foz do Amazonas é um processo que pode acontecer de forma ‘extremamente descarbonizada’, o dirigente da petroleira comentou que ‘respeita’ as decisões do Ibama e o trabalho do Ministério do Meio Ambiente: “O Ibama mudou, o governo mudou, mudou tudo. Nós compreendemos e respeitamos sempre a posição do Ibama, da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, de reorganizar o Ibama e todas as pessoas que participavam desses licenciamentos, e fazer novas exigências”.
Para ilustrar que a questão relativa à Foz do Amazonas Prates permanece pendente de uma solução definitiva, Prates recorre à licença recebida pela petroleira, nessa segunda-feira (2) para a perfuração de petróleo na Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte e no Ceará, que ‘demonstra a forma de atuação da Petrobras à nova composição do Ibama’. “A relevância dessa licença demonstra a capacidade de a Petrobras mostrar o seu serviço de forma atualizada”.
‘Mudando a conversa de direção’, o presidente da estatal apontou a região Nordeste como “o ambiente mais competitivo, atrativo, rentável e favorável do mundo para aproveitamento dos ventos no mar”, ao estabelecer um prazo inferior a sete anos para a exploração eólica offshore (em alto-mar) na costa nordestina.
“Já estamos fazendo medições para instalação de projetos eólicos offshore. A Petrobras saiu do zero ao primeiro lugar em desenvolvimento de projetos eólicos offshore”, afirmou. Ainda sobre o viés de adoção de energia sustentável, Prates revelou que o próximo plano estratégico da estatal prevê a elevação, de 6% para 15%, do capex (investimento) direcionado ao desenvolvimento de rotas sustentáveis.

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