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Tesouro Direto

Tesouro Direto: Vendas superam resgates em R$ 1,288 bilhão em agosto

Essa é a terceira maior venda mensal de títulos, ficando atrás de maio de 2019 (R$ 5,86 bilhões) e março de 2021(R$ 3,39 bilhões).

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As vendas de títulos do Tesouro Direto superaram os resgates em R$ 1,288 bilhão em agosto deste ano. De acordo com os dados do Tesouro Nacional, divulgados hoje (24), as vendas do programa atingiram R$ 3,312 bilhões no mês passado. Já os resgates totalizaram R$ 2,023 bilhões, sendo R$ 1,881 bilhão relativo a recompras de títulos públicos e R$ 142,7 milhões, a vencimentos, quando o prazo do título acaba e o governo precisa reembolsar o investidor com juros.

Veja também: Selic a 6,25%: Quanto rende R$ 1.000 na poupança, Tesouro ou fundo?

Os títulos mais procurados pelos investidores foram aqueles corrigidos pela inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA), que corresponderam a 44,9% do total. Os títulos vinculados à taxa básica de juros, a Selic, tiveram participação de 38,6% nas vendas, enquanto os prefixados, com juros definidos no momento da emissão, de 16,5%.

O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 69,83 bilhões no fim de agosto, um aumento de 2,9% em relação ao mês anterior (R$ 67,89 bilhões) e aumento de 14% em relação a agosto do ano passado (R$ 61,24 bilhões).

Investidores

Em relação ao número de investidores, 516.099 novos participantes se cadastraram no programa no mês passado. O número total de investidores atingiu 12.465.896, alta de 54% nos últimos 12 meses. O total de investidores ativos (com operações em aberto) chegou a 1.635.257, aumento de 21,6% em 12 meses. No mês, o acréscimo foi de 37.855 novos investidores ativos.

A utilização do Tesouro Direto por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas até R$ 5 mil, que correspondeu a 83,6% do total de 540.702 operações de vendas ocorridas em agosto. Só as aplicações de até R$ 1 mil representaram 63,2%. O valor médio por operação foi de R$ 6.126.

Os investidores estão preferindo papéis de médio prazo. As vendas de títulos com prazo de 1 a 5 anos representaram 60,2% e aquelas com prazo de 5 a 10 anos, 25,9% do total. Os papeis de mais de dez anos de prazo chegaram a 13,8% das vendas.

O balanço completo do Tesouro Direto está disponível na página do Tesouro Nacional na internet.

Fonte de recursos

O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas pudessem adquirir títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, via internet, sem intermediação de agentes financeiros. O aplicador só precisa pagar uma taxa para a corretora responsável pela custódia dos títulos.

Mais informações podem ser obtidas no site do Tesouro Direto.

A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis prefixados.

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Economia

Tesouro Direto: Investidor já pode receber dinheiro no mesmo dia

Briga boa com CDBs

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Investidores de títulos do Tesouro Direto já podem receber o dinheiro no mesmo dia do pedido de resgate, mas a solicitação deve ser feita até às 13h.

Acontece que a B3 mudou a forma de pagamento do título que antes funcionava assim: D+1, ou seja, um dia útil após a solicitação.

Ainda de acordo com a B3, as operações de resgate feitas após 13h continuarão com a liquidação no dia útil seguinte ao pedido.

Também disse que as solicitações após as 18h, que eram atendidas em dois dias úteis, agora terão o dinheiro disponível na conta do investidor em um dia útil.

Tesouro Direto

O objetivo, segundo a B3, é proporcionar maior “conveniência” para o pequeno investidor, visto que a oferta de Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) no mercado se tornou bastante forte e, assim, aumentou a concorrência em investimentos de renda fixa.

Isso porque além dos bancos tradicionais, bancos digitais e fintechs estão oferecendo aplicações em CDB, o que está popularizando cada vez mais o produto de investimento.

Para especialistas, entre os dois produtos de investimentos, os títulos do Tesouro Direto são uma opção bastante interessante em contraponto ao CDB.

Isso porque o título oferece maior transparência, especialmente para quem opta pelos títulos prefixados e atrelados à inflação oficial do país, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Inflação

Vale lembrar que a inflação já acumula alta de 9,3% nos últimos 12 meses e nenhum investidor gosta de perder dinheiro, mesmo em um cenário tão volátil.

Nesse panorama, o Tesouro se dá melhor, visto que entre os títulos públicos (Tesouro Selic, Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA), o único que tem garantia de render acima da inflação hoje, com ganho real positivo, é o Tesouro IPCA, que paga a inflação do período mais um bônus.

Mas isso não significa que o CDB fique para trás em todo cenário, pois vai depender da oferta que a instituição de investimento fará para atrair e reter clientes. Por isso, negociar é sempre a melhor opção.

Para se ter ideia da briga, algumas oferecem essa aplicação e mais cashback!

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Ações, Units e ETF's

BC: nova ferramenta contábil só altera ‘leitura’ da dívida pública

Segundo autarquia, operações compromissadas continuarão a ser referência para gerenciar liquidez

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Crédito: Época Negócios

Uma nova ferramenta de gestão de liquidez poderá oferecer alívio, pelo menos, contábil, à dívida pública. Pela nova regulamentação do Banco Central (BC), anunciada nessa quinta-feira (19), pela qual instituições financeiras passam a poder fazer depósitos voluntários remunerados junto à autoridade monetária.

Caráter adicional – Apesar disso, o BC esclarece que a medida tem caráter adicional, pois as operações compromissadas continuarão a ser principal maneira de gerenciar a liquidez na economia, pois estas são contabilizadas na dívida bruta – um dos principais indicadores de endividamento do país. Na prática, a inovação contábil serve mais para alterar a ‘forma de leitura da dívida’.

‘Enxugamento inócuo’ – As compromissadas são operações pelas quais a autoridade monetária vai ao mercado, ofertando títulos públicos, sob a promessa de recomprá-los no futuro, com pagamento de juros. O objetivo da operação é ‘enxugar’ a liquidez da economia, retirando dinheiro, em troca de títulos. Mas, na prática, a dívida pública acaba subindo porque o BC não pode emitir seus próprios títulos, mas do Tesouro Nacional, para financiar o governo via mercado.

Fora do cálculo – No caso específico das reservas voluntárias – em que não há oferta de títulos de dívida – os bancos depositam seus recursos no BC em troca de remuneração.  Para o chefe do departamento de estatísticas do BC, Fernando Rocha, como o cálculo da dívida bruta não inclui o BC, seus passivos não estão nessa dívida.

Principal indicador – “Assim, se houver diminuição nas operações compromissadas e crescimento dos depósitos voluntários, eles não estarão na dívida bruta e a dívida bruta vai cair”, explica.  Para o mercado, a dívida bruta é o principal indicador para medir a capacidade de pagamento de um país. Após quatros meses seguidos declinante, a dívida está hoje em torno de 84% do PIB.

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Ações, Units e ETF's

Escalada da Selic desperta interesse de investidor em LFTs

Papel prefixado fica mais atraente com alta crescente da taxa básica de juros

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Crédito: Poliize!

A alta firme da taxa básica de juros (Selic) – de 2% ao ano para 5,25% ao ano, somente este ano –  acabou reforçando a atratividade das Letras Financeiras do Tesouro (LFTs) perante um tipo de investidor que “busca algum resultado, mas sem incorrer em grandes riscos”, tendo no horizonte de uma Selic de 7,5% ao ano até o final de 2021. Tal patamar é projetado pelo próprio Banco Central (BC), conforme publicou no Boletim Focus, em consulta permanente a mais de 100 instituições financeiras.

Problemas de liquidez – O interesse pelo título federal ocorre no momento em que o Tesouro Nacional enfrenta problemas de dar mais liquidez aos títulos prefixados, devido ao misto de crise política e incertezas fiscais. Ainda assim, a demanda por LFTs tem crescido, acompanhando a escalada da Selic.

Demanda complicada – Algum tipo de resultado, com menos risco. É como define esse ‘naipe’ de investidor o gestor de renda fixa da Gauss Capital, Carlos Menezes, para quem “o aumento dos juros elevou a demanda por títulos indexados à Selic, a despeito das incertezas políticas do país e de uma política monetária que não contribui para elevar a demanda por prefixados”.

Excesso de papéis – Menezes destaca, ainda, o acerto da clareza do Tesouro, em sua tentativa de emitir mais NTNBs LFTs ao longo deste ano, visando retirar o excesso de papéis prefixados do mercado, além de fazer emissões bem relevantes especialmente de NTN-Bs de longo prazo, sobretudo por parte de fundações e alguns fundos, que pretendem carregar esses títulos por algum tempo”. Apesar de reconhecer esse movimento, ele reconhece que “o mercado não está conseguindo absorver de forma saudável ofertas maiores”.

Demanda aquecida – Um exemplo é o da semana passada, em que o Tesouro vendeu o lote integral de 1 milhão de NTN-Bs, com vencimento em maio de 2055, um tipo de papel com demanda aquecida no mercado secundário, nos últimos dias. Mas a iniciativa foi revertida quando o órgão federal ‘puxou o freio’, tendo reduzido, em seguida, a quantidade de papéis atrelados à inflação ofertados no leilão. Para o gestor de renda fixa “a estratégia (do Tesouro) é boa, embora reconheça que, pontualmente, o mercado não consegue absorver toda essa oferta diante dos riscos”.

‘Recomposição de colchão’ – De todo modo, Menezes entende que o Tesouro foi bem-sucedido “na recomposição do colchão de liquidez no último ano e que, assim, pode se voltar à estratégia de emitir mais LFTs e NTN-Bs e alongar a “duration” da dívida pública, mediante emissões mais fortes de papéis mais longos.

Ao destacar o “momento desafiador para outros títulos públicos, em meio a  resultados negativos apurados pelo investidor final, devido a valores baixos aplicados aos prêmios nas operações, com tendência  de alta .

Com informações do Valor PRO  

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