Bancos
Uma semana após atingir o pico de US$ 30 mil, bitcoin despenca 9%
Queda da criptomoeda, hoje cotada e US$ 27 mil, decorre da realização de lucros e dados econômicos
Pressionado pela realização de lucros por investidores, indefinição de dados macroeconômicos (inflação e juros) dos Estados Unidos (maior economia mundial) e regulação crescente em mercados de economias mais avançadas, o bitcoin (BTC) despencou 9%, ao passar do pico de US$ 30 mil, no início da semana passada, para o atual patamar de US$ 27 mil. A divulgação dos resultados das chamadas big techs, relativo ao primeiro trimestre (1T23) também é um fator que influencia o comportamento desse mercado.
Embora analistas não identifiquem desconexão com a queda do bitcoin, o ether igualmente apresentou tendência de queda, a despeito do sucesso da operação conhecida como ‘atualização Shapella’.
Como reflexo das variáveis citadas, às 17h30m de hoje (24), o bitcoin registrava, nas últimas 24 horas, queda de 0,2%, sendo negociado a US$ 27.466, conforme informou o CoinDesk – mediante a mínima de US$ 27 mil e máxima de US$ 27.99. No Brasil, a criptomoeda, ao ser cotada a R$ 139.598, apurou variação negativa de 1,1%, aponta estudo do Cointrader Monitor. Ao mesmo tempo, o ether (ETH), negociado a US$ 1.842, acusou baixa de 0,4% nas últimas 24 horas, com mínima de US$ 1.808 e máxima de US$ 1.889.
No plano macroeconômico, é grande a expectativa quanto à posição a ser tomada pelos membros do comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed) com relação à permanência da fase de altas da taxa de juros dos EUA, devido à falta de uma tendência clara para o comportamento da inflação e do mercado de trabalho estadunidenses. Ante à essa indefinição, o mercado aposta em um aumento dos juros, no intervalo entre 0,5 ponto percentual e 0,25 ponto percentual.
Para o analista da Titanium Asset, Thiago Rigo, “o mercado cripto mantém o movimento de queda registrado na semana passada, ainda repercutindo questões regulatórias e fatores macroeconômicos”, aponta. Segundo ele, os investidores ainda ponderam os novos fatos relacionados à regulação que vieram à tona na última semana.
“A sabatina do presidente da SEC [a CVM dos EUA], Gary Gensler, mostrou que o órgão deve continuar com sua postura repressiva quanto à cripto, mesmo enfrentando a reprovação de alguns congressistas”, observa, ao acrescentar que “essa atitude da SEC preocupa o setor de criptomoedas, já que até o lançamento de um framework regulatório mais claro nos EUA, algo que ainda pode demorar a acontecer, o mercado cripto estará sujeito às sanções frequentes do órgão, que parece querer minar o desenvolvimento de novos projetos ao categorizar todas as criptos como valores mobiliários não registrados”, destaca o analista da Titanium.
Em consequência desse avanço da SEC, Rigo entende que deverá se intensificar a fuga de empresas dos EUA para o exterior, a exemplo da corretora de ativos digitais, Gemini, que anunciou a criação de uma corretora de derivativos fora dos EUA, sem contar a Coinbase, que está disposta a seguir o mesmo caminho, caso a pressão do órgão se intensifique.

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