Economia
Retorno do carnê marca a tentativa de atrair o cliente para compra
Segundo um levantamento do SPC Brasil e da XNDL, cerca de 22,9% dos brasileiros ainda utilizam o crediário.
A crise financeira do país diminuiu muito o poder de compra das famílias, isso porque a inflação resultou em uma queda na renda mensal dos brasileiros. Diante desse cenário, o varejo vem adotando algumas estratégias para facilitar o crédito dos consumidores.
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Uma destas estratégias tem sido ressuscitar o carnê, que já estava em desuso há muitos anos. Isso deve-se ao entendimento que os consumidores de menor renda precisam voltar a comprar, para assim, a economia girar.
Mas no cenário atual, a renda está sendo quase toda destinada para itens básicos, deixando a compra de bens duráveis para depois. Sendo assim, facilitar o crédito destas pessoas é uma forma de incentivá-los a voltar seu consumo para itens que não são tão necessários.
“Se o varejista não criar facilidades e alternativas, o consumidor vai postergar a compra e deixar de consumir. O que estamos vendo é que as empresas varejistas que têm controle de sua carteira de crédito estão começando esse movimento”, comentou Eduardo Yamashita, que é diretor de operações da Gouvêa Ecosystem.
Segundo ele, a ampliação do valor do Auxílio Brasil que está para acontecer agora no segundo semestre, é uma forma de aumentar o poder de compra dos brasileiros, o que pode recuperar as vendas dos varejistas.
Empresas como Magazine Luiza e Casas Bahia estão liberando crédito pré-aprovado no carnê, e até aumentando o parcelamento para 24x. E de acordo com a Via, que é controladora das bandeiras Ponto e Casas Bahia, só no primeiro trimestre desse ano, o crediário foi o responsável por 14% das vendas em lojas físicas.
“Nossa expertise em dar crédito via crediário segue como uma ferramenta para o aumento de rentabilidade no canal online e de oportunidade de compras online, principalmente para a população que não tem acesso a crédito”, diz o relatório da empresa.
Segundo um levantamento do SPC Brasil e da XNDL, cerca de 22,9% dos brasileiros ainda utilizam o crediário. E de acordo com Manuela Borges, que é especialista em finanças da CNDL, esse tipo de modalidade continua presente nas grandes empresas, porém em formato digital, diferente de antes que era feito em papel. Além disso, ainda há o parcelamento no cartão da loja, que não deixa de ser uma forma de carnê.
Mas essa é uma tendência que deve ir desaparecendo, pois devido a pandemia, “as pessoas ficaram mais bancarizadas”, explica Manuela.

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