Bancos
Projeções inflacionárias em declínio induzem à queda de juros futuros
Recuo firme do IPCA e possibilidade de metas de inflação serem revistas influem na redução das taxas futuras
A consolidação das expectativas de recuo da inflação – precificado nas últimas edições do Boletim Focus, produzido pelo Banco Central – se refletiu na queda dos juros futuros, na sessão desta segunda-feira (26), enquanto o mercado aguarda o tom a ser adotado pela Ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, que será divulgada amanhã (27). Na quarta-feira passada (21), o colegiado manteve a Selic (taxa básica de juros) em 13,75% ao ano, sem sinalizar qualquer corte para agosto próximo.
Além dos fatores citados, além do anúncio da prévia de inflação (IPCA-15), é grande expectativa em torno da definição da meta de inflação de 2026 pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), na próxima quinta-feira (29), com a possibilidade de que este altere as metas dos anos anteriores, inclusive o atual.
Caso esta seja mantida no atual patamar de 3,25%, analistas entendem como ‘natural’ que as projeções inflacionárias do Focus caiam de forma substancial nas próximas edições, o que, igualmente, deve se refletir em queda mais acentuada dos juros futuros. De qualquer modo, para que a meta de inflação fosse alterada, seria necessário um decreto presidencial que autorizasse o CMN a promover a mudança.
Tal tendência pôde ser aferida na manhã de hoje (26), quando a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2024 recuou de 13,01% no ajuste anterior, para 13%; a do DI para janeiro de 2025 caía de 11,015% para 10,975%; a do DI para janeiro de 2026 baixava de 10,39% para 10,365%; e a do DI para janeiro de 2027 recuava de 10,385% para 10,35%.
Como avalia que a Ata do Copom tem um aspecto ‘mais técnico’, a equipe econômica do governo entende que, no comunicado não há perspectiva de redução da Selic (taxa básica de juros) no curto prazo.
Proposta defendida, antes de assumir o posto, pelo diretor de Política Econômica, Diogo Guillen, a troca do período de referência para a inflação, de 12 meses (ano-calendário), para outro mais amplo, de 18 ou 24 meses, voltou a ser discutida no âmbito do Executivo.

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