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Produtividade da indústria brasileira tem o segundo pior resultado da história
Ao recuar 2,8% em 2022, indicador da CNI é o mais ‘fraco’ no ranking de 11 países
Segundo pior resultado da série histórica, iniciada em 2000, a produtividade do trabalho na indústria de transformação do país caiu 2,8% em 2022 – terceiro ano ano consecutivo de queda – conforme aponta pesquisa divulgada, nessa quarta-feira (23), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), ao ressaltar que tal desempenho aproxima o indicador do patamar de 2014, o mais fraco, na comparação com 11 países.
De acordo com o estudo da CNI, o desempenho negativo do setor secundário da economia tupiniquim decorre, sobretudo, das interrupções das cadeias produtivas, por sua vez, causadas pela pandemia global da covid-19 e, mais recentemente, pela Guerra na Ucrânia. Por definição, a produtividade na indústria de transformação resulta da divisão entre o volume produzido pelas horas trabalhadas na produção.
Na avaliação da gerente de Política Industrial da CNI, Samantha Cunha, “no período, as horas trabalhadas cresceram, enquanto a produção ficou praticamente estagnada, resultando na queda. A expectativa de recuperação da economia, apesar das dificuldades, faz com que as empresas decidam por não dispensar seus trabalhadores ou até mesmo contratar mais, mesmo que isso não resulte em aumento da produção no curto prazo”.
Se considerado o período de 2019 a 2021, a produtividade efetiva do trabalho baixou 9%, levando em conta o comparativo da produtividade industrial nacional ante à média de seus dez principais parceiros comerciais (Reino Unido, Coreia do Sul, Argentina, Países Baixos, Estados Unidos, México, Itália, Alemanha, Japão e França).
A fragilidade do desempenho produtivo nacional, de 2019 a 2021, se assemelha, assinala a pesquisa, ao da Franca, cuja produtividade recuou 5,2% nesse período. Dos 11 países pesquisados, somente Brasil, França e Japão exibiram produtividade inferior à fase pré-pandêmica.
Tomando por base o início da série histórica, em 2000, a produtividade efetiva brasileira apresenta uma queda acumulada de 23%, em contraponto à produtividade da indústria de transformação local, que avançou 9,2%, no mesmo período, superando, apenas, o desempenho japonês (4,8%), no mesmo comparativo. Nesse ranking, as maiores altas couberam à Coreia do Sul e no Reino Unido, com crescimento de 132,2% e 127%, respectivamente.
Para Samantha, “esse indicador mostra que mesmo quando a produtividade do Brasil cresce, o país pode perder competitividade frente aos parceiros que apresentam um desempenho melhor que o dele. Na média, a produtividade do Brasil caiu 23% desde 2000 em relação aos 10 concorrentes. As dificuldades do contexto global afetaram todos os países, mas foram mais sentidos pelo Brasil, que teve o pior desempenho. Superadas as dificuldades conjunturais, a recuperação da produtividade passa pela criação das condições para a retomada dos investimentos”.

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