Commodities
Monitor do PIB recua 0,6% no trimestre concluído em agosto
Indicador da FGV observa, porém, alta de 2,5%, no comparativo anual e de 3% em 12 meses
A forte queda da atividade agropecuária, aliada à retração expressiva da taxa de investimento – Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) – na economia estão entre os fatores determinantes para o recuo de 0,6% do Monitor do PIB (Produto Interno Bruto) em agosto, em relação a julho que, contudo, cresceu 2,5%, no comparativo anual e 3%, no período de 12 meses, divulgou, nesta segunda-feira (23), a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Pelo critério monetário, a estimativa é de que, até agosto, o PIB totaliza, em valores correntes, R$ 7,039 trilhões.
“Na retração de 0,6% da economia brasileira em agosto, comparado a julho, destacam-se negativamente dois componentes. Pela ótica da oferta, a forte queda na agropecuária é explicada pela redução da colheita de safras, como a soja. Pela ótica da demanda, a retração na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) tem se aprofundado principalmente devido ao desempenho negativo do segmento de máquinas e equipamentos. O comportamento negativo da agropecuária era de certa forma esperado, devido ao calendário de colheitas e ao forte desempenho positivo observado no setor no primeiro semestre. No entanto, o contexto de retração da FBCF é bastante diferente tendo influência da alta taxa de juros do país”, acentua a coordenadora da pesquisa, Juliana Trece.
Em outro indicador, no mesmo período analisado, o consumo das famílias cresceu 3,1% no trimestre concluído em agosto, ante o trimestre terminado em maio, mesmo ante a menor contribuição do consumo de serviços, em decorrência do recuo do consumo de produtos duráveis, que tem elevado a sua participação no total do consumo nos últimos trimestres.
Ainda sobre a taxa de investimento citada, a FBCF apresentou baixa de 5% no trimestre encerrado em agosto, influenciada pela redução de 0,2 ponto percentual do segmento de construção civil, pela primeira vez, desde o início do ano. O desempenho negativo, ao longo dos trimestres, do segmento de máquinas e equipamentos, por sua vez, sofreu grande influência da performance adversa do setor de caminhões, ônibus e afins.
Ao mesmo tempo, a exportação de bens e serviços acusou expansão de 10,6% no trimestre findo em agosto último, ‘turbinado’ pelo avanço das exportações de produtos agropecuários e do setor extrativo mineral. Juntas, estas duas commodities responderam por 90% do desempenho positivo das exportações. Já as importações apresentaram retração de 4,6% no trimestre móvel fechado em agosto, sob o peso das perdas apuradas com as importações de serviços, no período.

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