Economia
Brasil é o 3º país com os maiores juros reais do mundo
Decisão do Banco Central em manter a Selic impactou a posição no ranking.
Recentemente, o Banco Central do Brasil (BC) decidiu manter a taxa Selic inalterada em 10,50% ao ano. A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, utilizada pelo BC para regular a inflação e controlar o mercado financeiro.
Com essa decisão, o Brasil passou a ocupar a terceira posição no ranking dos países com os maiores juros reais do mundo, segundo levantamento do MoneYou. A seguir, mostramos a classificação completa.
Ranking mundial de juros
Antes, o país estava na segunda posição, atrás apenas da Turquia. Agora, a liderança do ranking é da Turquia, seguida pela Rússia em segundo lugar. Veja abaixo os 10 primeiros colocados:
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Turquia: 12,13%;
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Rússia: 7,55%;
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Brasil: 7,36%;
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México: 6,24%;
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África do Sul: 3,89%;
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Indonésia: 3,61%;
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Hong Kong: 2,83%;
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Itália: 2,44%;
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Reino Unido: 2,39%;
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Filipinas: 2,37%.
Taxa Selic se mantém em 10,50% ao ano, já a taxa de juro real é de 7,36% – Imagem: reprodução
O juro real é calculado a partir da taxa de juros nominal do país, subtraindo a inflação prevista para os próximos 12 meses.
Segundo levantamento compilado pelo MoneYou, os juros reais do Brasil atualmente estão em 7,36%, enquanto a Turquia lidera com uma taxa real de 12,13%.
A decisão de manter a Selic foi tomada em meio a um cenário de inflação mais forte e desafios externos que continuam a pressionar a taxa real de juros do país.
No entanto, apesar da queda no ranking, o Brasil ainda está distante da média entre as 40 economias mais relevantes, que é de 0,67% ao ano.
Antes do ciclo de sete cortes consecutivos da taxa básica de juros, a Selic havia permanecido por cerca de um ano em 13,75%.
Atualmente, o país ocupa a sexta posição no ranking de taxas nominais de juros, sem descontar a inflação, com uma taxa de 10,50%. A Turquia lidera a lista com uma taxa nominal de 50,00%, seguida pela Argentina com 40,00%.
É importante observar a relação entre a taxa de juros, inflação e crescimento econômico, uma vez que taxas altas podem desestimular o consumo e investimentos, impactando o desenvolvimento do país.
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa está relacionada à necessidade de controlar a inflação sem prejudicar a recuperação econômica.

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