Economia
Pelo menos 1,4 milhão deixam de sacar o auxílio emergencial e perdem o dinheiro
Até agora, cerca de R$ 1,3 bilhão não foram movimentados dentro do prazo previsto e retornaram aos cofres da União.
O auxílio emergencial foi liberado em 2020 para apoiar financeiramente trabalhadores informais e autônomos, desempregados e famílias de baixa renda afetadas pela crise durante a pandemia. Contudo, pelo menos 1,4 milhão de brasileiros que receberam os pagamentos não movimentaram os valores depositados na poupança social digital dentro do prazo previsto e acabaram perdendo o benefício.
De acordo com o Ministério da Cidadania, até agora, cerca de R$ 1,3 bilhão não foram utilizados e retornaram aos cofres da União. O prazo para movimentar o auxílio emergencial era de 90 dias para as parcelas de R$ 600 e de 270 dias para as parcelas adicionais de R$ 300. Para os beneficiários inscritos no Bolsa Família, o prazo era de 270 dias para todas as parcelas do auxílio.
Os pagamentos do programa foram iniciados em abril e concluídos em dezembro de 2020. No total, foram beneficiados 67,9 milhões de brasileiros, totalizando R$ 294 bilhões em repasses.
Mesmo após o fim dos depósitos, a Caixa irá manter as contas digitais, que podem ser movimentadas pelo aplicativo Caixa Tem, “considerando a importância do processo de bancarização para o Brasil”. A plataforma será utilizada para o pagamento de outros benefícios, tais como o Bolsa Família e aposentadorias. Ademais, a Caixa pretende ampliar o uso do app, liberando novos serviços como empréstimos, seguros e cartões.
Renovação do auxílio emergencial
Com a conclusão dos depósitos do auxílio emergencial, muitos brasileiros ainda não encontraram uma nova fonte de renda, o que é um motivo de preocupação, uma vez que a pandemia continua e seus efeitos devem persistir nos próximos meses. Entre as possibilidades levantadas pelo governo, estava a criação de um novo programa social, o Renda Brasil, mas a ideia foi descartada.
Já a prorrogação do auxílio não estava nos planos do presidente Jair Bolsonaro. Ele destacou em diversas situações que o pagamento de novas parcelas levaria ao endividamento do país e desequilíbrio das contas públicas. A solução encontrada foi ampliar o número de beneficiários do Bolsa Família e aumentar o valor pago mensalmente.
No entanto, existe uma pressão política e econômica pela renovação do auxílio emergencial devido ao aumento de casos da Covid-19 no país. No momento, o Congresso tem pelo menos nove projetos em tramitação solicitando a retomada dos pagamentos.

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