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Acabou a crise? Americanas (AMER3) tem em alta de 200% após divulgar resultados
Semana foi marcada por uma alta surpreendente nas ações da Americanas, atingindo um aumento de 200% em cinco pregões.
No dia 18 de novembro, as ações da Americanas (AMER3) registraram uma alta expressiva na bolsa de valores. Pela manhã, os papéis chegaram a um aumento de 92%, sendo negociados a R$ 18,14.
A volatilidade levou as ações a entrarem e saírem de leilão na bolsa devido à oscilação máxima permitida.
O desempenho positivo segue a divulgação do balanço do terceiro trimestre, no qual a empresa apresentou lucro líquido de R$ 10,3 bilhões. Este resultado reverteu o prejuízo de R$ 1,63 bilhão no mesmo período do ano anterior.
A recuperação judicial da empresa e a renegociação de dívidas foram fatores determinantes para este cenário. No entanto, ao longo do dia, o entusiasmo arrefeceu e as ações encerraram com um ganho menos acentuado de 1,127%, fixando-se em R$ 9,52.
Ainda assim, a trajetória de recuperação é notável, uma vez que, na quinta-feira anterior, dia 14, as ações já haviam saltado de R$ 3 para R$ 9,41, um aumento de 180%. Até o início da semana, a alta se aproximava de 200%.
Impacto do balanço trimestral
O balanço do terceiro trimestre da companhia, divulgado em 13 de novembro, foi recebido favoravelmente pelo mercado. A Americanas conseguiu um lucro líquido significativo, resultado de medidas de recuperação judicial e quitação de dívidas concursais.
Tais ações permitiram o reconhecimento de receitas financeiras decorrentes dos haircuts e da reversão de juros.
Caroline Sanchez, analista de varejo da Levante, destacou em entrevista ao Money Times a importância da renegociação das dívidas na composição do resultado.
Embora o lucro tenha gerado otimismo, a analista alerta para o cenário desafiador do varejo, sugerindo que a recuperação da Americanas vai além do que os números podem indicar.
Fim da crise?
Desde janeiro de 2023, a Americanas enfrenta desafios sem precedentes. A descoberta de um rombo de R$ 43 bilhões em dívidas não registradas resultou em uma crise de confiança e na saída de sua diretoria, levando o valor de mercado da empresa a cair drasticamente.
Mesmo com a valorização de mais de 200% nas ações da empresa, os papéis ainda estão longe do preço pré-crise, com uma queda de 95,91% em 2024, atingindo R$ 9,52.
A volatilidade levanta dúvidas sobre a origem da alta recente, e especula-se que investidores de varejo liderem o movimento, enquanto fundos institucionais permanecem distantes.
O investidor Inácio de Barros Melo Neto, entretanto, continua ampliando sua participação na empresa.
Por enquanto, a recuperação sustentável da Americanas ainda é incerta. A volatilidade das ações e o cenário econômico desafiador para o varejo adicionam complexidade à situação.
Enquanto isso, a empresa segue trabalhando em sua reestruturação e tem um longo caminho pela frente até alcançar a estabilidade.
*Com informações de Money Times e MSN.

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