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Economia

Acionistas da Eletrobras agem para privatizar a empresa e lucrar com isso

A privatização da Eletrobras, em tese, so irá beneficiar o mercado financeiro e não a população. Entenda!

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No dia 18 de maio de 2022, o Tribunal de Contas da União (TCU) retoma o julgamento referente ao processo de privatização da Eletrobras, enquanto aquela porcentagem ínfima de homens mais ricos do Brasil monitoram atentamente, como uma espécie de reality show, a decisão da corte sobre o futuro de uma estatal fundamental para a população brasileira.

Veja também: Secretário Diogo fala sobre a privatização dos correios

A realidade é, querendo ou não, que seis dos vinte e dois bilionários do Brasil são acionistas da Eletrobras. Inclusive, parte deles atua diretamente para que o controle da empresa de energia elétrica saia do poder público e pare de atender sua demanda social para poder, efetivamente, entrar para o capital privado e assim conseguirem mais dinheiro.

De acordo com Leonardo Maggi, membro da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), “quem está interessado na Eletrobras são os bancos nacionais e internacionais, que inclusive já têm participação na estatal, eles já controlam boa parte do setor elétrico brasileiro“.

Além disso, a advogada Elisa Alves confirma que esse interesse do setor financeiro na Eletrobras é devido à sua alta lucratividade, a qual deve aumentar estratosfericamente, caso deixe de ser uma empresa pública e passe a operar em prol dos interesses do mercado.

Inclusive, muito se debate sobre o fato de que na gestão do atual presidente da república, Jair Bolsonaro, todas as estatais abandonaram sua função social e estão lucrando em prol dos grandes magnatas.

De acordo com o Ministério das Minas e Energia, “a Eletrobras tem capacidade de gerar 30% da energia e detém 44% das linhas de transmissão do país, mas não dispõe de capital para investir e se manter nesse patamar. A empresa precisa ser capitalizada. Seu controlador, a União, não consegue fazer os aportes necessários”.

No entanto, esse argumento é extremamente incongruente ao analisarmos o cenário atual de sucateamento da empresa, em um movimento escrachado voltado à privatização e perda do poder popular.

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