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BC amplia oferta de swaps em rolagem e sinaliza venda líquida de dólares mirando overhedge

Caso continue ofertando 16 mil contratos de swap para rolagem até o fim de dezembro, com colocação integral, a instituição terminará negociando US$ 21,4 bilhões.

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O Banco Central decidiu aumentar o volume ofertado em leilão de rolagem de swap cambial tradicional previsto para esta segunda-feira, para um ritmo que, caso venha a ser mantido até o fim do próximo mês, representará colocação líquida de dólares no mercado futuro. A medida já havia sido sinalizada pelo BC diante da expectativa de compra bilionária da moeda norte-americana na virada do ano relacionada ao overhedge.

Na última sexta-feira, o BC anunciou que, entre 11h30 e 11h40 desta segunda, disponibilizaria 16 mil contratos de swap cambial, ou 800 milhões de dólares, para rolagem do vencimento 4 de janeiro de 2021.

A autarquia vem fazendo operações de rolagem desse vencimento deste o dia 17 de novembro. Até então, o BC vinha ofertando 12 mil contratos de swap (600 milhões de dólares) em cada leilão, período em que vendeu 5,4 bilhões de dólares nesses papéis.

Caso continue ofertando 16 mil contratos de swap para rolagem até o fim de dezembro, com colocação integral, a instituição terminará negociando 21,4 bilhões de dólares, 9,602 bilhões de dólares a mais do que o estoque a vencer em 4 de janeiro (11,798 bilhões de dólares). A estimativa considera que o BC não irá operar nos dias 24, 25, 30 e 31 de dezembro.

“Com isso, (o BC) alivia pressão do overhedge de 16 bilhões de dólares”, disse Marcos Mollica, do Opportunity.

O overhedge é um tipo de proteção cambial adicional adotada por bancos que deixou de ser interessante depois das mudanças em regras tributárias anunciadas no início deste ano. Desfazer o overhedge implica compra de dólares, movimento em curso desde os primeiros meses do ano e que, segundo analistas, tem grande peso na disparada de 32,72% da moeda em 2020.

O mercado aguarda que o BC faça colocação líquida de swaps desde o último dia 16, quando a instituição sinalizou essa possibilidade ao anunciar início de rolagens de swaps a vencer em janeiro.

Na ocasião, o BC declarou em nota que poderia “recalibrar o montante ofertado, conforme as condições de mercado”.

O texto foi considerado por agentes de mercado como uma “oficialização” de indicação dada pelo diretor de Política Econômica do Banco Central, Fabio Kanczuk, no começo deste mês, quando ele afirmou que a autoridade monetária deveria atuar no final do ano no mercado de câmbio em função de grande fluxo esperado no país devido ao overhedge dos bancos.

Mais recentemente, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, e o diretor de Política Monetária do banco, Bruno Serra, reforçaram que a instituição poderia intervir caso houvesse alguma disfuncionalidade.

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