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Investimentos

Brasil chega a mais de R$ 100 bi de títulos públicos com pessoas físicas

Popularização do mercado financeiro e alta de juros levam mais indivíduos a apostarem no Tesouro Direto, modalidade de baixo risco

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Não é segredo para ninguém que o investimento no mercado financeiro tornou-se uma febre no Brasil. Cada vez mais é possível encontrar pessoas que aplicam na bolsa, são day traders ou têm títulos públicos. Esta última modalidade, em particular, cada vez mais atrai a atenção em razão da alta de juros, que os faz rentáveis e atrativos. Prova disso é que o Tesouro Nacional informou, nesta quinta (24), que outubro registrou um recorde significativo nesse sentido.

Dados oficiais do governo dão conta de que o saldo total de títulos em mercado nas mãos de pessoas físicas bateu os R$ 100 bi no mês passado. Assim, é a primeira vez que isso acontece. Para se ter uma ideia, o valor era de R$ 99,9 bilhões em setembro e alcançou os R$ 101,2 bilhões já em outubro. Essas “ações” junto ao Estado são vendidas através do programa Tesouro Direto, criado em janeiro de 2002, durante o governo FHC. Com ele, é possível a pessoas físicas comprar e vender títulos públicos pela internet, com a intermediação de corretoras.

Cerca de 51,6% de todos esses títulos nas mãos de pessoas físicas, segundo o Tesouro Nacional, são remunerados por índices de preços (como o IPCA e outros que medem a inflação). Já aqueles vinculados à taxa básica de juros (Selic) correspondem a 33%. E os títulos prefixados, cujo rendimento o comprador já fica sabendo no momento da compra, representam 15,5%. Em valores, porém, o Tesouro Direto ainda fica bem atrás da Bolsa de Valores. Em março deste ano, por exemplo, os investidores pessoa física eram responsáveis por R$ 520 bilhões de tudo que está aplicado na B3.

Toda essa busca está diretamente relacionada à alta da Selic, a maior em seis anos. Dessa forma, os papéis ofertados ganham maior atratividade. Além disso, os títulos públicos do Tesouro Direto protegem os investidores contra as perdas geradas pela inflação. Dentre as opções, vale lembrar, estão aqueles cuja remuneração está atrelada ao IPCA, a inflação oficial do país, que chegou a 7,17% em doze meses até setembro. O total de investidores ativos (ou seja, que possuem títulos) no Tesouro Direto atingiu 2,1 milhões de pessoas. Contudo, são mais de 21,6 milhões de pessoas cadastradas, número que é 52,5% superior ao registrado na mesma altura do ano de 2021.

Ainda segundo o Tesouro Nacional, a venda de títulos públicos envolvendo o Tesouro Direto somou R$ 2,8 bilhões. O número representa uma queda de 20% em comparação ao mesmo mês de 2021. Já os resgates ficaram na casa dos R$ 2,03 bilhões. Portanto, a emissão líquida, que corresponde à diferença entre o quantitativo emitido e a o resgatado, foi de R$ 774 milhões em outubro.

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