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Economia

Cautela e volatilidade devem marcar última semana do mês

Investidores estão preocupados com o avanço da covid-19 e de olho nas eleições nos EUA. Por aqui, Brasília é o foco de atenção.

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A última semana do mês e do trimestre deve ser marcada por cautela e volatilidade, visto que os investidores estão preocupados com a possível segunda onda de covid-19 e de olho nas eleições nos Estados Unidos (EUA). Por aqui, a atenção estará voltada para Brasília, de onde deve sair a nova reforma tributária e o novo programa social. Às 9h04, o Ibovespa registrava alta de 1,17%, aos 98.212 pontos.

Na cena doméstica, a expectativa é com a reforma tributária e o novo Renda Brasil. Os investidores querem saber mais sobre o possível novo imposto e de onde virão os recursos para manter o programa social. O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, afirmou que as propostas já foram fechadas e serão apresentadas hoje ao presidente Jair Bolsonaro.

Há pouco, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que o Índice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 8 pontos, para 106,7 pontos em setembro, o maior nível desde janeiro de 2013. O Nível de Utilização da Capacidade instalada passou de 75,3% para 78,2, maior valor desde março de 2015.

O Banco Central divulgou o tradicional boletim Focus. Nele, os economistas melhoram a estimativa de queda do Produto Interno Bruto (PIB) de 5,05% para 5,04%, terceira semana seguida de melhora. Para 2021, a estimativa de crescimento foi mantida em 3,5%. Para a inflação, os profissionais elevaram a estimativa de 1,99% para 2,05%. Essa é a sétima alta consecutiva do indicador. Para o ano que vem, a projeção foi mantida em 3,01%. Para a Selic, o mercado prevê estabilidade em 2% este ano e 2,50% em 2021.

No exterior, o aumento inesperado de casos de coronavírus na Europa tem sido a principal fonte de preocupação dos investidores, principalmente na França, Reino Unido e Espanha. O temor é de que os países voltem a adotar medidas de restrição, como o lockdown, o que atrasaria ainda mais a retomada de crescimento da economia global.

Outro ponto de atenção é a proximidade da eleição nos EUA. O presidente Donald Trump não está disposto a deixar a Casa Branca. Ele já disse que, se perder, não fará uma transferência de poder tranquila, o que gerou preocupação. Além disso, a expectativa de que Trump adote uma postura mais agressiva em relação à China pode colocar mais volatilidade aos negócios.

Em Nova York, o índice futuro do Dow Jones registrava de 1,29%, aos 27.392 pontos.

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