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Cias&Cifras | Fundos de investimentos têm captação líquida recorde no 3TRI

Cias&Cifras | Fundos de investimentos têm captação líquida recorde no 3TRI

Publicado

em

Por: Junior Alves

Levantamento da Anbima informa que o setor de fundos de investimentos teve captação líquida de R$ 189,3 bilhões no terceiro trimestre, a maior da série histórica na comparação com o mesmo período em anos anteriores.

Conforme a associação, significa que a diferença entre os aportes e os resgates foi recorde para um terceiro trimestre.

Tesouro Nacional

Estratégias de proteção

Segundo o Valor Econômico, investidores adotaram estratégias de proteção e correram para fundos mais conservadores no terceiro trimestre.

A renda fixa reverteu as perdas do começo da pandemia e acumulou entradas de R$ 109,5 bilhões.

Já os multimercados acumularam aportes de R$ 43,2 bilhões e os fundos de ações, captações de R$ 16,1 bilhões.

No ano, até setembro, a indústria acumula captação líquida de R$ 196,4 bilhões, ainda 15,7% menor do que a acumulada em dezembro de 2019.

No entanto, os fundos se recuperaram totalmente dos resgates a partir do quinto mês de pandemia, em julho.

Cotistas

Em um cenário inédito de juros nas mínimas históricas com inflação sob controle, a indústria local de fundos de investimento registrou um crescimento de 13,8% na base de cotistas em 2020, até setembro.

Em dezembro de 2019, eram 20,4 milhões de investidores em fundos no mercado local, número que subiu para 23,2 milhões no último dia 30, segundo dados da Economatica.

Entre as gestoras dos cinco grandes bancos, o crescimento de cotistas foi de 5,6% no período, para 15,5 milhões, enquanto, entre as independentes, o aumento foi de 35,1%, para 7,7 milhões.

A liderança em número de cotistas é da BB DTVM, com 5,3 milhões, o que corresponde a 23,1% do total, seguida pela Bradesco Asset Management (Bram) e pelo Itaú, com 3,5 milhões, ou 15,3%, cada.

No caso do banco presidido por Candido Bracher, os dados consideram Itaú Unibanco e Itaú DTVM, de CNPJs diferentes, mas pertencentes ao mesmo grupo.

Na sequência aparece a Caixa, com 2 milhões. A quinta colocação passou a ser ocupada pela XP Asset Management, com 1,1 milhão de cotistas, acima dos cerca de 600 mil de dezembro de 2019. Os dados consideram os cotistas da XP Vista Asset Management e da XP Asset Management.

A instituição ultrapassou no período a gestora do Santander, que encerrou setembro com 1 milhão de cotistas, relativamente estável em 2020.

> Rede D’Or projeta R$ 10 bi em sua oferta primária

A Rede D’Or pretende abrir o seu capital em dezembro, próxima janela para ofertas públicas iniciais (IPOs), e levantar entre R$ 7,5 bilhões a R$ 10 bilhões em sua oferta primária.

Segundo o Valor Econômico, o maior grupo hospitalar do país faz seu registro de companhia aberta na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). É o primeiro passo formal para um dos IPOs mais esperados pelo mercado e que pode precificar a Rede D’Or em cerca de R$ 100 bilhões.

Oferta secundária

Conforme o jornal, em novembro haverá a definição sobre a oferta secundária e acionistas que podem reduzir suas participações.

A controladora da Rede D’Or é a família Moll, com uma participação de 59%, e a outra fatia está distribuída com a gestora de private equity Carlyle e o fundo soberano de Cingapura (GIC).

Sabesp (SBSP3) isenção de conta para famílias de baixa renda

> Dasa (DASA3) e Sabesp (SBSP3) querem R$ 1,5 bi

A Dasa (DASA3) e a Sabesp (SBSP3) estão se movimentando para levantar mais de R$ 1,5 bilhão por meio de títulos de dívidas de empresas, ou debêntures.

Segundo o Estadão, muitas empresas também se preparam para testar o apetite dos investidores, que deixou de existir na pandemia, por meio destes ativos.

A Diagnósticos da América (Dasa) e a Sabesp já estão em busca de bancos para estruturar emissões de debêntures.

Gestores

Também têm consultado gestores para medir a demanda dos investidores. Em novembro, a Dasa pretende captar em torno de R$ 600 milhões e a Sabesp de R$ 1 bilhão.

Ambas têm rating AAA pelas agências de classificação de risco. Será logo após a divulgação do balanço do terceiro trimestre e as duas ofertas serão feitas com esforços restritos de colocação, ou seja, para até 50 instituições financeiras.

Consolidação

A consolidação do setor de saúde está acontecendo em várias frentes e ela é uma das grandes a se movimentar nesse sentido, além de estar envolvida em projetos para testes da vacina do Covid-19.

A Dasa estaria inclusive estudando a possibilidade de buscar recursos no exterior, estreando no mercado de dívida (bonds) lá fora, no início do ano que vem. Procuradas, Dasa e Sabesp não comentaram.

Neoenergia

Fachada de edifício da Neoenergia no Rio de Janeiro

> Neoenergia (NEOE3): distribuidoras injetam 1,3% maior

As distribuidoras da Neoenergia (NEOE3) injetaram 16.307 gigawatts-hora (GWh) de eletricidade no terceiro trimestre de 2020, alta de 1,33% na comparação anual, disse a empresa em prévia não auditada dos resultados operacionais.

Segundo a companhia, o resultado sinaliza que a retomada da economia após as medidas de isolamento relacionadas à pandemia de coronavírus tem refletido no mercado de distribuição de energia.

Maior variação

A maior variação positiva foi registrada pela distribuidora Elektro, que atua nos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul e injetou 4.876 GWh no período, avanço de 5,29%, impulsionada pelas classes residencial e rural.

A distribuidora Celpe também apurou resultado positivo na comparação anual, com avanço de 1,43%, mas Coelba e Cosern registraram quedas no período –de 1,13% e 1,28%, respectivamente.

Resultado positivo

Apesar do resultado positivo no terceiro trimestre, no acumulado dos nove primeiros meses do ano ainda há variação negativa de 2,5% na injeção de energia frente a igual período de 2019, com um total de 48.851 GWh.

A queda, que envolve resultados negativos das quatro distribuidoras, “ainda reflete impactos da Covid-19”, disse a empresa.

A energia injetada representa a energia distribuída nos mercados cativo e livre acrescida das perdas.

A divulgação dos resultados consolidados da Neoenergia para o período está marcada para o dia 20 de outubro.

Projetos eólicos offshore

A Neoenergia está de olho nas oportunidades do potencial eólico offshore (alto-mar) brasileiro.

Segundo o presidente, Mario José Ruiz-Tagle Larrain, a companhia está desenvolvendo estudos preliminares para projetos no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Ceará.

“São 3 mil MW de capacidade de desenvolvimento em cada uma das áreas. Temos muito o que trabalhar, mas claramente há uma oportunidade”, disse o executivo.

Citando a experiência da controladora Iberdrola com projetos deste tipo no exterior, o executivo afirmou que o objetivo da Neoenergia é ser um dos pioneiros deste mercado, que passa por um momento muito semelhante ao que se tinha no começo dos anos 2000, quando foi criado o Proinfa pelo governo federal para incentivar os investimentos nas fontes renováveis de energia.

“Estamos começando a trilhar esse caminho. Temos muita expectativa sobre isso no Brasil, e acreditamos que alguns projetos podem vir a ocorrer em um horizonte de cinco a 10 anos”, projetou o executivo.

> Renova Energia (RENW3) aceita oferta da Prisma Capital 

A empresa de geração limpa Renova Energia (RENW3) informou que seu conselho de administração aprovou a aceitação de uma proposta vinculante feita pela Prisma Capital para aquisição de direitos e ativos relacionados a seu complexo eólico Alto Sertão III – Fase B.

Com isso, a Prisma Capital terá direito de preferência no negócio, que estará sujeito a condições precedentes que incluem aprovação em assembleia de credores e a realização de processo competitivo pelo empreendimento no âmbito da recuperação judicial da companhia, explicou a Renova em fato relevante nesta quinta-feira.

A empresa

A empresa, controlada pela estatal mineira Cemig, disse que a transação faz parte de sua estratégia de reestruturação e diminuição dos passivos.

Os recursos obtidos com a venda serão destinados “especialmente para o cumprimento de suas obrigações no Plano de Recuperação Judicial e o reinício das obras do Complexo Eólico Alto Sertão III Fase A”, acrescentou a Renova.

Omega Geração (OMGE3) compra fatia em eólicas da EDF

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Financiamento

Em setembro, a companhia havia informado que o conselho aprovou uma oferta de financiamento de até R$ 350 milhões apresentada pela Quadra Gestão de Recursos.

Na ocasião, a Renova disse que o dinheiro iria para retomada da construção de Alto Sertão III, cujas obras foram paralisadas há anos com quase 90% de avanço físico devido à falta de recursos da empresa.

A Renova Energia entrou com pedido de recuperação judicial em meados de outubro do ano passado, com dívidas de cerca de R$ 3 bilhões.

Resultados

A Renova Energia reportou queda de 87% no seu prejuízo líquido no segundo trimestre de 2020, indo a R$ 51 milhões, ante prejuízo de R$ 426 milhões no mesmo período de 2019.

A receita operacional foi de R$ 11 milhões, redução de 28%. Segundo a companhia, a suspensão dos contratos Light I e Cemig I pensaram nos números.

O Ebitda, que mede o resultado operacional, fechou com lucro de R$ 37 milhões, contra prejuízo de R$ 334 milhões.

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