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Investimentos

Come-cotas: entenda como funciona esse tipo de cobrança em investimentos

A cobrança do Imposto de Renda em investimentos pode ser feita de diferentes formas, influenciando na rentabilidade da aplicação.

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Come-cotas

Entre os termos presentes no dicionário financeiro está o come-cotas, que é um tipo de tributação de alguns fundos de investimentos. A cada semestre, ele ressurge e pode surpreender os investidores iniciantes, sendo a sua periodicidade uma característica distinta.

No modelo de tributação simples incide o Imposto de Renda, recolhido apenas quando é feito o resgate e em cima do rendimento. Já no sistema come-cotas, o IR é cobrado a cada seis meses sobre o lucro daquele período.

O recolhimento do IR nos fundos é feito segundo uma tabela regressiva, calculada conforme o tempo de aplicação. Essa equivale a 22,5% (180 dias), 20% (181 a 360 dias), 17,5% (361 a 720 dias) e 15% (721 ou mais). No término do prazo do investimento, é necessário pagar a alíquota do IR em que o fundo se adequa, retirando as quantias cobradas antes. 

A cada seis meses, o come-cotas é recolhido automaticamente. Sendo mais preciso, nos últimos dias úteis de maio e novembro. E quando a aplicação é retirada, ele é cobrado novamente, mas com a diferença dos lucros e impostos antecipados. 

Essa modalidade é comum a alguns fundos de investimento, por exemplo, os de renda fixa, multimercado e crédito privado. Porém, na maioria das vezes o sistema come-cotas não é vantajoso, pois ele atrapalha o rendimento dos juros compostos. Ao recolher o valor proporcional do IR a cada seis meses, ele reduz o acúmulo de dinheiro e prejudica a eficácia de juros sobre juros. 

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Investimentos

Bolsa ou renda fixa: qual a melhor opção para quem prioriza liquidez?

Pesquisa da B3 revela que, se precisassem, 64% dos entrevistados retirariam o capital investido, dando ênfase ao critério de liquidez.

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Investimentos

Por meio de um levantamento divulgado pela B3, em dezembro de 2020, foi apontado que 64% dos entrevistados resgatariam o capital aplicado nos investimentos se precisassem dos recursos. Em caso de queda da bolsa, somente 7% fariam a retirada do dinheiro. O estudo demonstrou que não apenas o investidor chega ao mercado de ações sem preparo para as oscilações do mercado financeiro. Também, levanta a problemática se existe ou não preocupação com a consolidação da reserva de emergência.

“Antes de fazer qualquer alocação em um ativo de maior risco de mercado, crédito ou liquidez, o investidor precisa ter uma reserva de emergência para resgatar da aplicação certa em um momento de urgência”, destaca o analista de renda fixa e crédito privado do BTG Pactual digital, Odilon Costa.

Dessa forma, antes de selecionar o melhor ativo para aplicar seu dinheiro é preciso avaliar alguns critérios que lhe deem segurança. O principal deles é a liquidez, pois é necessário ter disponibilidade para resgate a qualquer instante.

Outro ponto relevante é a volatilidade, ou seja, o investimento deve ter previsibilidade, não tendo grandes oscilações que podem acarretar em surpresas negativas. Além disso, o acumulado deve cobrir entre três meses de despesas mensais, em caso de pessoas com certa estabilidade, a 12 meses, para os trabalhadores instáveis.

Ativos

Entre as melhores opções estão o Tesouro Selic (um dos títulos do Tesouro Direto) e os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs), ambos investimentos de renda fixa. Construída a reserva de emergência, é hora de montar a carteira com diversificação de ativos.

É possível fazer aportes entre a renda fixa e o mercado de ações. Uma opção é iniciar com aplicação nos títulos de renda fixa associados ao indicador oficial da inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Na renda fixa, também existem os títulos de crédito privado, tais como Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Debêntures Incentivadas, isentas de Imposto de Renda.

“Também é possível fazer alocações em fundos imobiliários, ótimas opções para quem busca uma renda variável um pouco mais conservadora, em comparação ao mercado de ações. Com todo esse portfólio estruturado, aí sim o investidor pode ir para a bolsa”, destaca Costa. “O mais importante é conhecer seu perfil, estudar as classes de ativos disponíveis, entender como cada uma delas funciona e quais as vantagens que podem trazer”, acrescenta.

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Investimentos

Guide lista 15 empresas com os maiores potenciais de alta na Bolsa em janeiro

Setores de turismo, varejo, farmácia, construção civil e frigoríficos estão na lista de ações potenciais para o primeiro mês do ano da Bolsa.

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Investimentos

A Guide Investimentos compilou 15 ações com potencial de alta na Bolsa em janeiro. Com avaliações dos analistas setoriais de diversas instituições financeiras, a corretora localizou as empresas que devem ganhar destaque neste mês.

Segundo dados divulgados, o mercado financeiro faz uma análise positiva sobre a CVC Brasil (CVCB3), proveniente de um segmento afetado pela pandemia do novo coronavírus. Tudo indica que a ação possa crescer 96%.

Algumas companhias que abriram capital na Bolsa no ano passado se configuram na lista de ações com maior indicativo de alta.

As novatas d1000 (DMVF3), 3R Petroleum (RRRP3), Lavvi (LAVV3) e Plano & Plano (PLPL3) foram incluídas na lista e chance de valorização é de mais de 40%. No ramo varejista, Lojas Americanas (LAME4) e Lojas Marisa (AMAR3) o representa. Demais setores, como construção civil, farmácia e frigoríficos estão em evidência.

Confira a lista das 15 ações com potencial de alta em janeiro:

Empresa Preço-Alvo Mercado Potencial de Valorização Mercado Preço-Alvo Guide
CVC Brasil (CVCB3) R$ 39 96% R$ 28
d1000 (DMVF3) R$ 22,50 86% R$ 14
Plano & Plano (PLP3) R$ 12,55 78% R$ 10
Tecnisa (TCSA3) R$ 15,55 68% R$ 11
Lojas Marisa (AMAR3) R$ 10,10 66% R$ 10
Helbor (HBOR3) R$ 17,67 63% R$ 17,50
Minerva (BEEF3) R$ 15,28 57% R$ 12
Moura Dubeux (MDNE3) R$ 15,67 57% R$ 15
Panvel (PNVL3) R$ 34,33 51% R$ 26
3R Petroleum (RRRP3) R$ 53 50% R$ 50
Lojas Americanas (LAME4) R$ 36,22 49% R$ 28
Lavvi (LAVV3) R$ 12,80 46% R$ 8,50
Eletrobras (ELET6) R$ 50,17 45% R$ 40
JBS (JBSS3) R$ 35,36 45% R$ 28
Cogna (COGN3) R$ 6,82 43% R$ 9

Fonte: Money Times.

As informações foram alcançadas por meio da Bloomberg e tendo como base os preços de fechamento de 15 de janeiro de 2021. O levantamento desconsiderou empresas com números inferiores a três coberturas ou cujas análises sejam antigas.

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14 ações que estão negociando abaixo do seu valor patrimonial

Com P/VPA inferior a 1, ações custam menos na Bolsa do que o patrimônio líquido de empresas. Essas possuem recomendações neutra e de compra.

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Ações

A Guide Investimentos reuniu 14 ações da Bolsa com negociação inferior ao seu valor de patrimônio. Em outras palavras, quando o Preço sobre Valor Patrimonial da Ação (P/VPA) representa menos de 1, indica que a companhia tem valor na Bolsa inferior ao seu patrimônio líquido. O analista responsável pelo relatório, Luis Sales, destaca ser essa uma oportunidade para quem está investindo.

“Em momentos de crises muito graves, por exemplo, diversas empresas são negociadas abaixo do valor patrimonial devido à aversão generalizada dos investidores ao risco”, disse.

Em paralelo, o P/VPA abaixo de 1 também pode representar que o mercado está com o pé atrás quanto àquela ação.

Confira as empresas com ações abaixo de seu valor patrimonial:

Empresa P/VPA Preço (15/01)  Preço-alvo  Potencial de valorização Recomendação
Embraer 0,44x R$ 9,52 R$ 13 37% Compra
Cogna 0,52x R$ 4,76 R$ 9 89% Compra
Valid 0,57x R$ 9,41 R$ 12 28% Neutra
Iochpe 0,61x R$ 15,40 R$ 20 30% Compra
Banrisul 0,70x R$ 14,37 R$ 18 25% Compra
Eletrobras 0,72x R$ 34,58 R$ 40 16% Compra
brMalls 0,74x R$ 9,28 R$ 13,35 44% Compra
Gafisa 0,80x R$ 4,18 Neutra
BMG 0,81x R$ 5,61 R$ 8,00 43% Neutra
ABC 0,83x R$ 16,14 R$ 19,00 18% Compra
Tecnisa 0,84x R$ 9,24 R$ 11,00 19% Neutra
Banco do Brasil 0,86x R$ 36,30 R$ 45,00 24% Compra
Copasa 0,89x R$ 16,71 R$ 17,00 2% Compra
Copel 0,90x R$ 66,01 R$ 75,00 14% Neutra

Fonte: MoneyTimes.

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