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Agronegócio

Conab: safra de café deve atingir 54,94 milhões de sacas este ano

De acordo com a companhia, resultado de 2023 supera em 7,9% o de 2022

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Em primeiro levantamento de colheita do ano, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que a safra de café do país deste ano deverá atingir 54,94 milhões de sacas de 60kg, o que representa uma alta de 7,9% sobre 2022.

Após apurar problemas climáticos, nos anos de 2021 e 2022, o café do tipo arábica tem a possibilidade de recuperar sua produtividade, uma vez que o tempo tem favorecido as maiores regiões produtoras, como aquelas de Minas Gerais, com reflexo sobre o resultado nacional, em que pese os efeitos da bienalidade negativa registrada em outras regiões produtoras.

A safra de arábica, responsável pela maior parte da produção nacional, foi estimada pela Conab em 37,4 milhões de sacas, o que representa aumento de 14,4% em relação ao ano passado. Já a variedade robusta/conilon do Brasil teve safra estimada em 17,5 milhões de sacas, equivalente a uma queda de 3,8% ante o recorde obtido em 2022

Outra previsão positiva diz respeito à área de produção de cafezais, que deve aumentar 3,3%, alcançando 1,9 milhão de hectares este ano, aí incluídas lavouras em formação, como o parque cafeeiro que corresponde a 2,26 milhões de hectares.

De acordo com o superintendente substituto de Informações da Agropecuária da Conab, Rodrigo Souza “de maneira geral, há um aumento na área total do país em produção em relação ao ciclo passado, bem como uma estimativa de incremento na produtividade média, impulsionado, particularmente, pelos rendimentos médios esperados em Minas Gerais, São Paulo e Paraná”.

No que se refere à proposta do governo federal, no sentido de retomar operações com estoques reguladores, analistas de mercado entendem que a iniciativa. Além de inócua – há anos não há estoques reguladores no país, historicamente só serviu como instrumento de intervenção federal no setor, de modo a garantir preços mínimos aos produtores.

Isso sem contar que os barracões de propriedade da Conab que restaram (a maioria já foi vendida), perderam relevância, em razão da alta dos preços das commodities agrícolas e da modernização do mercado agropecuário.

Sou um profissional de comunicação com especialização em Economia, Política, Meio Ambiente, Ciência & Tecnologia, Educação, Esportes e Polícia, nas quais exerci as funções de editor, repórter, consultor de comunicação e assessor de imprensa, mediante o uso de uma linguagem informativa e fluente que estimule o debate, a reflexão e a consciência social.

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