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Economia

Cresce demanda por planos privados após reforma da Previdência

Nos cinco primeiros meses do ano, captação líquida do setor subiu 91,7%

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Crédito: ricknewseguros

Ironia ou não, a reforma da Previdência Social acabou confirmando o que todo mundo já sabia. Ela ficou longe de atender às necessidades do brasileiro, daí a forte demanda por planos de Previdência Privada.

Provisões de R$ 1,03 tri – Apenas na modalidade aberta, a captação líquida registrou crescimento de 91,7% (R$ 11,9 bilhões) de janeiro a maio deste ano, ante igual período de 2020, segundo a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi). Se consideradas apenas as provisões técnicas — valores registrados contabilmente pelas seguradoras e entidades abertas de previdência complementar — a soma chega a R$ 1,03 trilhão.

Sem exclusividade – Ao desfazer a crença de que ‘previdência privada não é exclusividade de quem possui alta renda’, o presidente da comissão de Produtos por Sobrevivência da Fenaprevi, João Batista Ângelo, dá como exemplo planos que operam com pagamento mínimo de R$ 25 por mês.   “E existe a possibilidade de portabilidade, tanto para migração de plano para outro, sem qualquer ônus tributário; migração de um plano a outro, da mesma empresa ou mesmo para saída do plano de uma empresa para outra”, explicou.

Tributação no resgate – Outro mito, a tributação, também é refutado por Ângelo, ao lembrar que ela ocorre somente no momento do resgate ou no recebimento dos valores. “ É criado um mecanismo que o imposto não pago gera mais rendimento a seu favor, mas sempre que o dinheiro investido tiver a vocação de longo prazo, se for curto a poupança é melhor opção”, assinala.

Duas modalidades – De modo geral, o Regime de Previdência Complementar (RPC) possui somente duas modalidades, aberta ou fechada, em que a primeira é operada por bancos, entidades e seguradoras de vida, enquanto a segunda conta com a gestão de entidades sem fins lucrativos, sob a forma de fundação ou sociedade civil. São dois os tipos de previdência, ativos no país: o Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL) e o Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL).

Opção pelo PGBL – Ao considerar ‘vantajoso’ contratar planos de previdência privado – sob o argumento de que o mercado já estaria estruturado e maduro – o economista e sócio da Alta Vista Investimentos, Alkeos Saroglou, observa que os planos atendem melhor contribuintes que optam por declaração completa do IR, o que os habilita a escolher o plano PGBL. “Nessa modalidade, as pessoas podem utilizar o valor que for aplicado dentro do fundo para um abatimento no seu IR, o que reduz o total do rendimento tributável”, conta.

Diferenças entre as duas modalidades de previdência privada.

Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL).

  • As contribuições podem ser deduzidas do IR até o limite de 12% da renda bruta tributável do participante.
  • O IR incide sobre o valor total e não somente sobre os rendimentos. » Modalidade é adequada para quem faz declaração completa do IR ou que possua renda alta.

Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL)

  • Contribuições não podem ser deduzidas do IR.
  • O IR incide sobre os rendimentos e não sobre o total acumulado.
  • Indicado para quem faz declaração anual simplificada do IR.

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Empresas

EcoRodovias reporta lucro líquido de R$143,7 mi no 3º tri, alta de 97,8%

O Ebitda marcou R$ 636,4 milhões em termos ajustados

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A EcoRodovias reportou lucro líquido de R$ 143,7 milhões no terceiro trimestre, alta de 97,8% ante igual período do ano anterior, conforme balanço encaminhado ao mercado.

de acordo com o documento, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) marcou R$ 636,4 milhões em termos ajustados, avanço anual de 20,6%.

Já a margem do período passou de 68,4% para 69%, e a empresa teve receita líquida de R$ 923 milhões entre julho e o fim de setembro, crescimento de 19,7% sobre o faturamento do terceiro trimestre de 2020.

A alavancagem, medida pela relação dívida líquida sobre Ebitda ajustado passou de 3,3 vezes para 3,1 vezes, segundo o balanço.

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Economia

Confiança do comércio cai 3,1% em outubro, segundo mês consecutivo de queda

Mesmo com a desaceleração, o índice está em 119,3 pontos, posicionado na zona de confiança.

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O Índice da Confiança do Empresário do Comércio (Icec) caiu 3,1% em outubro, na série com ajuste sazonal, acentuando o recuo de 0,4% de setembro. Mesmo com a desaceleração, o índice está em 119,3 pontos, posicionado na zona de confiança.

Leia mais: Comércio eletrônico domina locação de galpões industriais em SP

Os dados foram divulgados hoje (25), no Rio de Janeiro, pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). A entidade informou que a queda reflete um possível enfraquecimento nas condições atuais e da performance da economia. Na relação sem o ajuste sazonal, o índice não teve variação no mês.

O Icec é um indicador antecedente do varejo e tem como objetivo detectar as tendências das ações empresariais do setor. A pesquisa é feita com cerca de 6 mil empresas de todas as capitais do país. O indicador é mensal e vai de zero a 200 pontos, sendo considerado nível de satisfação a partir de 100 pontos.

O resultado negativo de outubro, mesmo com o Dia das Crianças, reverte a trajetória de otimismo observada em junho (12,2%), julho (11,7%) e agosto (4,3%).

“O descenso aprofunda o entendimento de que as condições objetivas dos empresários tornaram-se mais difíceis, provavelmente fruto da ação de fatores que influenciam a economia, tais como a possibilidade do encerramento da transferência do auxílio emergencial, seguida da preocupação decorrente, o aumento do endividamento das famílias, alta dos custos e dos juros, subida dos preços dos insumos e dos produtos industriais, encarecimento dos alimentos, aluguéis, energia, combustíveis e dólar”, explica o informe da CNC.

Segundo a entidade, as empresas de menor porte, com até 50 funcionários, disseram enfrentar condições mais adversas do que as médias e as grandes. Um fator que impactou no indicador este mês foi a inflação.

Entre os componentes do Icec, as quedas foram de 4,5% nas condições atuais e de 3,1% nas expectativas. A intenção de investimentos retraiu 2%. Na comparação com outubro de 2020, o Icec subiu 15,6%.

Confiança regional

Em outubro, a diminuição da confiança do comércio foi mais intensa nas regiões Sul e Sudeste, ambas com -3,7%, seguida pelo Norte (-3,4%). O Nordeste recuou 2,8% e Centro-Oeste, 1%.

Por porte de empresas, as micro e pequenas passaram para a zona superior a 100 pontos em julho, permanecendo no nível de confiança por quatro meses seguidos. Em outubro, a queda foi de 3% e a categoria ficou com 119,1 pontos. Nas empresas com mais de 50 empregados, a variação foi de -3,5% e o patamar está em 125,8 pontos.

Por categoria de uso, todas permaneceram na zona de satisfação. A principal contribuição negativa do Icec ocorreu no segmento de duráveis (-4,2%) e a maior confiança está entre as empresas de bens semiduráveis, (124,6 pontos) depois da queda de 2,9% em outubro.

Componentes

O Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec) caiu 9% e chegou a 88,3 pontos em outubro, influenciado pelas condições objetivas da economia. Na percepção da economia, 52,3% dos comerciantes reconheceram a deterioração das condições correntes e apenas 4,7% sentiram melhora, com 43% apontando para uma melhora gradual. Em setembro, o grupo pessimista era de 50,4%.

O componente Expectativas do Empresário do Comércio recuou 3,1%, com queda nos três subcomponentes: economia (-4,6%), setor (-2,9%) e empresa (-1,8%). Segundo a pesquisa da CNC, o comerciante reconheceu que o cenário pode melhorar, sendo que 59,3% consideram que a economia pode avançar pouco e 26,6% acham que pode melhorar muito.

Na intenção de investimentos, o subcomponente contratações de funcionários caiu 5,3% em outubro. Apenas 0,2% dos empresários assinalaram que poderão fazer novos gastos com as empresas e 0,2% em estoques, com o otimismo indicando uma preparação para a Black Friday em novembro.

Ao mesmo tempo, 66,7% dos comerciantes reconheceram que podem aumentar pouco o contingente de funcionários até o fim do ano e 12,9% devem elevar muito as contratações.

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Empresas

Neoenergia reporta lucro líquido de R$1,3 bi no 3º tri, alta de 57%

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) subiu 62% para R$ 2,9 bilhões

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A Neoenergia reportou lucro líquido de R$ 1,3 bilhão no terceiro trimestre de 2021, alta de 57% ante igual período do anno anterior, conforme balanço encaminhado ao mercado.

De acordo com o documento, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) subiu 62% para R$ 2,9 bilhões.

Também disse que a elétrica, que possui operações de geração, distribuição e transmissão, reportou ainda receita de R$ 11,62 bilhões de reais entre julho e setembro, alta de 49% no comparativo anual.

E acrescentou que os resultados reforçam o caminho que planejamos para 2021, com foco em performance e eficiência, qualidade do serviço e a realização de investimentos rentáveis.

Neoenergia

Ainda de acordo com o documento, o Capex foi de R$ 6,4 bilhões nos primeiros nove meses do ano, alta de 51% versus o mesmo período de 2020, pelo avanço dos projetos de transmissão e eólicas.

“A Neoenergia mantém seu ritmo de investimentos para triplicar a capacidade instalada de energia eólica, atingindo 1,6 GW até 2022 como parte da estratégia de descarbonização da companhia”, destacou.

E disse mais: “as obras dos seus dois maiores complexos eólicos no país seguem avançando e gerando desenvolvimento sustentável.”

Operação

A empresa elencou que houve avanços nas obras e antecipação do Complexo Eólico Chafariz (PB), que entrou em operação antecipada com 53 aerogeradores, que correspondem a 184 MW de capacidade instalada. O projeto terá capacidade instalada total de 471,2 MW quando concluído.

Em relação ao complexo eólico Oitis, nos Estados de Bahia e Piauí, que terá 566,5 MW de capacidade, a companhia disse que as obras começaram nos 12 parques e mais de 62% das fundações estão concluídas.

A companhia está na bolsa brasileira (B3) sob o ticker NEOE3.

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