Política
Descubra qual seria o valor ideal do salário-mínimo
Com a aprovação do Congresso, em 2023, o salário-mínimo pode ter um reajuste real. Contudo, qual seria o valor justo?
Em 1936, o salário-mínimo teve a seguinte definição: “remuneração mínima devida ao trabalhador, sem distinção de sexo – capaz de satisfazer suas necessidades normais de alimentação, vestuário, habitação, higiene e transporte”. Além disso, o salário-mínimo deveria, ainda, atender as necessidades do ciclo familiar do empregado.
Contudo, 86 anos depois, a média nacional indica que, só na alimentação, o brasileiro já gasta praticamente 50% do salário-mínimo, que atualmente está no valor de R$ 1.212.
Cerca de 56,7 milhões de brasileiros sobrevivem com essa quantia estabelecida pelo salário-mínimo, sendo mais de 40% desses beneficiários do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).
Em São Paulo, a média de gastos com alimentação é de R$ 777, o equivalente a 64,11% do salário-mínimo. Já o nordeste é a região com o menor custo alimentício. Lá o valor fica na média de R$ 423, porém isso está longe de representar um valor justo para quem recebe apenas um salário-mínimo, uma vez que compromete 34,90%.
Se o assalariado mínimo não tiver um imóvel próprio e viver de aluguel, tudo fica ainda mais difícil. Em setembro deste ano, uma pesquisa realizada através dos índices do FipeZAP+ mostrou que o aluguel residencial teve um aumento de 15,95%.
Essa porcentagem, além de ultrapassar a inflação do momento da pesquisa, também ultrapassa o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M). Vale observar que apenas apontamos os valores relacionados a moradia e alimentação, sem citarmos saúde, educação, vestuário e outros.
Diante disso, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) afirma que o atual valor do salário-mínimo é injusto. Para que o salário-mínimo atingisse o objetivo de abranger moradia, saúde, alimentação, vestuário, entre outros gastos básicos, ele precisaria ser R$ 6.388,55. Isso significa que o valor do salário-mínimo deveria ser 527% mais alto do que o valor real.
A economista Mariel Angeli Lopes explica que o salário-mínimo não pode ser ampliado de uma vez, porém deve, sim, haver um reajuste no valor com uma taxa corrigida superior à inflação.
Mariel afirma que, além da ausência de uma política que valorize o salário-mínimo, os preços não param de subir. A economista aponta que uma medida que ajude a reduzir os custos deveria ser adotada.
O Senador Wellington Dias (PT-PI) é o responsável pelas negociações acerca do orçamento de 2023. Segundo ele, no governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), haverá o reajuste real do salário-mínimo, e o novo valor será R$ 1.320. O aumento é equivalente a 1,4% acima da inflação.
Se o reajuste real do salário-mínimo for aprovado no Congresso Nacional, entrará em vigência dia 1 de janeiro de 2023.

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