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Finanças

Desempregados podem acessar benefícios do governo, mas nem todos sabem como

Pra segurar o tranco

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Os desempregados podem acessar benefícios do governo, mas nem todos sabem como. O Brasil conta com cerca de 14% de sua população economicamente ativa sem emprego formal.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 14,8 milhões de brasileiros à margem da sociedade, sem sustento formal e perspectiva de vida.

Trata-se de uma das maiores taxas do mundo, o que coloca o Brasil entre os países mais desiguais.

Para amenizar a situação, existe uma série de auxílio que o desempregado pode acessar. São benefícios oriundos do próprio governo.

Passageiros em ônibus no Rio de Janeiro (RJ) em meio à pandemia de coronavírus

Benefícios do Governo

Para começar, pode-se elencar o seguro-desemprego, que é destinado aos trabalhadores que foram demitidos sem justa causa. Este benefício é de forma temporária.

Por meio dele o agora ex-funcionário recebe uma quantia pelo período de três a cinco meses, a depender do salário que tinha anteriormente.

Para solicitar o seguro-desemprego basta entrar no aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou o site do Governo Federal. O valor de cada parcela é de um salário mínimo R$ 1.100.

Para ter direito ao seguro-desemprego precisa cumprir os seguintes requisitos:

  • Ter trabalhado com carteira assinada;
  • Ter sido demitido sem justa causa;
  • Não ter renda necessária para o sustento da família;
  • Não receber nenhum benefício previdenciário, de prestação continuada, com exceção de auxílio-acidente, auxílio-suplementar e abono de permanência em serviço;
  • Ter recebido salários de pessoa jurídica ou de pessoa física durante um período mínimo antes de realizar o requerimento;
  • Ter trabalhado com carteira assinada por pelo menos 12 meses, dos últimos 18 meses antes da data de demissão;
  • Ter trabalhado com carteira assinada por pelo menos 9 meses, dos últimos 12 meses antes da data de demissão.

FGTS

Outro benefício do governo é o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), destinado para quem trabalha com carteira assinada. O trabalhador demitido terá direito ao saque-rescisão.

Funciona assim: a empresa que demitiu deve informar a Caixa Econômica Federal. Num prazo de 5 dias úteis o valor estará liberado para saque. Será necessário apresentar a rescisão de contrato e outros documentos.

Auxílio-doença do INSS

Na sequência, pode-se elencar o auxílio-doença do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), por meio do qual o desempregado pode ter acesso, se preciso for, desde que tenha contribuído para a Previdência Social, previsto na Lei 8.213/1991.

A lei determina que, o trabalhador continua tendo direito aos benefícios da Previdência 12 meses após ter parado de contribuir.

O trabalhador que tinha carteira assinada por pelo menos dez anos e ficou desempregado, recebendo seguro-desemprego, pode continuar como segurado do INSS por até 36 meses.

A pessoa que contribuiu com a Previdência e precisa do auxílio-doença por estar com alguma enfermidade que dá direito ao benefício, mesmo desempregada poderá solicitar. A solicitação poderá ser feita no aplicativo Meu INSS para agendar a perícia médica para ter direito ao benefício.

Transporte gratuito

Outro benefício bastante importante é o Bilhete Especial do Desempregado no Metrô e a Credencial do Trabalhador Desempregado na CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Como se vê, diz respeito a São Paulo.

Para ter acesso gratuito ao Metrô, o trabalhador demitido sem justa causa há pelo menos 30 dias e no máximo 6 meses, terá direito. O bilhete é válido por 90 dias e permite andar de metrô gratuitamente.

Já na CPTM, tem direito quem está desempregado pelo menos há 30 dias e menos de 180 dias. Sendo possível viajar gratuitamente no sistema de trens da CPTM durante 90 dias.

A região metropolitana de Recife conta com iniciativa parecida. Na cidade, desempregados têm acesso gratuito ao transporte público fora do horário de pico.

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Finanças

Com a Selic a 6,25%, quanto rendem R$ 10 mil na poupança?

Taxa básica de juros da economia (Selic) influencia o rendimento de investimentos em renda fixa, como a poupança.

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A Selic, taxa básica de juros da economia, sofreu um novo reajuste e está em 6,25% ao ano. Com a mudança anunciada pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), as opções de investimento em renda fixa passam a render um pouco mais, a exemplo da poupança.

Veja também: Inflação atinge 10%: Até quando os preços vão subir? Confira previsões

Segundo cálculos da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade), a caderneta agora rende 0,36% ao mês e 4,38% ao ano. Até então, com a Selic a 5,25% ao ano, a poupança gerava retorno de 0,30% ao mês e 3,68% ano.

Quanto rendem R$ 10 mil na poupança hoje?

Atualmente, uma aplicação de R$ 10 mil na poupança retorna aproximadamente R$ 35,75 por mês, ou R$ 120,42 em um ano. Na chamada “velha poupança”, que considera depósitos feitos até abril de 2012, o rendimento seria maior, de R$ 617 em doze meses.

A regra determina que a caderneta de poupança deve render 70% da Selic, mais Taxa Referencial (TR, que está zerada) quando a taxa básica estiver abaixo de 8,5%.

Inflação ainda vence

Embora o rendimento esteja de fato um pouco melhor, a alternativa de investimento mais conhecida pelos brasileiros ainda perde para a inflação. Nos últimos 12 meses, a poupança vem acumulando queda no poder de compra.

Em agosto, a perda em termos reais no prazo de 12 meses foi de 7,15%, descontando a inflação. Os dados da provedora de informações financeiras Economatica também mostram que a aplicação atingiu seu rendimento real mais baixo desde outubro de 1991, quando perdeu 9,72% em um ano.

Mais opções

O reajuste da Selic também melhora a rentabilidade de outras aplicações em renda fixa, como Tesouro Direto, Certificado de Depósito Bancário (CDB) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI).

“A renda fixa tem ganhado cada vez mais espaço. Já há investimentos com rentabilidades acima de 10% ao ano na modalidade pré-fixada, algo que não era visto desde o ano de 2017”, explica Bernardo Pascowitch, CEO e fundador do Yubb.

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Finanças

Nubank, BB e Digio autorizam uso de seus cartões em nova plataforma

Bancos liberam o cadastro de seus cartões de crédito em novo sistema de pagamentos da Apple. Veja como fazer.

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Apple Pay

Nubank, Banco Digio e Banco do Brasil são alguns exemplos de bancos que contam com algumas das melhores opções de cartão de crédito existentes no mercado. O uso de cartões tem acelerado nos últimos anos, especialmente devido ao aumento da necessidade de realizar pagamentos contato.

Leia mais: Caixa lança empréstimo pelo Caixa Tem; Até R$ 1.000

O Apple Pay é um sistema de pagamentos por aproximação e carteira digital que possibilita transações financeiras usando os dispositivos da marca. A partir de agora, é possível cadastrar cartões de todos esses bancos na plataforma.

Digio

O Digio, fintech do Bradesco com o Banco do Brasil, tem um cartão de crédito internacional, sem anuidade e com um programa de pontos incrível. Veja como cadastrar o produto no Apple Pay e fazer pagamentos sem o cartão físico:

  • Abra o app Digio;
  • Acesse a aba “Meus Cartões”
  • Clique na opção “Cartão Virtual” e digite sua senha;
  • Copie os dados do cartão;
  • Abra o aplicativo Wallet no iPhone;
  • Toque em “Adicionar cartão”;
  • Informe os dados do cartão;
  • Autentique a ativação pelo aplicativo do Digio.

Nubank

O banco digital queridinho dos brasileiros permite que seus clientes adicionem cartões de débito e crédito no Apple Pay, incluindo as versões Mastercard Black e Ultravioleta. Confira como fazer:

  • Abra o app do Nubank;
  • Clique em “Meus cartões”;
  • Escolha o cartão que deseja acionar e aperte em “Configurar”;
  • Toque na opção “Adicionar ao Apple Pay”;
  • Insira a senha de quatro dígitos do cartão;
  • Ao ser direcionado para a página da Apple Pay, digite as informações do cartão.

Banco do Brasil

Um dos maiores bancos do país também entrou na onda do sistema de pagamentos da dona do iPhone. Contudo, nem todas as versões dos seus cartões são compatíveis com a ferramenta. Abaixo, confira os cartões que podem ser habilitados no Apple Pay:

  • Ourocard Universitário Mastercard: primeiros dígitos 514895;
  • Ourocard Platinum Mastercard: primeiros dígitos 554906;
  • Ourocard Platinum Estilo Mastercard: primeiros dígitos 546452;
  • Smiles Internacional Mastercard: primeiros dígitos 542661;
  • Smiles Platinum Mastercard: primeiros dígitos 545053;
  • Smiles Gold Mastercard: primeiros dígitos 554927;
  • Ourocard Mastercard Gold: primeiros dígitos 546479;
  • Ourocard Mastercard Internacional: primeiros dígitos 544908;
  • Ourocard Mastercard (doméstico): primeiros dígitos 552289;
  • Ourocard Mastercard Black: primeiros dígitos 552289.

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Finanças

Inflação atinge 10%: Até quando os preços vão subir? Confira previsões

Inflação deve chegar a 8,35% ao final de 2021 e fechar em 4,41% em 2022, segundo boletim Focus; saiba o que pode reduzir os preços.

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Desde maio de 2020, a inflação vem acelerando de forma incansável, atingindo quase 10% no período de 12 meses. Sua subida prejudica a renda das famílias e reduz o poder de compra de itens essenciais do dia a dia, tornando a vida da população mais difícil.

Leia mais: ‘Prévia da inflação’ acelera a 1,14% e é a maior para setembro desde 1994

Mas até quando os preços vão continuar subindo? Segundo economistas, a perspectiva é de que a inflação desacelere daqui para frente. Porém, uma série de fatores devem ser levados em conta durante esse processo. Além disso, mesmo que isso se concretize, a previsão é de que os preços apenas subam menos ou se mantenham no seu atual patamar.

As únicas exceções, segundo os economistas, são os produtos cuja variação de preço depende das condições climáticas, a exemplo, os alimentos perecíveis. No caso da grande parte dos produtos e serviços, os preços só reduzem quando o Produto Interno Bruto (PIB) encolhe e a economia passa a apresentar recessão.

Inflação deve desacelerar em outubro

De acordo com previsões de economistas das principais instituições financeiras, e de consultorias apuradas pelo Boletim Focus, do Banco Central (BC), a inflação deve chegar a 8,35% ao final de 2021 e fechar em 4,41% no ano de 2022.

Para que isso aconteça, é necessário que o ritmo de algumas coisas diminuam, como a alta do dólar, o preço dos alimentos, da energia e dos combustíveis. Segundo Roberto Troster, economista e especialista em setor bancário pela Troster & Associados, existe um espaço para a inflação ceder no mês que vem, porém um novo pico ainda pode acontecer:

“O problema é que controlar a inflação é como parar um carro numa ladeira. Quanto mais você demora para pisar no freio, maior a dificuldade. O mercado errou para menos em nove das últimas doze vezes em que o IPCA foi anunciado. Ainda podemos ter um pico.”

Além disso, os altos índices da inflação registrados no final do ano passado deixarão de fazer parte da conta com o passar o tempo. No próximo mês, por exemplo, será contabilizada uma inflação mensal de 0,5% em substituição a de outubro de 2020, que foi de 0,86%.

“Alimentação, energia elétrica e combustível, ainda que continuem subindo, estão desacelerando. Mas essa desaceleração será lenta, com o IPCA rodando acima de 5% até agosto de 2022”, declara Juliana Passabom, do Itaú BBA.

Mesmo com a previsão de queda nos preços, ainda há chances de a inflação disparar, sobretudo quando fatores como energia, dólar e prestação de serviços vêm apresentando forte inconstância nos últimos meses.

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