Agronegócio
Doença do cacaueiro chega ao Brasil e protocolo de prevenção é colocado em prática
Produtores de cacau da Bahia foram orientados a comprar mudas apenas de viveiros credenciados
A chegada da monilíase, que até então estava ausente no país, foi identificada em Cruzeiro do Sul, no Acre. Há uma semana, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) decretou emergência fitossanitária de um ano no Acre e também nos estados vizinhos da Amazonas e Rondônia.
Com a chegada da doença, medidas foram determinadas como protocolo de prevenção. Os viajantes de outros estados que chegam à Bahia não podem levar sementes ou mudas de outras regiões, não podem entrar em fazendas de cacau durante um mês e devem desinfetar roupas e calçados com álcool 70%.
Além disso, os produtores de cacau foram orientados a comprar mudas apenas de viveiros credenciados. Caso observem a formação de pó na superfície dos frutos, deve avisar imediatamente o Mapa ou a Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri).
O estado da Bahia, que possui 403 mil hectares de plantação de cacau viu sua lavoura ser devastada na década de 90 pela vassoura da bruxa, que derrubou em até 90% a produção em algumas fazendas.
De acordo com a engenheira agrônoma e fiscal agropecuária da Adab Catarina Cotrin Mattos, coordenadora do Projeto Monilíase, desde 2008, por meio do fortalecimento das instituições, o estado definiu ações preventivas contra a praga. “As ações servem para que possamos agir de forma sistêmica na prevenção, focando na educação sanitária e no monitoramento das lavouras”, afirma.
A doença
Primeiro, surgem as manchas amarelas e verdes e, depois, as marrons começam a cobrir a parte de fora do fruto. Em cinco a sete dias, formam-se os esporos em grande quantidade, que se desprendem do fruto com facilidade e podem atingir outras plantas. Cada fruto contaminado produz até 7 milhões de esporos, que ficam viáveis por vários meses. No caso da vassoura de bruxa, a quantidade de esporos é bem menor e a viabilidade é de apenas 24 horas.
“O fungo tem um sistema de dispersão muito eficiente e ataca o fruto de dentro para fora em qualquer fase de desenvolvimento, embora os mais jovens sejam mais suscetíveis. A praga tem um potencial de dano alto, tanto econômico, quanto social e ambiental. A sorte é que apareceu, por enquanto, apenas num quintal urbano de um município que não tem produção comercial de cacau ou cupuaçu”, diz Catarina.
A monilíase apareceu pela primeira vez no Equador, mas sua origem genética é da Colômbia. Desde 2012, segundo a Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), o estado vem realizando levantamentos de detecção da monilíase em propriedades produtoras de cacau e em alguns municípios considerados rota de risco para a entrada da praga. O produtor é orientado a comunicar a uma unidade da Adepará caso haja suspeita de que algum fruto possa ter a doença para que um técnico possa fazer a averiguação “in loco”.

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