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Moedas

Dólar encerra em alta superior a 1%, patamar mais alto em 3 semanas

Moeda norte-americana à vista subiu 1,26%, a 5,4682 reais na venda, nova máxima desde 31 de agosto.

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O dólar fechou em alta ante ao real pela terceira vez seguida nesta terça-feira, quando batendo os 5,5000 reais na máxima dia, em meio ao cenário de mercado abalado por preocupações sobre ameaças à economia dos Estados Unidos em razão dos impactos da pandemia.

A moeda norte-americana à vista avançou 1,26%, a 5,4682 reais na venda, renovando a máxima de 31 de agosto, quando chegou a 5,4807 reais. O salto, resultado da falta de notícias melhores na cena doméstica, foi de mais de 1%.

Por volta de 14h, a divisa bateu a máxima da sessão, 5,4975 reais (+1,81%). Durante a manhã, tocou a mínima de 5,3839 reais (-0,30%).

O dólar também disparava 0,4% em relação a uma cesta de moedas, atingindo máximas de quase dois meses. Entre as emergentes que lideravam as perdas globais ante a divisa norte-americana estavam peso mexicano (-1,5%), peso colombiano (-1%) e real (-1,25%). Vale lembrar que a América Latina é região mais atingida pela pandemia de Covid-19 em todo o mundo.

A virada ocorrida durante a tarde veio na esteira do início da fala do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, em comitê da Câmara dos Deputados dos EUA. Powell disse que “o caminho à frente continua sendo altamente incerto” e reiterou importância de aprovação de novo estímulo fiscal, em tom mais temeroso sobre as perspectivas econômicas que adotou durante toda sua fala.

Ainda nesta terça-feira, o presidente do Federal Reserve de Richmond, Tom Barkin, disse que mercado de trabalho pode não se recuperar totalmente até que haja uma vacina ou outro tratamento que ajude os norte-americanos a recuperar a segurança.

Já o presidente do Federal Reserve de Chicago, Charles Evans, afirmou que se o Congresso não aprovar um pacote fiscal a economia dos EUA corre risco de enfrentar uma recuperação mais longa e lenta, ou até mesmo a recessão total.

O discurso do presidente norte-americano Donald Trump na Assembleia Geral da ONU acabou aumentando o desconforto do mercado, uma vez que indica que a relação entre EUA e China segue instável, disse Fernando Bergallo, CEO da FB Capital.

“E aqui seguimos sem notícias boas, ainda com a sombra da possibilidade de furo do teto de gastos. Mesmo sem atualização negativa (no noticiário), o mix todo de sinais ainda é ruim”, afirmou Bergallo.

No Brasil, o secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, disse que o país não tem margem para errar na gestão das contas públicas no pós-pandemia, fala que vem em meio a um cenário de intensa pressão no mercado de renda fixa por apreensão sobre a trajetória da dívida e também o patamar da Selic.

Divulgada na manhã desta terça-feira, a ata da última reunião de política monetária do Banco Central mostra que o Copom indicou que as condições para sua sinalização de que a taxa Selic não deve subir seguem de pé. O Copom manteve o juro básico na mínima recorde de 2% ao ano na última semana.

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