Conecte-se conosco

Moedas

Dólar fecha em queda de mais de 1% com alívio no exterior

Moeda norte-americana à vista recuou 1,34%, a 5,5128 reais na venda, maior queda percentual diária desde 1º de setembro.

Publicado

em

O dólar terminou em baixa superior a 1% nesta quinta-feira, com agentes financeiros realizando lucros após quatro altas consecutivas da moeda. O moeda norte-americana à vista perdeu 1,34%, a 5,5128 reais na venda, registrando a maior baixa percentual diária desde 1º de setembro, quando recuou 1,75%.

A divisa vinha de quatro altas consecutivas, somando alta de 6,80%. O dia foi marcado por investidores aguardando informações sobre novos pacotes de estímulos nos Estados Unidos e aproveitando para realizar lucros.

Por volta das 10h45, a pressão fez o dólar ultrapassar o patamar dos 5,60 reais, chegando a 5,625 reais (+0,67%). Mas pouco depois a cotação começou a perder força, na esteira do relaxamento no exterior após o Tesouro Nacional anunciar os lotes disponibilizados para leilão de títulos públicos.

Mais ou menos no meio da tarde, a divisa tocou a mínima da sessão, queda de 1,68% a 5,494 reais.

No exterior, o dólar também oscilou, figurando entre ligeira baixa de 0,06% e alta de 0,27% contra uma cesta de importantes moedas. Diversas divisas emergentes abandonaram quedas da manhã e passaram a subir, com destaque para o peso mexicano, que reverteu queda de 1,4% para alta semelhante no final da sessão.

O tom no mercado ficou um pouco mais positivo após a notícia do Wall Street Journal de que os democratas da Câmara dos Deputados dos EUA estavam preparando um pacote de estímulo de 2,4 trilhões de dólares.

Quem também falou sobre o assunto foi chair do Federal Reserve, Jerome Powell, e o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, destacando que centenas de bilhões de dólares em recursos para aliviar os efeitos do coronavírus não utilizados poderiam ser realocados para ajudar famílias e empresas dos EUA.

Nos últimos dias, uma parcela da negatividade do mercado veio da percepção de que o impasse no Congresso dos EUA sobre um novo pacote de auxílio pode continuar conforme a eleição presidencial do começo de novembro se aproxima.

No Brasil, o Tesouro cortou a oferta de LFT (título com rentabilidade atrelada à Selic) para 100 mil ações, frente 500 mil em operações recentes, e vendeu todo o lote de NTN-F, ativo com tradicional demanda de estrangeiros.

O ajuste foi elogiado de maneira geral, depois de leilões recentes em que os volumes e disposição dos lotes geraram instabilidade no mercado de renda fixa, movimento que contaminou o câmbio em meio a preocupações sobre situação fiscal do Brasil.

Também nesta quinta-feira, o BC revisou a previsão para o superávit da balança comercial a 45,3 bilhões de dólares em 2020, contra a 39,0 bilhões de dólares da estimativa anterior.

O nível baixo da Selic, de 2% ao ano, tem aumentado a pressão no mercado de renda fixa, expandindo preocupações sobre liquidez no sistema em meio a sinais de alta na inflação e ao encurtamento da dívida pública, disseram alguns analistas.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse nesta quinta-feira que o encurtamento da dívida é o preço que está sendo pago pelo país por um fiscal um pouco mais desarrumado.

O fluxo comercial tem sido um porto segundo para o câmbio, já que tem tido sucessivos saldos positivos em meio às incertezas fiscais. O Ministério da Economia divulgará na semana que vem os dados completos de setembro. O superávit comercial mensal será o maior da história, com ajuste sazonal, segundo visão do Citi.

 

Continue lendo
Publicidade
Comentários