Economia
Evans, do Fed, diz que economia dos EUA pode passar por uma nova recessão sem auxílio fiscal
Previsão própria de que a taxa de desemprego dos EUA recuará para 5,5% até o fim de 2019 depende de uma nova rodada de ajuda fiscal.
O presidente do Federal Reserve de Chicago, Charles Evans, disse nesta terça-feira que a economia dos Estados Unidos pode enfrentar uma recuperação mais longa e lenta, ou até mesmo outra recessão total, caso o Congresso não aprove um pacote fiscal para ajudar os governos estaduais e locais e os desempregados.
Em reunião virtual do Official Monetary and Financial Institutions Forum, com sede em Londres, Evans disse que “o apoio fiscal é fundamental”.
Uma vacina para o coronavírus e um pacote fiscal dos EUA de pelo menos 500 bilhões de dólares ou 1 trilhão de dólares são premissas de sua previsão própria de que a taxa de desemprego dos EUA vai recuar para 5,5% até o final do próximo ano, disse ele.
“Caso contrário, acho que a dinâmica da recessão realmente vai entrar em ação de uma forma muito maior”, garantiu.
Atualmente, 30 milhões de norte-americanos dependem de algum tipo de seguro-desemprego.
Visando dar um suporte à economia ainda em dificuldades, o Fed prometeu na semana passada que sua meta será uma inflação moderadamente acima de 2% por um determinado período, de modo que a média seja de 2% ao longo do tempo. Até atingir esse “overshoot”, o banco central dos EUA afirmou que deixaria a taxa de juros em seu nível atual próximo a zero.
Depois do anuncio, os investidores derrubaram os preços das ações, insatisfeitos por entenderem que o Fed não reforçou sua nova promessa de compras adicionais de títulos.
Evans deixou claro nesta terça-feira que não acredita na iminência de mais flexibilização quantitativa, mas não descartou a possibilidade.
“O julgamento tem de ser o que estamos procurando em termos de reduções adicionais nos prêmios a termo ou efeitos de equilíbrio do portfólio se formos nos envolver em mais compras de ativos. Tenho a mente aberta; teremos discussões sobre isso”, disse ele.
Sobre a nova meta de inflação média do Fed, Evans disse que o banco central precisa discutir o assunto, incluindo quando “iniciaria o cronômetro” em qualquer período para a inflação média. Contudo, reiterou o que seus colegas colegas disseram, afirmando que não haveria fórmula.
O presidente do Fed de Chicago também disse que o Fed já está comprando 120 bilhões de dólares em títulos do Tesouro e títulos lastreados em hipotecas mensalmente, o rendimento do Treasury de dez anos ainda está muito baixo, e o recém-adotado “forward guidance” (orientação futura) é muito agressivo.
Segundo ele, as maiores incertezas no momento são a política fiscal, o controle do vírus, se a demanda agregada vai superar os obstáculos e se a economia será capaz de se reerguer.

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