Bancos
Expansão do crédito cai em novembro em nova revisão da Febraban
O movimento aponta um viés de queda no próximo ano
A expansão do crédito cai em nova revisão da Federação Brasileira de bancos (Febraban).
Conforme a instituição, a na segunda revisão seguida para baixo, a alta esperada passou de 7,4% em outubro para 7,3% em novembro. Em agosto, a alta esperada era de 7,8%. O movimento também aponta um viés de queda no próximo ano.
Também disse que a revisão de baixa ocorreu principalmente na carteira com recursos livres (+8,0% ante +9,1% na pesquisa de outubro), enquanto a expansão projetada para a carteira direcionada ficou praticamente estável em 4,1% (ante 4,2%).
E acrescentou que para 2021 a expectativa é que a carteira total de crédito deve se manter em um ritmo de expansão elevado e crescer 12,7% em 2021. No levantamento anterior, a projeção era de alta de 12,3% e, no de agosto, de 11,3%. “A projeção prossegue em linha com a estimativa feita pelo Banco Central, que é de expansão de 12,6%”, diz a Febraban.
Febraban: Crédito
Ainda de acordo com a Febraban, o destaque foi a revisão feita na carteira de crédito livre, cuja estimativa de alta passou de 14,1% para 14,8%, impulsionada pela carteira Pessoa Jurídica Livre – estimativa de crescimento passou de 11,2% para 12,7%. Nesta carteira estão linhas como capital de giro, antecipação de faturas de cartões de crédito e desconto de duplicatas e recebíveis.
Conforme o levantamento, a revisão de alta da carteira livre destinada às famílias foi mais tímida, de 16,8% para 16,9%. “Na carteira com recursos direcionados, a revisão também foi ligeiramente positiva, de alta de 8,0% para 8,1%”, diz a entidade.
Em relação à taxa de inadimplência da carteira livre, a pesquisa mostra uma ligeira alta nas projeções tanto para 2021 como para 2022, “embora ainda sugerindo um cenário sob controle”. Para 2021, a projeção subiu de 3,2% para 3,4%, retornando à estimativa do levantamento de agosto. Para 2022, a estimativa foi de 3,5% para 3,7%. “Em ambos os casos, as projeções seguem abaixo do patamar pré-pandemia (3,8%).”
Política Monetária
A Febraban elenca que em relação à política monetária, a maioria dos entrevistados (88,9%), entendeu como adequado o ajuste de 1,5 ponto percentual da taxa básica de juros (Selic) na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.
Os entrevistados estimam mais um aumento de 1,5 ponto percentual na reunião de dezembro, seguida por duas altas de 1,0 ponto percentual nas reuniões de fevereiro e março do próximo ano, com a Selic terminando o atual ciclo de ajuste em 11,25% ao ano.
Para a maioria, a elevação recente da Selic e outra alta esperada para a próxima reunião do Copom será capaz de trazer a inflação de 2022 para um intervalo de tolerância, com baixa possibilidade de chegar ao centro da meta (de 3,5% no ano que vem).
“Para o câmbio, a expectativa é de certa depreciação ao longo do 1º semestre de 2022, chegando no patamar de R$/US$ 5,60”, diz a Febraban.
A pesquisa
A Febraban explica que a pesquisa é feita a cada 45 dias, logo após a divulgação da ata da reunião do Copom. O levantamento divulgado hoje foi realizado entre os dias 4 e 9 de novembro e reuniu as percepções de 18 bancos sobre a última ata do Copom e as projeções para o desempenho das carteiras de crédito para este ano e o próximo.

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