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Expo Dubai: maior evento mundial desde o início da pandemia começa hoje

A realização da exposição ocorre com um ano de atraso, devido ao novo coronavírus.

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Expo 2020 Dubai

Anunciada como o maior evento internacional aberto ao público desde o início da pandemia de covid-19, a Expo 2020 Dubai será aberta oficialmente ontem (30) com uma cerimônia às 12h30 (19h30 no horário local), nos Emirados Árabes Unidos. A realização da exposição ocorre com um ano de atraso, devido ao novo coronavírus.

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A entrada dos visitantes, no entanto, só será permitida a partir de amanhã (1º). Nos seis meses de evento, são esperados 25 milhões de pessoas, apesar de alguns acharem que, devido à pandemia, será difícil atingir esse número.

A cerimônia de hoje será transmitida em telões espalhados por 430 locais em todo o país, incluindo hotéis, shopping centers e aeroportos, com apresentações de artistas internacionais como Andrea Bocelli, Ellie Goulding, Andra Day, Angelique Kidjo e Lang Lang. Para o resto do mundo, será possível acompanhar pela internet .

Esta é a primeira vez que uma exposição mundial será realizada em um país árabe. Realizadas desde 1851, as exposições são conhecidas por reunir diferentes nações e por buscar soluções inovadoras para desafios mundiais. Desde 2000, vêm sendo realizadas de cinco em cinco anos (com exceção de Dubai, por causa da pandemia). A última tinha sido em Milão (Itália), em 2015. A próxima será em 2025, nas cidades japonesas de Osaka e Kansai.

A Expo 2020 terá como tema “Conectando mentes, criando o futuro” e focará em soluções para sustentabilidade, mobilidade e oportunidades.

Segundo o diretor da agência de promoção do turismo de Dubai, Issam Kazim, a expectativa é que 70% do público da Expo sejam visitantes internacionais. “O evento será um marco importante na história de Dubai. Temos trabalhado e continuaremos trabalhando para garantir que os visitantes tenham uma experiência inesquecível desde o momento em que colocarem os pés em Dubai, ao visitarem a Expo 2020, até o momento em que retornarem ao destino de origem”, disse ele à Agência Brasil.

Para receber um público esperado de milhões de pessoas, uma gigantesca estrutura foi erguida. Em uma área de 4,38 quilômetros quadrados, mais de 190 países construíram seus próprios pavilhões, separados em três distritos, cada um voltado para um dos subtemas da Expo 2020: sustentabilidade, mobilidade e oportunidades.

Tudo isso em torno de um mega domo, o Al Wasl, uma estrutura de treliças de aço, com 67 metros de altura e 130 metros de diâmetro. Também foram feitas ampliações na rede de metrô e em rodovias do emirado.

É como se um bairro inteiro tivesse sido construído em menos de uma década, nas areias de Dubai. Nada surpreendente para uma cidade que passou de pequena área pesqueira para uma metrópole global em poucas décadas.

Na verdade, o local da Expo realmente se transformará em um bairro da cidade árabe, após o evento. Cerca de 80% das estruturas serão aproveitadas como moradias e também como ambiente de negócios, além de continuar funcionando como atração turística.

As exposições mundiais, aliás, costumam deixar legados arquitetônicos que se transformam em atrativos para viajantes. É o caso da Torre Eiffel, construída para a exposição de 1889, em Paris, e o Atomium, em Bruxelas (1958).

Além dos pavilhões que servirão como cartões de visita dos países participantes, haverá atrações culturais e de lazer para famílias e crianças, apresentações artísticas, encontros de negócios e semanas temáticas, em que se discutirão questões específicas como clima e biodiversidade, água, exploração espacial, saúde e bem-estar, entre outros.

“O evento está sendo organizado tendo em vista a construção de um legado, e tudo o que foi construído permanecerá após o evento, incluindo os edifícios e a infraestrutura de transporte. Além do legado que deixaremos, levaremos a Expo a um público verdadeiramente global e inspiraremos as pessoas a visitarem Dubai e a retornarem posteriormente para uma experiência de viagem memorável”, disse Kazim.

Brasil

O Brasil montou seu pavilhão no distrito da sustentabilidade. A estrutura brasileira promete aos visitantes uma imersão em visões, sons e cheiros do país. Entre suas atrações está uma lâmina d’água, representando rios e lagos do país, por onde as pessoas poderão caminhar.

A ideia é também aproveitar a feira como uma oportunidade de geração de negócios para empresas brasileiras, já que se espera que a maioria dos visitantes seja de árabes, chineses e indianos, imensos mercados para os produtos e serviços nacionais.

Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o país aposta na exposição como uma vitrine para “reposicionar” sua imagem perante a comunidade internacional e superar a crise econômica depois de meses de pandemia.

*O repórter viaja a convite da Apex-Brasil

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