Economia
FGTS corrigido pela poupança: o quanto isso acrescentaria? confira os números
STF retomará, no próximo mês, o julgamento sobre as mudanças nos rendimentos do Fundo de Garantia. Vale a pena ficar de olho.
No início do próximo mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) vai retomar o julgamento que pode atualizar a forma como é feita, hoje, a correção monetária do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
O voto já exposto pelo ministro Luís Roberto Barros, relator do caso e hoje presidente do tribunal, propõe trocar a rentabilidade do Fundo para o mesmo modelo de rendimento da poupança. O julgamento está marcado para o dia 8 de novembro.
A pergunta que fica no ar, se essa proposta for colocada em prática, é: Será que vale a pena? Para tentar expor como tudo ficaria, vamos mostrar algumas simulações abaixo. Acompanhe!
O que muda?
Hoje o dinheiro do FGTS é equiparado e corrigido pela taxa referencial (TR), que é próxima de zero, mais 3%. Isso significa que o rendimento é menor que o da poupança, que fica hoje em 6,17% mais TR ao ano.
Com uma TR, por exemplo, de 2,02% no decorrer de um ano, um trabalhador com saldo de R$ 5 mil no FGTS ganharia R$ 163,64 com correção pela poupança. Dá para dizer que ele teria R$ 5.379,05 com a correção atual do Fundo e R$ 5.542,69 com o valor corrigido pela poupança.
Em outro caso, para ficar mais claro, um trabalhador com saldo de R$ 500 mil teria uma diferença de mais de R$ 16,3 mil ao final de um ano. Com a rentabilidade atual do FGTS, o total ficaria em R$ 537.905. Já com a correção pela poupança, subiria para R$ 554.269.
Tema importante
O julgamento do STF era para ter acontecido no dia 18 de outubro, mas foi adiado após conversa de Luís Roberto Barroso com o governo federal.
Um parecer que enumera as consequências da alteração do modelo de correção do FGTS foi enviado ao Supremo, destacando, inclusive, riscos aos cofres públicos e às famílias de baixa renda.
O tema é considerado sensível, pois envolve diretamente as contas do país. Hoje, o dinheiro do FGTS é usado para financiar obras de habitação, infraestrutura e de saneamento.
Alguns especialistas apontam que a mudança da correção seria importante para manter o poder de compra dos trabalhadores. Por outro lado, é preciso pensar nos cofres públicos.
Um relatório da Advocacia-Geral da União (AGU), enviado em agosto deste ano, prevê um gasto de R$ 8,6 bilhões em quatro anos, caso o FGTS passe a ser remunerado pelo mesmo índice da poupança.
O FGTS
Vale explicar que o FGTS é um fundo específico no qual os empregadores depositam valores mensais aos trabalhadores. Esse valor é de 8% do total da renda bruta recebida pelo empregado.
Nos contratos de aprendizagem, esse percentual cai para 2% e não há nenhum tipo de desconto no contracheque do trabalhador.
As regras de uso do dinheiro preveem que ele só pode ser movimentado em casos específicos, como aposentadoria, quando o empregado completa 70 anos, compra de uma casa própria, problemas de saúde com doenças graves e outros.

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