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FIIs de shoppings ressurgem como oportunidade no pós pandemia, diz analista

FIIs de shoppings ressurgem como oportunidade no pós pandemia, diz analista

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sete shoppings da Aliansce Sonae são reabertos

Prevendo recuperação do mercado, a Capital Research elaborou um relatório elencando o setor de Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) de shoppings como opção para investimento a preços atraentes e com grandes chances de retorno no futuro.

De acordo com o analista Felipe Silveira, no ano passado foram inaugurados 11 shoppings no Brasil. Para 2020, a expectativa era de 21 inaugurações, mas a instabilidade econômica e o isolamento social fizeram com que apenas um abrisse em março, e os demais, fossem postergados.

“Com a retomada, dois shoppings foram inaugurados entre julho e agosto, e mais seis estão no pipeline para o restante do ano. Dessa forma, apesar de ainda estarem bem abaixo da expectativa, o número de empreendimentos inaugurados já se aproxima do registrado em 2019. Em área, esse ano deve até ganhar de 2019, por conta do projeto inaugurado em março, um colosso de 84 mil m² de ABL”, destacou.

BR Malls reabre shoppings centers

Reação positiva

Segundo o analista, a reação positiva dos shoppings também pode ser vista nos FIIs do setor, que já apresentam fortes sinais de recuperação, com alta de 3,5%, a maior valorização do segmento.

E diz mais: “se por um lado o aumento do e-commerce é uma clara ameaça à rentabilidade dos FIIs ao reduzir o crescimento projetado para as vendas e impactar na vacância e no valor dos aluguéis, por outro, a diversificação do mix de locatários é vista com como uma grande vantagem”, ressaltou.

E acrescentou que é cada vez mais comum encontrar prestadores de serviços e atividades de entretenimento em espaços que originalmente seriam destinados a lojistas.

“Além disso, existem dois fatores com papel relevante no desenvolvimento deste setor. O primeiro é a omnicanalidade, um conceito importante no varejo que consiste em oferecer ao cliente a possibilidade de comprar um produto no e-commerce e trocá-lo na loja física, ou comprá-lo no e-commerce e retirá-lo na loja física. Com isso, a empresa oferece uma melhor experiência para o consumidor e garante a possibilidade de fazer uma nova venda”, disse.

Já o segundo fator relevante, conforme o especialista, é a última milha, um dos principais desafios dos varejistas no que se refere à entrega. Tanto para o consumidor quanto para a loja, é interessante que a entrega seja realizada o mais rápido possível.

Para isso, é importante que as lojas e empresas de logística possuam centros de distribuição bem localizados. “Nada impede que, a longo prazo, empresas passem a utilizar shoppings sem uma localização premium ou em cidades médias como centros de distribuição, embora alternativas existam, mas, olhando para o curto prazo, ativos de qualidade não têm tido muita dificuldade em mostrar que a tendência ainda é bem positiva.“

Rotina voltando

De acordo com Silveira, aos poucos a rotina nas cidades vai voltando ao normal e a procura por shoppings centers tem aumentando. “Já é possível ver em algumas cidades casos de consumidores que formaram filas para entrar em shoppings. A recuperação é gradativa, e as vendas ainda não alcançaram o patamar do ano passado, mas a situação não dá sinais de que o mercado brasileiro vá seguir os passos do que vem acontecendo com os shoppings americanos”, destacou.

Além disso, disse, é certo que muitos lojistas não resistirão à pandemia, e irão fechar as portas, principalmente entre as pequenas e médias empresas, mas o cenário para as grandes empresas é um pouco diferente.

“Claro que as grandes redes também passam por um momento delicado, mas não há uma sinalização clara de que devemos ter uma quebradeira de grandes empresas do setor varejista por aqui, ao contrário do que ocorre nos EUA. E isso faz uma diferença grande olhando para o médio prazo, já que elas ocupam as chamadas ‘lojas-âncoras’, áreas relativamente grandes do shopping, que servem de chamariz para o público e acabam beneficiando as chamadas lojas satélites, que costumam pagar um aluguel mais caro por m²”, elencou.

Abrasce

De acordo com a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), o país hoje conta com 577 centros de compras, com mais de 1,1 milhão de pessoas empregadas direta ou indiretamente.

São mais de 502 milhões de visitantes mensais nas mais de 105 mil lojas e 2,9 mil cinemas. Somente em 2019, o setor movimentou mais de R$ 192 bilhões.

Para se ter uma ideia da extensão do mercado, a Área Bruta Tributável (ABL) total dos shoppings brasileiros é de 16 milhões de m², o que equivale a mais de 2,2 mil campos de futebol.

Receio

Conforme Silveira, outro fator que intensificou o receio no mercado financeiro foi o “Mallpocalypse”, fenômeno que se refere ao fechamento de diversos shoppings americanos nos últimos anos.

“Vale lembrar que em 2017 o Credit Suisse apontou a expectativa de que um em cada quatro shoppings americanos fechasse as portas até 2022. Mas, é preciso ressaltar que o contexto dos EUA é bem diferente do cenário brasileiro, principalmente em aspectos como extensão de mercado e prioridades do consumidor”, disse.

Segundo a consultoria especializada no mercado imobiliário Cushman & Wakefield, o mercado total de shopping centers nos EUA tem uma ABL de 375,4 milhões de m². Ou seja, imensamente maior que o mercado brasileiro, mesmo com um cálculo proporcional. Além disso, pesquisas apontam que o consumidor brasileiro prioriza aspectos como comodidade, segurança, facilidade para estacionar e atrações de entretenimento.

“Na prática, os shoppings centers no Brasil deixaram de reunir apenas lojistas e passaram a incluir serviços como bancos, salões de beleza, laboratórios, clínicas de estética, pet shops e opções de entretenimento, como jogos, teatros e, até mesmo, academias, serviços que, muitas vezes, não são afetados pelo crescimento do e-commerce”, pontuou.

FIIS: oportunidades

Para Silveira, o momento atual surge como uma oportunidade para investir em FIIs de shoppings, já que se pode esperar uma recuperação e valorização desses ativos: “Eles são uma ótima oportunidade dentro dos fundos de investimento imobiliário porque as perspectivas podem ter sido mais pessimistas do que a realidade está mostrando. Além de eles oferecerem diversificação e ativos de qualidade, os FIIs de shoppings estão mais baratos do que seus pares”, explicou.

Silveira elencou três FIIs de shoppings. O primeiro deles é o XP Malls, negociado com o código XPML11. “Ele é gerido pela gestora do grupo XP e detém participação em 13 shoppings com localizações diversas, mas com alguma concentração no estado de SP. O fundo está em forte expansão de ABL, que passou de 62 mil m² no começo de 2019 para 111 mil m²”, disse.

Já o segundo é o fundo Hedge Brasil Shopping, com código HGBS11. “Ele é gerido pela Hedge Investments, tem uma diversificação boa em termos de ativos, com 16 shoppings, e está presente em cinco estados, sendo 11 cidades diferentes. Na maioria dos casos, o fundo tem uma participação minoritária”, frisou.

Por fim, o terceiro fundo recomendado pela Capital Research é o HSI Malls, com o código HSML11. “Ele é menos diversificado e conta com participação em cinco shoppings: Granja Vianna, Super Shopping Osasco, Pátio Maceió, Via Verde Shopping e Shopping Metrô Tucuruvi. Dois deles são de estados em que os demais fundos da carteira não tem participação: Acre e Alagoas, e são referências nessas localidades. O fundo controla todos os cinco ativos, três deles com quase 100% e dois com pouco mais de 50%.”

Para Felipe Silveira, os FIIs de shopping ainda têm muita oportunidade de entregar resultados satisfatórios para os investidores. E, mais do que isso, são considerados como uma melhor opção de exposição a esse setor do que as empresas listadas na bolsa.

“É momento de comprar bons ativos, por preços interessantes, aumentando as chances de um retorno mais robusto no futuro. Como para todo investimento em renda variável, riscos de mercado e riscos específicos estão em jogo, mas eu considero que a relação risco x retorno de alguns ativos desse setor está bem atraente. A oportunidade de ir às compras está posta. Cabe a você pagar para ver o que acontece, do lado de dentro ou do lado de fora”.

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Petrobras registra alta de 5% na produção de óleo e gás em janeiro; ações sobem hoje

As ações da companhia lideravam o pregão desta quinta-feira (25) após a estatal reportar lucro líquido recorde

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A produção de petróleo e gás da Petrobras (PETR4) em janeiro cresceu 5% ante a média do quarto trimestre, para de 2,81 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), segundo apresentação publicada pela companhia nesta quinta-feira (25).

Segundo a Reuters, a produção de petróleo ficou em 2,25 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) no primeiro mês do ano, ante 2,15 milhões de bpd no último trimestre de 2019.

Já as ações da companhia lideravam o pregão desta quinta-feira (25) após a estatal reportar lucro líquido recorde de R$ 59,9 bilhões no quarto trimestre, se recuperando parte do tombo do início da semana.

Na contramão, os papéis da Ultrapar (SA:UGPA3) caíam 6% com resultados operacionais mais fracos, puxados pela rede Ipiranga.

Essar Group faz oferta por Petrobras

Petrobras: resumo do mercado

  • Petrobras (SA:PETR4) – A Petrobras teve lucro líquido recorde de R$ 59,9 bilhões no quarto trimestre do ano passado, ante R$ 8,15 bilhões no mesmo período de 2019, principalmente devido a uma reversão de baixa contábil bilionária relacionada aos preços do petróleo. Os papéis preferenciais e ordinários subiam 2,75% e 3,7%, respectivamente.
  • Eletrobras (SA:ELET3) – A capitalização da Eletrobras deve acontecer em dezembro, segundo o cronograma traçado pelo governo, aponta o Valor Econômico, citando o secretário especial de Desestatização do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord. A ação preferencial classe B avançava 1,88%.
  • AES Brasil – A AES Brasil registrou lucro líquido de R$ 602,6 milhões no quarto trimestre de 2020, aumento de 471% na comparação com o mesmo período do ano anterior, por efeito de resoluções sobre o risco hidrológico. A ação subia 1,89%.
  • JBS (SA:JBSS3) – A Folha informa que a fábrica da JBS na cidade de Greeley, nos EUA, ficará paralisada por dois dias para a vacinação dos funcionários entre 5 e 6 de março. O papel avançava 0,21%.
  • Ambev – A Ambev (SA:ABEV3) teve lucro líquido de R$ 6,9 bilhões no quarto trimestre de 2020, alta de 63,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, em resultado beneficiado por créditos tributários, mas também marcado por crescimento de volumes e receitas, enquanto as margens no período recuaram. O papel caía 3,18%.

Veja PETR4 na Bolsa:

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Petrobras adquire nova plataforma para Búzios; ações da companhia sobem

Os contratos de afretamento e de serviços terão duração de 26 anos e 3 meses

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A Petrobras (PETR4) assinou na quarta-feira (24) carta de intenção com a empresa holandesa SBM Offshore para afretamento e prestação de serviços de plataforma tipo FPSO para o campo de Búzios, um dos maiores do país no pré-sal da Bacia de Santos.

Segundo comunicado da empresa, a unidade flutuante que produz, armazena e transfere petróleo Almirante Tamandaré será a sexta do sistema definitivo a ser instalada no campo de Búzios e terá capacidade de processamento de 225 mil barris de óleo e 12 milhões de m3 de gás por dia.

Os contratos de afretamento e de serviços terão duração de 26 anos e 3 meses, contados a partir da aceitação final da unidade, prevista para 2024.

Petrobras (PETR4) adquire nova plataforma para o campo de Búzios; ações valorizam

Refinaria da Petrobras em Canoas (RS)

Petrobras: ações

Em segundo dia de recuperação após o derretimento de suas ações na segunda-feira, a Petrobras se valorizou no pregão desta quarta-feira da Bolsa de São Paulo, a B3, mas não o suficiente para compensar as perdas em sua avaliação de mercado provocadas pela intervenção do presidente Jair Bolsonaro para trocar o comando da estatal.

A crise agravou a desconfiança no mercado sobre a agenda econômica e impôs um grande ponto de interrogação sobre a política de preços da companhia.

Com ajuda do bom humor global com commodities e empresas ligadas a matérias primas, Petrobras ON (PETR3, com voto) fechou em alta de 1,28% e Petrobras PN (PETR4, sem voto) teve ganho de 1,41% – mas ainda perdem mais de 10% na semana.

As negociações com papéis da estatal se deram em meio à expectativa em torno do balanço que a companhia divulga ainda nesta quarta-feira. Analistas de mercado projetaram lucro de mais de R$ 4 bilhões no último trimestre de 2020.

O presidente da estatal, Roberto Castello Branco deverá apresentar os números em teleconferência na manhã desta quinta-feira, no que será sua primeira declaração após a crise desencadeada por Bolsonaro. O executivo deixa a estatal em 20 de março.

Veja PETR4 na Bolsa:

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Petrobras (PETR4) e Eletrobras (ELET6) ajudam Ibovespa a fechar em linha com NY

O índice encerrou o dia com alta de 0,38%, aos 115.667 pontos. Já o dólar tem queda de 0,39% e encerra cotado a R$ 5,421.

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A Petrobras (PETR4) e a Eletrobras (ELET6) ajudaram o Ibovespa a fechar o pregão desta quarta-feira (24) em linha com Nova York. Isso porque as estatais estiveram em evidência ao longo do dia, com noticiário intenso e interesse de investidores brasileiros e estrangeiros.

Segundo o Valor Econômico, as bolsas americanas retomaram o campo dos ganhos em meio à retórica sobre inflação em alta e o chefe do Fed (Federal Reserv) acalmando o mercado.

O índice encerrou o dia com alta de 0,38%, aos 115.667 pontos. Já o dólar tem queda de 0,39% e encerra cotado a R$ 5,421.

Petrobras (PETR4) e Eletrobras (ELET6) ajudam Ibovespa a fechar em linha com NY

Tela com cotações

Ibovespa: Brasil

Em solo brasileiro, o possível adiamento da votação da PEC Emergencial colaborou para manter ações ligadas ao ciclo doméstico no negativo.

Também por conta da estatal elétrica, cujo dia de disparada em linha com a Medida Provisória da privatização entregue por Bolsonaro ao Congresso.

Já papéis da Petrobras deram adeus à alta volatilidade, e subiram em linha com petróleo. Mas resta saber se gestão Silva e Luna vai incorporar, ou não, rali da commoditie aos preços dos combustíveis

Ações

Com 42 das 81 ações em queda, o Ibovespa subiu 0,38%, aos 115.668 pontos. Na semana, acumula até aqui perdas de 2,33%. Entre compras e vendas, papéis da carteira teórica mais famosa do Brasil movimentaram R$ 29,2 bilhões, volume 11,34% superior à média diária em 2021, de R$ 26,2 bilhões.

Na mão contrária, o preço do dólar à vista caiu 0,39%, aos R$ 5,4207. O real tem desvalorização acumulada na semana de 0,62%.

EUA

Nos Estados Unidos, serve de gatilho o fantasma da aceleração de preços como consequência de gastos contra crise já feitos e que ainda serão pela Casa Branca. Com esse cenário em mente, investidores acabam prevendo um nível de juros mais alto para controlar o dragão e, por sua vez, os rendimentos dos papéis de dívida americanos acabam acompanhando essas taxas de referência imaginárias.

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