Bancos
Fique protegido! Pix passa por mudanças radicais no combate a fraudes
Os recursos serão implantados a partir do segundo semestre deste ano. Bancos terão maior acesso aos dados e deverão responder questionários
O Pix, rapidamente, se tornou uma das modalidades de pagamento mais utilizadas pelos brasileiros hoje. O sucesso e popularidade do serviço chamam a atenção e, claro, obrigam o setor bancário a aprimorá-lo constantemente.
Alvo de tentativas de golpe e ação recorrente de criminosos, o Pix ainda convive com a necessidade de maiores medidas de segurança. E foi pensando nisso que o Banco Central (BC) anunciou um pacote de recursos antifraude.
O sistema começará a funcionar no segundo semestre deste ano, a partir do dia 5 de novembro, e promete mudar essa realidade. Basicamente, o BC criará campos de notificação de fraude para ser possível especificar o tipo de crime.
Tipificações
Além dos diversos modelos de golpe, o sistema identificará ocorrências como falsidade ideológica e “conta laranja”. Os bancos poderão marcar o usuário e as respectivas chaves utilizadas na transação sempre que houver alguma suspeita de fraude.
O objetivo do Banco Central, além de alertar o titular da conta, é facilitar a identificação do crime e evitar que ações do tipo voltem a acontecer no futuro.
O BC adotará, ainda, uma ação complementar que consiste em ampliar o conjunto de dados de segurança do Pix que serão disponibilizados para os bancos. Por meio desses dados, as instituições poderão consultar, visando a identificação de possíveis fraudes.
Outras mudanças
Além do aumento dos dados, o Banco Central ampliará, também, o limite de tempo que eles ficarão abertos para análise.
Hoje, as informações liberadas são referentes aos últimos seis meses, somente. Com a mudança, esse período passará para até cinco anos.
Os bancos poderão obter informações a partir da chave Pix ou pelos dados de identificação dos usuários, como CPF e CNPJ. Essa consulta será possível a qualquer hora do dia, durante o ano todo.
“As instituições passarão a ter melhores subsídios para aprimorar os próprios modelos de prevenção e detecção de fraude“, diz o consultor Breno Lobo, que atua na Gerência de Gestão e Operação do Pix.
Autoavaliação
Os bancos que desejam participar do Pix deverão responder, ainda, a um questionário de autoavaliação em segurança, com assinatura do diretor responsável pela segurança cibernética.
Essa medida do Banco Central pretende acompanhar periodicamente a evolução dos sistemas e o cumprimento por parte das instituições dos requisitos técnicos exigidos.
Entre as informações solicitadas pelo BC, constam questões como segurança de QR Codes, proteção de dados dos clientes, uso de certificados digitais, segurança na implementação de aplicativos e APIs.
“Novas formas de fraude e golpes surgem com frequência. Em função disso, o BC atua de forma permanente para garantir a manutenção do elevado patamar de segurança do PIX”, expôs o Banco em nota divulgada à imprensa
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