Ações, Units e ETF's
G-20, choque de oferta e inflação pautam Ibovespa pós-feriado
BCs discutem escalada dos preços e suprimento insuficiente de cadeias globais
Numa sessão marcada, inicialmente, pela leve alta dos índices futuros norte-americanos, o Ibovespa deve refletir a preocupação global ante a evolução da inflação, a reboque da crise energética global, recuo do consumo e da produção, o que descambaria, mais adiante, em recessão, como em 2008.
Capacidade de suprimento – Mas enquanto esse cenário sombrio não se apresenta, os ministros do G-20 (cúpula que reúne, na Itália, os presidentes de bancos centrais das maiores economias mundiais) devem discutir saídas para a crise, na verdade, de choque de oferta – a demanda supera a capacidade de suprimento pelas cadeias de produção mundiais – que, por sua vez, alimenta expectativas inflacionárias ao redor do globo. Serve para medir a ascensão inflacionária a divulgação, nessa quarta-feira (13), do índice de preços ao consumidor nos EUA de outubro, com alta projetada de 0,3%, em comparação com o mês anterior, e avanço 5,3%, no comparativo anual.
Temporada de balanços – À tarde, será conhecida a ata final do Federal Open Market Committee (Fomc), cujo teor deve confirmar, ou não, a previsão feita pelo Federal Reserve (Fed), de começar a retirar a bolada de US$ 120 bilhões, injetados todos os meses na economia ianque. Ao mesmo tempo, está aberta a temporada de balanços nos EUA, com a divulgação dos números do JP Morgan (financeiro), da Delta Airlines (aviação) e, ao longo da semana, Goldman Sachs, Bank of America, Morgan Stanley, Wells Fargo e Citigroup (financeiro). Também contam a favor do Tio Sam a aprovação, pela Câmara dos EUA, de aumento de US$ 480 bilhões no teto da dívida ianque, estendendo seu financiamento até dezembro próximo.
Superávit chinês – Da China, vem a boa notícia de recuperação da balança comercial, em setembro último, da segunda economia mundial, cuja balança comercial apresentou superávit de US$ 66,76 bilhões, superando a previsão de US$ 46,8 bilhões e o resultado de agosto, de US$ 58,34 bilhões. A explicação de analistas para a reação chinesa é que “a forte demanda local teria compensado parte da pressão sobre as fábricas com a escassez de energia, gargalos de oferta e o ressurgimento de casos domésticos de Covid-19”.
Importações acompanham – Em setembro último, as exportações do gigante asiático saltaram 28,1%, com relação a igual mês de 2020, percentual superior ao de agosto, que teve avanço de 25,6%. Ao mesmo tempo, as importações chinesas tiveram alta de 17,6%, abaixo dos 20% projetado em pesquisa realizada pela agência britânica Reuters, e muito acima da alta anterior – de 33,1% em agosto.
FMI: PIB cai – No Brasil, enquanto observa o vencimento de opções e dados a respeito do fluxo cambial semanal, pelo Banco Central (BC), o investidor local ainda digere as previsões de piora da inflação do país, feitas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), ao estimar alta de 7,9% do IPCA para este ano, bem acima dos 4,5% projetados em abril último, ao passo que para 2022, a carestia passou de 3,5% para 4%. O organismo multilateral, na sequência, projetou um crescimento do PIB de 5,2% para este ano, 0,1 ponto percentual inferior à última previsão, ao passo que reduziu, em 0,4 ponto percentual, sua estimativa para 2022 recuou 0,4 ponto (de 1,9% para 1,5%).
Investidor offshore – Enquanto continua a defender publicamente sua posição de investidor offshore isento, o ministro da Economia Paulo “não faz nada de errado” Guedes – agora com o respaldo complacente do Supremo – estuda o discurso sobre inflação que fará, na quinta-feira (15), no 44º encontro do Comitê Monetário e Financeiro Internacional do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Principais indicadores
Estados Unidos
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,1%
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,2%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,5%
Europa
*FTSE 100 (Reino Unido), -0,12%
*Dax (Alemanha), +0,77%
*CAC 40 (França), +0,3%
*FTSE MIB (Itália), +0,08%
Ásia
*Nikkei (Japão), -0,32% (fechado)
*Shanghai SE (China), +0,42% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), (não abriu)
*Kospi (Coreia do Sul), +0,96%
Commodities e Bitcoin
*Petróleo WTI, -0,63%, a US$ 80,13 o barril
*Petróleo Brent, -0,67%, a US$ 82,85 o barril
*Bitcoin, -3,57% a US$ 55.087,69
*Sobre o minério de ferro: **O minério negociado na bolsa de Dalian teve queda de 5,92%, a 731 iuanes, o equivalente a US$ 113,44.
USD/CNY = 6,44.

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