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Curiosidades

Grupo mergulha até o Titanic para mostrar o navio de forma inédita

Expedicionários visitam os destroços da grande embarcação a fim de buscar alguns objetos.

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Mesmo após a polêmica expedição em um submarino feita por um grupo de milionários ao Titanic, há quem siga curioso para visitar os destroços desse grande navio.

E isso aconteceu no dia 12 de junho, quando uma equipe de fotógrafos e videomakers decidiram fazer a viagem para as profundezas do oceano a fim de mostrar o naufrágio como a gente nunca viu. A seguir, contamos mais sobre a intenção desse grupo.

Grupo pretende trazer para a superfície alguns dos destroços do navio – Foto: Reprodução

Titanic de forma inédita

Esta foi a primeira missão comercial ao Titanic, desde a tragédia da OceanGate que resultou na morte de cinco homens durante uma tentativa de visita aos destroços, no ano passado.

A missão foi organizada pela empresa a RMS Titanic Inc., com sede em Atlanta, Geórgia, que detém os direitos exclusivos sobre os destroços e que já retirou cerca de 5.500 objetos do local.

Usando tecnologia de ponta, o intuito foi examinar todos os cantos do Titanic, capturando novas imagens do naufrágio. Logo, a viagem foi puramente de reconhecimento, segundo a empresa responsável.

Tecnologia utilizada

Dois veículos robóticos (ROVs) de seis toneladas foram empregados na excursão — um deles equipado com uma série de câmeras ópticas de alta definição e um sistema de iluminação especial; já o outro, com um pacote de sensores com um scanner lidar (laser). Juntos, esses veículos exploraram cerca de 1,3 km por 0,97 km do fundo do mar.

Além disso, há uma grande expectativa sobre o que o magnetômetro a bordo do sensor ROV pôde revelar, já que esta foi a primeira vez que tal equipamento foi usado no Titanic.

Tal dispositivo é capaz de detectar todos os metais no local do naufrágio, inclusive aqueles enterrados nos sedimentos e fora de vista.

Análise do estado dos destroços

A equipe também fez uma revisão prévia do estado de alguns objetos bem conhecidos no campo de destroços, como as caldeiras que se espalharam quando o navio partiu ao meio.

Outra intenção era a de localizar itens que podem ter sido vistos em visitas anteriores, incluindo um candelabro elétrico e um segundo piano de cauda Steinway.

Embora a moldura de madeira do piano tenha se deteriorado com o tempo, a placa de ferro fundido que segurava as cordas ainda devia estar lá, possivelmente com algumas teclas.

Os pertences dos passageiros, especialmente as malas, são de grande interesse para a equipe, pois ajudam a contar a história das pessoas a bordo. Assim, a expedição tentou ainda localizar e recuperar mais desses itens.

Controvérsias sobre o Titanic

O RMS Titanic Inc. completou nove visitas ao local do naufrágio. A empresa tem sido alvo de controvérsias nos últimos anos devido ao desejo declarado de revisitar parte do equipamento de rádio Marconi, o qual transmitiu os pedidos de socorro no dia do acidente.

A possibilidade de extrair um objeto de dentro do navio em desintegração ainda é um ponto de discussão. Para muitos, o Titanic é o túmulo das 1.500 pessoas que morreram naquela noite de 1912 e não deve ser tocado, especialmente em seu interior.

A equipe de pesquisa diz compreender essa perspectiva, mas acredita que explorar e aprender com o Titanic, com o devido respeito, é essencial para preservar sua história.

Deixar os passageiros e a tripulação se perderem na história seria, para eles, a maior tragédia de todas.

Natália Macedo é graduada em Jornalismo, possui MBA em Comunicação e Jornalismo Digital. Mineira de Belo Horizonte, é apaixonada pelo Universo Geek e pelo mundo da música e entretenimento. Além disso, ama escrever e informar de maneira leve e democrática.

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