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Política

Hugo Motta defende maior alinhamento entre política fiscal e monetária

Celebração de 60 anos do Banco Central.

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Durante evento que celebrou os 60 anos do Banco Central, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu a necessidade de maior sintonia entre a política fiscal do governo e a política monetária conduzida pela autoridade monetária. Segundo ele, o Banco Central é um dos pilares fundamentais da economia brasileira e desempenha um papel essencial na estabilidade financeira do país.

“Estamos diante do desafio de alinhar a política monetária e a política fiscal. Esse é um desafio que precisa ser enfrentado em benefício da nação, e esse é, sem dúvida, um dos propósitos que abraçamos na Câmara dos Deputados”, afirmou Motta.

O parlamentar destacou o papel do Legislativo na modernização do Banco Central por meio da aprovação de leis que fortaleceram sua atuação, como a criação do Comitê de Política Monetária (Copom), o aprimoramento das regras de supervisão bancária e a modernização dos meios de pagamento. Além disso, ressaltou a importância da lei que garantiu a autonomia do Banco Central, aprovada em 2021.

“É inegável que essa lei representou um avanço significativo para o país, pois permitiu que a autoridade monetária exercesse sua missão com maior previsibilidade e segurança institucional, protegida de interferências políticas e com credibilidade junto à sociedade e aos mercados”, afirmou Motta.

Políticas

A política fiscal e a política monetária são os principais instrumentos utilizados pelo governo para regular a economia. A política fiscal está relacionada à arrecadação de tributos e aos gastos públicos, sendo utilizada para estimular o crescimento econômico, reduzir desigualdades e manter a estabilidade das contas públicas.

Quando o governo aumenta os gastos ou reduz impostos, ele adota uma política fiscal expansionista, com o objetivo de estimular a atividade econômica. Por outro lado, quando reduz os gastos ou aumenta impostos, busca conter a inflação e equilibrar as contas, adotando uma política fiscal contracionista. Já a política monetária é conduzida pelo Banco Central e tem como objetivo controlar a oferta de dinheiro e a taxa de juros para manter a inflação sob controle e garantir a estabilidade da moeda.

Quando o Banco Central reduz os juros, estimula o consumo e os investimentos, adotando uma política monetária expansionista. Se aumenta os juros, encarece o crédito e desestimula o consumo, buscando conter a inflação por meio de uma política monetária contracionista. O equilíbrio entre ambas as políticas é essencial para o crescimento sustentável da economia.

(Com Agência Câmara).

Redatora. Formada em Técnico Contábil e Graduada em Gestão Financeira. Contato: simonillalves@gmail.com.

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