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Ibovespa ‘descola’ de crise externa e opera em alta de 1,35%

Investidor busca informação sobre tapering na ata de reunião final do Fomc, ‘Copom’ do Fed

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Descolando um pouco da volatilidade externa e do avanço da inflação ianque, a bolsa brasileira operava, às 13h27, em alta de 1,35%, a 113.693,64 pontos, em que o investidor acompanha a divulgação da ata da última reunião do Federal Open Market Committee (Fomc) – o que equivaleria ao Copom do Banco Central Americano (Fed) – que pode dar pistas sobre o chamado “tapering“, ou gradual redução de suas compras de ativos, que injeta mensalmente US$ 12 bilhões na economia americana, de grande repercussão nas demais economias.

Avanço modesto – Segundo o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de setembro veio acima do esperado, atingindo 0,4% contra os 0,3% previstos. Já na base anual, este chegou a 5,4%, maior que os 5,3% projetados.

Passarela da carestia – Na passarela da carestia, o destaque fica para altas expressivas de preços dos alimentos e energia, ao passo que, em outros itens, como carros usados e transportes, os aumentos acompanharam a expectativa anterior.

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Ibovespa fecha em alta de 2,28%, aos 108.714,55 pontos

Dow Jones +0,18%, aos 35.741,15; S&P 500 +0,47%, aos 4.566,48; Nasdaq +0,90%, aos 15.226,71; Dólar -1,27%, a R$ 5,5557

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O Ibovespa fechou a sessão desta segunda-feira (25) em alta de 2,28%, aos 108.714,55 pontos, e com volume financeiro marcando R$ 37,8 bilhões.

De acordo com o BTG Pactual, tentando se reerguer do tombo provocado pela confirmação do rompimento do teto de gastos, o Ibov contou com o exterior positivo e forte desempenho das ações de Petrobras.

Em Nova York, o Dow Jones subiu 0,18%, aos 35.741,15, e o S&P 500 avançou 0,47%, aos 4.566,48. Ambos renovaram recordes neste dia. A Nasdaq também fechou em alta, sendo 0,90%, aos 15.226,71 pontos, por conta dos balanços das ações de tecnologia.

Já o dólar encerrou em baixa de 1,27%, a R$ 5,5557, depois de oscilar entre R$ 5,5377 e R$ 5,6596.

Foto divulgação

Ibovespa: Ações

Das ações do dia, destaque para Petrobras que recebeu aditivo após rumores de privatização por parte do governo. O ativo PETR4 subiu 6,84% (R$ 29,04) e o PETR3 subiu 6,13% ( R$ 29,61).

Isso porque o ministério da Economia estuda a possibilidade de, por meio de um projeto de lei, abrir mão de ações ordinárias e ações preferenciais que a União tem na petroleira.

Assim, o volume de venda seria o necessário para que fizesse com que a União deixasse de ser a acionista majoritária da estatal.

Acontece que mesmo sem a maioria das ações, o governo manteria a prerrogativa de indicar o presidente da Petrobras e vetar operações das quais discorde.

Ibovespa: entre altas e baixas

Confira as 3 maiores altas do Ibovespa de hoje, segundo a Eleven Financial:
📈#PETR4 +6,84% (R$ 29,04)
📈#CVCB3 +6,14% (R$ 18,15)
📈#PETR3 +6,13% (R$ 29,61)

Confira as 3 maiores baixas do Ibovespa de hoje:
📉#SUZB3 -2,52% (R$ 51,47)
📉#YDUQ3 -1,32% (R$ 22,35)
📉#BRFS3 -1,27% (R$ 21,73)

Em relação aos juros, após os ajustes, o DI para janeiro de 2022 subiu a 8,308%; para janeiro de 2023 a 11,130% (10,866%); para janeiro de 2024 a 11,505% (11,325%); para janeiro de 20225 a 11,640% (11,507%); para janeiro de 22027 a 11,800% (11,814%); para janeiro de 2029 a 11,910% (11,993%) e para janeiro de 2031 a 11,990% (12,053%).

Commodities

Do lado das commodities, os preços dos contratos para janeiro do Brent, a referência global, terminaram o dia em alta de 0,62%, a US$ 85,17 por barril, na ICE, em Londres, enquanto os preços dos contratos para dezembro do WTI, a referência americana, ficaram estáveis, fechando com o mesmo valor da última sexta-feira (22), US$ 83,76 por barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).

Quanto ao ouro, ao final da sessão, na Comex, o contrato futuro para dezembro subiu 0,6%, fechando a US$ 1.806,80 a onça-troy.

Coronavírus

Levantamento do consórcio de imprensa mostra que o Brasil registrou no domingo (24) 113 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, com o total de óbitos chegando a 605.682 desde o início da pandemia.

Assim, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias ficou em 337 — abaixo da marca de 400 pelo 13º dia seguido. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -23% e a aponta tendência de queda pelo quarto dia.

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Sinqia (SQIA3): Vemos a empresa com valuation atraente, diz BTG

A empresa acelerou seu crescimento orgânico e está executando seu M&A

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O BTG Pactual analisou o ativo Sinqia (SQIA3) em seu portfólio e diz enxergar as ações da empresa como excessivamente descontadas após a recente queda.

“Elas estão sendo negociadas a 12x EBITDA 2022E e 2,6x Vendas, muito abaixo de seus pares a 20x EBITDA e 7x Vendas 2022E. Depois de arrecadar R$ 400 milhões no follow-on feito em setembro, a Sinqia renovou sua capacidade para ir para mais uma rodada de fusões e aquisições”, disse.

De acordo com o banco de investimentos, a empresa acelerou seu crescimento orgânico e está executando sua estratégia de fusões e aquisições perfeitamente. “E como é muito menor que pares globais, é muito mais fácil fazer aquisições que dobrem/tripliquem seu tamanho em alguns anos.

Sinqia anuncia oferta restrita de 11 milhões de novas ações

Sinqia

O BTG elencou que na sexta-feira (22), a Sinqia anunciou a primeira aquisição após o follow-on, a compra da QuiteJá, especialista em recuperação de crédito de terceiros.

A adquirente pagará R$ 38,25 milhões por uma participação de 51% na empresa, sendo 50% em dinheiro e 50% em ações, e terá opção de compra para adquirir os 49% restantes, com preço atrelado à receita líquida e EBITDA da QuiteJá em 2024 e 2025.

A empresa registrou receita líquida de R$ 20,3 milhões e EBITDA de R$ 5,4 milhões nos últimos 12 meses, o que significa que a Sinqia está pagando EV/Vendas e EV/EBITDA múltiplos de 3,7x e 13,9x, em linha com a Sinqia, mas para uma empresa que acreditamos estar crescendo em um ritmo muito mais rápido.

“Com a aquisição da QuiteJá, a Sinqia dá continuidade à sua nova estratégia de M&A – comprar empresas mais jovens com produtos escaláveis e perfis de forte crescimento (e naturalmente pagando múltiplos mais altos)”, destacou.

A QuiteJá vai ingressar no Simply e na FEPWeb na unidade de negócios Sinqia Digital, abrindo caminho para um novo mercado que movimenta bilhões de reais todos os anos: a cobrança de créditos.

A solução da QuiteJá tem mudado a negociação de dívidas no Brasil, pois a empresa oferece um processo 100% digital para ajudar credores a recuperar um grande volume de créditos; e pessoas físicas para renegociar suas dívidas. Nos últimos 12 meses, QuiteJá recuperou R$ 222 milhões de crédito dos principais agentes de crédito do Brasil.

Veja SQIA3 na Bolsa:

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Setor de alimentos e bebidas deverá reportar resultados mistos, diz XP

A principal estratégia deve ser estimular vendas através de canais mais rentáveis, como o on-trade (bares e restaurantes)

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O setor de alimentos e bebidas deverá reportar resultados mistos, segundo a XP Investimentos, por conta do cenário macroeconômico que continua a decepcionar.

“Nesse segmento, após quatro trimestres sequenciais de recuperação (desde o 3T20), a base de comparação mais difícil é motivo suficiente para propor ceticismo”, disse.

E acrescentou: “esperamos uma temporada de resultados mistos, confirmando nossa visão de que a diversificação geográfica tem sido mais estratégica nos resultados das empresas, mas também devido às diferentes perspectivas para cada proteína e aos eventos recentes no setor. Com vários setores apresentando performance negativa, consideramos as commodities como uma boa estratégia de defesa.”

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XP Investimentos: Bebidas

De acordo com a corretora, em relatório encaminhado ao mercado, diante da melhora sequencial nas vendas de cerveja nos últimos quatro trimestres, confirmando uma recuperação mais forte do que a esperada no consumo, isto apesar de restrições de circulação ainda estarem em vigor, o principal desafio atualmente é o repasse de preços visando a recuperação das margens.

“A principal estratégia deve ser estimular vendas através de canais mais rentáveis, como o on-trade (bares e restaurantes), mas também já esperamos sinais dos reajustes nos preços esperados para o final do ano”, frisou.

E disse mais: “as plataformas de vendas digitais, como Zé Delivery e Bees (ambas da AmBev), devem compensar os maiores custos de uma entrega mais atomizada, além de permitir a ampliação do portfólio, algo necessário para satisfazer um consumidor mais exigente. A pressão de custos continua um problema para o setor, entretanto, esperamos que a recuperação do consumo se mostre mais acelerada na América do Sul e Central, especialmente no Brasil.”

Alimentos

Em relação aos alimentos, elencou, as perspectivas permanecem mistas devido às diferenças geográficas e dado que cada tipo de proteína apresentou uma performance diferente no trimestre.

Na América do Norte, apesar no aumento de preços de animais vivos, a demanda continuou forte tanto para o mercado doméstico quanto para exportação, o que leva a ter uma visão positiva para o terceiro trimestre de 2021, com possibilidade de outro trimestre recorde para carne bovina. “Também esperamos recuperação no setor de carne suína, mas apenas lateral para frango”, destacou.

Já na América do Sul, a produção brasileira foi afetada por dois casos atípicos de EEB (“mal da vaca louca”), o que levou o governo a banir as exportações para a China, que por sua vez ainda não retomou as importações, o que deve causar um efeito negativo nas margens da indústria.

“A Argentina manteve inúmeros cortes de carne bovina com preços congelados, apesar de flexibilizar o volume exportado, mas ainda não retornou ao seu pico de performance. O Paraguai também foi afetado pelo atraso no retorno das exportações brasileiras para a China, dado que o Brasil está agora focando suas exportações para outros mercados e impactando as exportações do Paraguai para estes países”, ressaltou.

E continuou: “o Uruguai, por outro lado, continua positivo visto que permanece com bom acesso ao mercado chinês e também devido ao maior preço nos Estados Unidos, tanto na produção normal quanto para a carne bovina orgânica. Em relação às aves e suínos, diante da melhora nas exportações e, também, devido à sazonalidade positiva, esperamos um trimestre de melhoria, embora ainda muito cedo para projetar efeito positivo dos preços mais baixos de farelo de soja e milho. A perspectiva mais positiva para as próximas safras de milho e soja pode ser um ponto de virada para o setor.”

Empresas: tese de investimentos

  • Ambev (ABEV3) – Compra

Esperamos resultados mistos para a AmBev, com recuperação na América Central e Latina e performance lateral para o Canadá. O Brasil, no entanto, deve apresentar resultados mais fracos principalmente devido às pressões de custos, uma vez que as commodities permanecem em níveis elevados e a desvalorização do real em relação ao dólar também impacta negativamente os resultados da empresa. Com o avanço da vacinação no Brasil e a circulação voltando ao “normal”, as vendas de cerveja no canal on-trade (bares e restaurantes) devem aumentar sua participação e isso é positivo para as margens. A AmBev também anunciou um aumento de preço para outubro, algo que consideramos positivo, mas o desempenho de Bees e Zé Delivery deve receber mais atenção à medida se apresentam como possíveis alavancas de crescimento.

  • Alimentos

Marfrig (MRFG3) – Compra

Esperamos que a Marfrig registre outro trimestre forte principalmente devido a mais um desempenho recorde em sua operação nos Estados Unidos, superando as preocupações sobre as margens decrescentes no Brasil, enquanto a China leva mais tempo do que o esperado para retomar suas importações do Brasil. Com a demanda ainda forte nos EUA, o spread entre animais vivos e cortes de carnes melhorou no início do trimestre e, apesar de ter começado a se contrair recentemente, ou mesmo que continue diminuindo ao longo do restante do ano, ainda esperamos que seja o melhor ano já registrado para a Marfrig.

  • JBS (JBSS3) – Compra

Apesar dos resultados mistos, esperamos outro trimestre forte para a JBS com sua operação de carne bovina nos EUA ainda surpreendo, enquanto a carne suína ainda deve se recuperar. A PPC (que apresentará resultados na próxima quarta-feira, 27/10) deve vir sem alterações relevantes. O Brasil continua desafiador, com o terceiro trimestre não sendo totalmente impactado pela paralisação das importações de carne bovina da China e ainda não impactado pelos preços mais baixos do gado e/ou milho e soja, mas esperamos uma recuperação modesta e um possível momento positivo para 2022.

  • BRF (BRFS3) – Neutro

Esperamos uma melhora nas margens da BRF, mas os resultados de suas unidades de negócios permanecem mistos. As Exportações Diretas e Halal devem apresentar desempenho lateral, enquanto o Brasil deve melhorar, mas a Ásia deve decepcionar. Os efeitos positivos dos preços mais baixos do milho e do farelo de soja são esperados apenas no final deste trimestre e início de 2022. No entanto, com a pressão constante por preços mais altos no mercado interno e a pressão de custos permitindo algum otimismo, esperamos que este trimestre seja um ponto de inflexão para a BRF.

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