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Economia

Indústria termina novembro tímida em lançamentos, diz associação; Para IBGE, cresce em outubro

Indústria termina novembro tímida em lançamentos, diz associação; Para IBGE, cresce em outubro

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O ano de 2020 não demonstra ser de novidades em lançamentos de produtos. Segundo pesquisa realizada mensalmente pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, o Índice GS1 Brasil de Atividade Industrial apresenta redução de 10% entre janeiro e novembro na intenção da indústria em colocar novos itens nas prateleiras – em comparação com o mesmo período de 2019.

Em relação a outubro, no entanto, o índice de novembro apresenta leve alta de 0,4% e de 1% comparado a novembro de 2019 no dado livre de efeitos sazonais. No acumulado de 12 meses o índice apresentou queda de 9,8% – figura acima.

Produção industrial

Indústria: ano atípico

Para Virginia Vaamonde, CEO da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, “o resultado do Índice de Atividade Industrial em novembro ficou muito próximo da estabilidade tanto no comparativo com o mês anterior como na comparação com novembro de 2019. Mesmo em um ano atípico, as movimentações do segundo semestre têm sido similares a anos anteriores e ainda que o índice cresça de forma tímida já nos encontramos acima do patamar pré-pandemia.”

Tabela

Indústria termina novembro tímida em lançamentos, diz associação; Para IBGE, cresce em outubro

Indústria: IBGE

Pelo sexto mês seguido, a produção da indústria nacional registrou crescimento em outubro, de 1,1%, se comparado a setembro. Com o resultado acumulado de 39% em seis meses, o setor está 1,4 ponto percentual acima do patamar de fevereiro – antes da pandemia de covid-19.

No acumulado do ano a produção ainda é negativa (-6,3%), sendo que nos últimos 12 meses foi registrada queda de 5,6%.

Em relação a outubro de 2019, a produção subiu 0,3%. Na comparação com o nível recorde de produção, alcançado em maio de 2011, a indústria ainda se encontra 14,9% abaixo do pico. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Os dados mostram que tem algum grau de recuperação. As medidas emergenciais foram importantes, mas ainda tem um espaço para ser considerado”, disse o gerente da pesquisa, André Macedo.

Categorias

De acordo com os dados, duas das quatro grandes categorias econômicas apresentaram crescimento, com destaque para bens de capital que avançou 7% de setembro para outubro; e bens de consumo duráveis com alta de 1,4%.

Essas categorias também tiveram o sexto mês seguido de expansão na produção, com acumulados de 111,5% e 506,7%, respectivamente. Bens de capital está 3,5% acima do patamar de fevereiro, enquanto bens de consumo duráveis ainda está 4,2% abaixo.

A categoria de bens intermediários registrou queda de 0,2% e bens de consumo semi e não duráveis de 0,1%. Os recuos interromperam cinco meses consecutivos de crescimento na produção, com ganhos acumulados de 26,6% e 30,4%, respectivamente.

Reflexo

Para o gerente, o crescimento de outubro refletiu um comportamento diferente dos últimos meses, que vinha com avanços disseminados entre os ramos. Agora, 15 dos 26 ramos pesquisados mostraram alta na produção.

Em setembro foi de 22 das 26. Segundo André Macedo, o efeito da pandemia foi evidente no setor, principalmente, nos meses de março e abril, com medidas de distanciamento social mais rigorosas.

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Bancos

Clientes da Caixa podem acessar portal de serviços do governo pelo aplicativo

Além da Caixa, Banco do Brasil, Bradesco, Banrisul e BRB também estão integrados ao Portal Gov.br.

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Caixa Econômica Federal (CEF)

Mais de 47 milhões de usuários da Caixa Econômica Federal podem acessar serviços digitais oferecidos pelo governo utilizando a mesma senha do aplicativo do banco. Os serviços são do Portal de Serviços Públicos do Governo Federal (www.gov.br). Além da União, 11 estados, 74 municípios e o Distrito Federal estão integrados à plataforma. 

Atualmente, 93 milhões de pessoas estão cadastrados no gov.br. Entre os principais serviços disponíveis estão o Meu INSS, carteira digital de trânsito, carteira de trabalho digital, saque do abono salarial e pedido de seguro-desemprego. 

Nos estados e municípios que aderiram ao Portal, o usuário pode acessar o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), além de taxas de limpeza e de iluminação pública. 

Atualmente, o Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco e BRB disponibilizam o acesso aos serviços através dos aplicativos. Na semana passada, o Sicoob, uma instituição financeira cooperativa, também passou a oferecer acesso ao portal. 

A Secretaria de Governo Digital do Ministério da Economia, responsável pela plataforma gov.br, indica que o acesso por meio do aplicativo é seguro. Com a integração, o governo tem acesso apenas ao nome completo, CPF, e-mail e telefone do usuário. 

Como acessar

Ao acessar sites ou aplicativos governamentais que permitam a autenticação através da opção gov.br, o usuário será redirecionado a uma tela que apresentará o item “Bancos Credenciados”. Ao acioná-lo e escolher uma das opções, o cliente será direcionado ao ambiente do sistema cooperativo, onde informará suas credenciais de acesso e receberá uma mensagem no aplicativo.

Após esse processo, o correntista deve aprovar o compartilhamento dos dados pessoais. Por fim, o usuário será direcionado ao serviço que acessou originalmente já identificado.

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Economia

‘Bolsa de startups’: Fintech propõe negociação no mercado secundário

Objetivo da proposta é oferecer um sistema de negociação organizado em um ambiente apropriado e que forneça proteção aos investidores.

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O que significa investir a curto, médio e longo prazo?

A fintech SMU, em parceria com o escritório de advocacia Demarest, propôs à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a criação de um mercado secundário de ativos de startups, abrangendo segmentos como crowdfunding (vaquinhas virtuais), investidores anjos, bolsas de investimentos, associações de investimento, entre outros. 

A iniciativa de uma bolsa de startups tem objetivo de disponibilizar um sistema de negociação organizado em um ambiente apropriado e que forneça proteção aos investidores e ao mercado em geral. Com a criação desse sistema, a ideia é solucionar o problema de liquidez desse mercado e torná-lo mais atrativo para o investimento em startups. 

Rodrigo Carneiro, presidente da SMU e da Crowdinvest, afirma: “A falta de liquidez é uma das dores desse mercado. O investidor brasileiro gosta de investir em startups, ele assume o risco, mas fica desconfortável com a falta de liquidez. Para ganhar dinheiro com esses ativos, hoje ele precisa ter um evento de liquidez, como uma incorporação da empresa”.

Atualmente, as plataformas que oferecem ofertas públicas de aplicação em startups são proibidas de intermediar o mercado secundário, ressalta Carneiro. Por outro lado, com um mercado secundário com liquidez, as startups devem ter seu caminho facilitado para a captação de investimentos. 

Thiago Giantomassi, sócio de mercado de capitais e fusões e aquisições do Demarest, explica que a vantagem de participar do sandbox é ter flexibilidade para adaptação de todos os processos em um ambiente experimental. 

O sandbox é um ambiente de testes de projetos aprovados pela CVM, com condições limitadas e especiais. Em suma, é uma espécie de laboratório onde são realizados testes que podem ou não funcionar naquele ativo ou ambiente de negociação, antes de determinar validade, oficializando a criação e funcionamento do mesmo.

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Imposto de Renda - IRPF

IR: 3 milhões de brasileiros que receberam auxílio terão que devolver o dinheiro em 2021. Veja se está entre eles

A regra é válida para aqueles que receberam mais de R$ 22,8 mil em rendimentos em 2020, excluindo o benefício.

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Dinheiro - Real

A Receita Federal divulgou nesta quarta-feira, 24, as regras para a declaração do Imposto de Renda 2021, ano-base 2020. Os pagamentos recebidos pelo programa de auxílio emergencial no ano passado serão considerados como rendimentos tributáveis. Desta forma, contribuintes e dependentes que receberam o benefício e tiveram outras fontes de renda terão que declarar o IR.

A regra é válida para aqueles que receberam mais de R$ 22,8 mil em rendimentos, excluindo o benefício. Ademais, estas pessoas terão que devolver o dinheiro para o governo, por não serem elegíveis ao benefício de acordo com os critérios do programa. A estimativa da Receita é que cerca de 3 milhões de brasileiros estejam nesta situação.

A Receita Federal explicou que os contribuintes que “receberam auxílio emergencial e tiveram rendimentos acima de R$ 22.847,76 deverão devolver os valores recebidos do auxílio emergencial por ele e seus dependentes”.

Neste caso, ao preencher a declaração, o sistema da Receita Federal vai gerar uma mensagem automática dizendo que foram identificados rendimentos que ultrapassaram os limites da isenção, e portanto, o valor do auxílio emergencial deverá ser devolvido. O próprio sistema também irá gerar uma guia para o pagamento referente à devolução.

“Aquela pessoa que somente recebeu o auxílio emergencial e recebeu outro salário, mas até o limite, não está obrigado a apresentar a declaração e nem devolver o valor”, destacou o auditor fiscal responsável pelo Programa do Imposto de Renda, José Carlos Fernandes.

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