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Economia

Investidor deve iniciar semana com cautela

Boletim Focus do Banco Central mostra que os economistas elevaram, pela primeira vez, a projeção de alta da inflação para acima da meta de 4%. A projeção passou de 3,54% para 4,21%.

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O início da semana deve ser menos otimista do que o verificado na semana anterior. Se por um lado a expectativa de que o Congresso dos Estados Unidos possa aprovar o pacote de ajuda à economia do país esta semana e o início da vacina contra o coronavírus animam os investidores, por outro lado, o aumento da tensão entre os EUA e a China, o impasse sobre o Brexit e o aumento de casos por covid-19 impõem cautela aos negócios. Às 9h05, o índice futuro do Ibovespa registrava recuo de 0,39%, aos 113.140 pontos.

O mercado está otimista que os Democratas e os Republicamos cheguem a um acordo sobre o valor do pacote de ajuda aos Estados Unidos. Também está no radar o programa de estímulo do Banco Central Europeu à região. Além disso, o início da vacinação contra o covid-19 anima o mundo e dá esperança de que a cura esteja próxima para todos, embora o número de mortos pela infecção do covid-19 continue crescendo.

A falta de acordo entre a União Europeia e o Reino Unido pós-brexit é outro ponto de tensão. O acordo está previsto para acabar no dia 31 de dezembro. Os dois países continuam tentando chegar a um acordo.

Além disso, os EUA pretendem impor sanções a mais integrantes do Partido Comunista da China.

Por aqui, o mercado repercute a decisão do Superior Tribunal Federal (STF) na noite de ontem de votar contra a reeleição dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre. A decisão deve influenciar o ritmo de votações no Congresso. Além disso, a não reeleição abre espaço para o governo articular o nome que irá substituir Maia na Câmara. Por enquanto, o presidente Jair Bolsonaro tem dado apoio à candidatura do deputado Arthur Lira. Vale lembrar que Lira foi absolvido de acusação de “rachadinha” na Assembleia Legislativa de Alagoas.

Há pouco, o boletim Focus do Banco Central mostrou que os economistas elevaram, pela primeira vez, a projeção de alta da inflação para acima da meta de 4%. A projeção passou de 3,54% para 4,21%. Para 2021, a estimativa passou de 3,47% para 3,34%.

Para o PIB, as estimativas foram revisadas de queda de 4,5% para queda de 4,40%. Para o ano que, o crescimento passou de 3,45% para 3,50%. Para a Selic as expectativas foram mantidas para este e o próximo ano em 2% e 3%, respectivamente.

Logo mais, a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotivo (Anfavea) divulga dados sobre a produção e venda de veículos em novembro.

Nos EUA, o índice futuro o Dow Jones apresenta declínio de 0,35%, aos 30.093 pontos.

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Economia

20 milhões ainda poderão sacar auxílio emergencial em janeiro

Último calendário de saques do auxílio de R$ 600 e R$ 300 vai de 15 a 27 de janeiro.

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Auxílio Emergencial

A Caixa Econômica Federal encerrou os depósitos do auxílio emergencial em dezembro de 2020, tendo sido feitos na conta poupança social digital. Neste mês, serão finalizados os saques dos benefícios, cujo calendário vai de 15 a 27 de janeiro de 2021. 

Este é o último cronograma de pagamentos do programa social do governo federal, criado em 2020 para amenizar os impactos da pandemia de Covid-19. Serão pagas as parcelas do auxílio de R$ 600 e do auxílio de R$ 300. 

De acordo com a Caixa, os nascidos entre julho e dezembro poderão fazer as retiradas em espécie até a data limite, em 27 de janeiro. Cerca de 20,4 milhões de pessoas serão contempladas com o dinheiro, totalizando quase metade dos 40 milhões aprovados no último calendário.

Nesta sexta-feira, 15, receberam os nascidos em julho. Já na segunda-feira, 18, serão os aniversariantes de agosto que irão sacar as quantias. Nos próximos dias 20, 22, 25 e 27 os nascidos entre setembro e dezembro, respectivamente, farão as retiradas em espécie. 

Serão contemplados aproximadamente 3,4 milhões de aniversariantes de julho e igual quantidade dos nascidos em agosto. Os grupos que sopram as velinhas em setembro e outubro somam 3,5 milhões cada um. Já as turmas de novembro e dezembro registram cerca de 3,3 milhões cada uma.

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Economia

Conheça 22 benefícios que você poderá receber após o fim do auxílio emergencial

CadÚnico é a ferramenta usada pelo governo federal para implementação de programas sociais.

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Cadastro Único

Os depósitos do auxílio emergencial foram finalizados em dezembro de 2020. No entanto, ainda neste mês há um calendário de saques do benefício, que vão até 27 de janeiro de 2021. Até então, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não sinalizou a prorrogação do programa social. 

Diante disso, as pessoas que estiverem em condição de vulnerabilidade social e necessitarem de recursos financeiros para o sustento de seus familiares deverão ir atrás de outros meios. 

Com o intuito de amenizar os impactos econômicos impulsionados pela pandemia de Covid-19, uma série de programas tem sido disponibilizada pelo governo federal. E o Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) vem sendo um dos instrumentos para a implementação desses programas assistenciais no Brasil. 

Por meio dele, o Estado consegue mensurar a realidade socieconômica de cada região. Isso porque constam informações de escolaridade, renda, trabalho, situação da residência, entre outros. 

Confira a seguir 22 benefícios sociais que os cidadãos podem receber por meio do CadÚnico:

  1. Água para Todos;
  2. Aposentadoria para Pessoas de Baixa Renda;
  3. Benefícios Assistenciais;
  4. Benefício de Prestação Continuada (BPC);
  5. Bolsa Estiagem;
  6. Bolsa Família;
  7. Carta Social;
  8. Carteira do Idoso;
  9. Crédito Instalação;
  10. Exame Nacional do Ensino Médio (Enem);
  11. Identidade Jovem (ID Jovem);
  12. Isenção de pagamento de taxa de inscrição em concursos públicos e processos seletivos;
  13. Programa Brasil Alfabetizado;
  14. Programa de Apoio à Conservação Ambiental (Bolsa Verde);
  15. Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI)
  16. Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais/ Assistência Técnica e Extensão Rural;
  17. Programa Minha Casa Minha Vida / Programa Casa Verde e Amarela;
  18. Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF);
  19. Programa Nacional de Reforma Agrária;
  20. Programa Cisternas;
  21. Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE);
  22. Telefone Popular.

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Economia

Brasileiro pagará mais IR em 2021: inflação alta e defasagem de 113% na tabela pesam

Sem correção da tabela, brasileiros podem esperar um aumento sobre o tributo neste ano.

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Imposto de Renda 2021

Os brasileiros devem pagar mais Imposto de Renda em 2021. Isso porque, além da inflação acumulada em 2020, que chegou a 4,52%, há ainda uma defasagem de 113,09% na tabela do IR desde 1996. Tais fatores indicam um aumento sobre o tributo neste ano, caso não seja feita a correção da tabela. A informação é baseada em um estudo realizado pelo Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco).

Segundo os cálculos do sindicato, a inflação oficial, que é medida a partir do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumula 346,69% desde 1996 até o ano passado. Por outro lado, o reajuste nas faixas de cobrança do IR no mesmo período foi de 109,63%. Desta forma, a defasagem na tabela chegou a 113,09%.

Vale ressaltar que os dados são considerados desde 1996 porque somente a partir deste ano a tabela teve seus valores computados em real, moeda vigente no país desde 1994. A contar daí, a correção superou a inflação apenas em cinco ocasiões, nos anos de 2002, 2005, 2006, 2007 e 2009.

A tabela do IR está desatualizada desde 2015. Nas eleições presidenciais de 2018, a correção da tabela foi uma das promessas de campanha do então candidato Jair Bolsonaro (sem partido), o que não ocorreu até o momento. Na última semana, o presidente voltou a mencionar a não correção, alegando que o país está “quebrado”, e por isso não é possível “fazer nada”.

Em 2019 e 2020, a faixa para isenção do Imposto de Renda foi de até R$ 1.903,98 mensais. Durante a campanha, Bolsonaro disse que pretendia aumentar a faixa de isenção para cinco salários mínimos (equivalente a R$ 4.770 na época). Após assumir o mandato, o presidente passou a defender a isenção do IR para renda de até R$ 3.000 por mês.

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