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Economia

Investimentos para emergentes ‘tombam’ 90% em 2022

De US$ 379,6 bi de ingressos em 2021, aporte ‘despencou’ para US$ 37,7 bi no ano passado

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O ano de 2022 assistiu à derrocada do fluxo de investimentos direcionados a mercados de dívida em países emergentes. Com a entrada de recursos, de US$ 1,7 bilhão, observado em novembro último, e de US$ 36,6 bilhões, em dezembro, o montante do ano passado contabiliza não mais do que US$ 37,7 bilhões, conforme atestam dados do Instituto de Finanças Internacionais (IFF, na sigla em inglês), nesta quarta-feira (11).

O total registrado em 2022 corresponde à uma queda superior a 90%, ante os US$ 379,6 bilhões verificados no ano anterior, logo após a deflagração de um ciclo de forte alta das taxas de juros por parte dos bancos centrais em todo o mundo, enquanto o dólar se fortalecia.

De acordo com relatório assinado pelo economista Jonathan Fortun, “embora a expectativa de uma mudança (de postura) do Fed tenha ajudado a melhorar o quadro geral, ainda há bolsões de risco no complexo de mercados emergentes”.

O entendimento de analistas é no sentido de que as entradas de US$ 108,3 bilhões nos mercados de dívida de países emergentes (sem contar a China), somados a US$ 7,1 bilhões (em ações chinesas), foram suficientes para compensar saídas de US$ 71,7 bilhões dos mercados de dívidas do gigante asiático e outros US$ 10 bilhões em ações com saída entre os emergentes.

Somente em dezembro, considerando a base mensal, as ações dos mercados emergentes, exceto a China, tiveram uma saída de US$ 2 bilhões, além da saída de outros US$ 7,7 bilhões no mercado de dívida. Entre regiões, a única que registrou entradas em dezembro foi a América Latina, com fluxo positivo de US$ 8,3 bilhões.

Para que haja recuperação da dívida em dólar dos mercados emergentes, o relatório do IIF entende que “se as condições financeiras dos Estados Unidos apertarem significativamente, as perdas de spread poderão superar os ganhos de ‘duration’” – medida da sensibilidade de uma carteira à variação nas taxas de juros. No caso de títulos de longo prazo, estes possuem “duration” mais longa, pois carregam prêmios de risco ligados a incertezas do futuro.

Sou um profissional de comunicação com especialização em Economia, Política, Meio Ambiente, Ciência & Tecnologia, Educação, Esportes e Polícia, nas quais exerci as funções de editor, repórter, consultor de comunicação e assessor de imprensa, mediante o uso de uma linguagem informativa e fluente que estimule o debate, a reflexão e a consciência social.

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