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Menor temor de ‘ômicron’; tapering e precatórios no radar do Ibovespa de terça

Aversão à variante viral cai e foco volta a ser o ritmo de retirada de estímulos monetários pelo Fed

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Crédito: /startuplife.com.br/blog/noticias

Uma vez vencida a aversão global por conta do vírus de nome diminuto (ômicron, o breve, o pequeno, em grego), mas responsável por tombos (e ganhos) monumentais, dependendo do investidor, a maré altista tomou conta do globo, com as bolsas de todos os quadrantes todas no azul.

‘Próximos passos’ – A partir de agora, as atenções dos mercados se fixam nos ‘próximos passos’ do Federal Reserve (Fed), no sentido de acelerar a retirada dos estímulos monetários, criados no período da pandemia, que ‘jorram’ US$ 120 bilhões/mês na economia ianque (tapering), a maior do planeta, ao mesmo tempo pavimentando o caminho de elevação dos juros locais, em 2022, de maneira a manter a inflação na meta.

‘Rachaduras visíveis’ – Mas esse cenário quase perfeito possui ‘rachaduras visíveis’, devido à insustentabilidade crônica (desde o evento pandêmico, em 2020), dos títulos do Tesouro ianques, cuja liquidez praticamente ‘evaporou’, no auge da crise, obrigando o Federal Reserve (Federal Reserve, banco central estadunidense) a fazer compras imensas de ativos, entre outras medidas, a fim de evitar o colapso completo desse segmento de mercado.

Teste em 2022 – Com a eliminação iminente desse instrumento de liquidez (tapering), no ano que vem, virá o teste desses papéis públicos, em meio a uma economia acossada por uma inflação persistente (como aqui), além das permanentes preocupações com novo surto viral.

Balança ianque – Na agenda, o destaque do dia tem relação com a divulgação da balança comercial dos EUA no mês de outubro, com previsão de déficit de US$ 67,5 bilhões, segundo a consultoria Infinity.

Ásia sobe – Recuperação é o que marca o desempenho asiático hoje (7), com o índice de ações Ásia-Pacífico da MSCI registrando o melhor avanço em três meses, ao passo que, na bolsa de Hong Kong, as ações Alibaba Group lideram os ganhos das empresas de tecnologia, após anunciar mudança em sua gestão.

Pequim recua – Também positiva para o mercado local, a notícia de que os legisladores de Pequim pretendem flexibilizar as restrições ao mercado imobiliário, enquanto o BC chinês admitiu reduzir a taxa de reservas obrigatórias da maioria dos bancos e o primeiro-ministro do gigante asiático, Li Keqiang, declarou que “há espaço para uma ‘variedade de ferramentas’ de política monetária”.

Europa avança – Afastado o ‘fantasma’ ômicroniano, os mercados europeus operam no positivo, com o PIB da Zona do Euro avançando 2,2% no terceiro trimestre deste ano (3T21), se comparado aos três meses anteriores, além de subir 3,9% face ao mesmo período do ano passado (3T20), conforme aponta dados da agência de estatísticas Eurostat.

Petróleo tem alta – No campo das commodities, o petróleo sobe, em compasso com o alívio dos mercados globais, ante à menor ‘letalidade’ viral da variante da hora. Os contratos futuros de minério de ferro nas bolsas de Dalian (China) e de Cingapura operam no positivo, ante declarações de Pequim de flexibilização monetária pelo BC local, o que abre a perspectiva de menor controle da produção de aço do gigante asiático, a maior do mundo.

Novo crivo – Na terra tupiniquim, as atenções se voltam para o novo capítulo da novela chamada PEC dos Precatórios, e sua recondução à Câmara dos Deputados, onde terá de passar, ainda, por novo crivo de dois turnos, até a sanção presidencial.

Pizza fatiada – Enquanto isso não acontece, a discussão controversa é quanto ao fatiamento da proposta – como defendida pelo fiel escudeiro do Planalto, o presidente da Câmara, Arthur Lira – tendo em vista produzir uma tramitação mais célere pelo Legislativo, como quer o Planalto, de olho na abertura da fresta orçamentária suficiente para custear seu jabuti social, o Auxílio ‘pleito’ Brasil e seu vale eleitoral em forma de benefício de R$ 400 a cada uma das 17 milhões de famílias vulneráveis à crise de falta de gestão do país.

Agora pode – A tese da pizza orçamentária fatiada ganhou impulso, após a ministra do Supremo, Rosa Weber, decidir ‘liberar’ a execução das emendas do relator-geral do orçamento (RP-9) para este ano, antes cunhadas de ‘orçamento secreto’, pelo seu carimbo preferencial para emendas de parlamentares afinados com os interesses eleitoreiros do Executivo.

Copom na área – Ao mesmo tempo, o mercado também acompanha o primeiro dia da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que confirmará ou não, na quarta (8), a previsão do mercado, de alta da Selic (taxa básica de juros), dos atuais 7,75% ao ano para 9,25% ao ano.

Petrobras na mira – A treta corporativa dessa terça (7) fica por conta da abertura de processo administrativo contra a Petrobras pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) – a ‘xerife do mercado de capitais’ –  por entender que houve interferência do mandatário da hora, ao anunciar, previamente, que haveria redução de preço dos combustíveis.

IGP-DI deflaciona – Ao longo do dia, o investidor digere o recuo do IGP-DI, de 1,60%, em outubro, para uma deflação ( -0,58%), no mês passado, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em novembro de 2020, a carestia chegou a 2,64%. De qualquer modo, o índice acumula alta de 16,28% no ano e 17,16%, no acumulado dos últimos 12 meses.

IPA pesou – O tombo deflacionário teria sido ‘puxado’ pelo recuo de 1,16% dos preços no atacado – medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) no mês passado, invertendo o sinal, ante o avanço de 1,90%, registrado em outubro último.

INCC também cai – Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) igualmente apresentou queda, de 0,86% para 0,67%, de outubro para novembro últimos, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) – que mede o varejo – subiu de 0,77% em outubro para 1,08%, em igual período.

Covid ‘encolhe’ – No diário da covid, a média móvel de mortes voltou a cair forte (16%) em sete dias (194), segundo informou o consórcio de veículos de imprensa.

Principais indicadores

Estados Unidos (futuro)

Dow Jones, +0,77%.

S&P 500, +0,99%.

Nasdaq, +1,38%.

Ásia

Nikkei (Japão), +1,89% (fechado).

Shanghai SE (China), +0,16% (fechado).

Hang Seng Index (Hong Kong), +0,16% (fechado).

Kospi (Coreia do Sul), +0,62% (fechado).

Europa

FTSE 100 (Reino Unido), +0,89%.

Dax (Alemanha), +1,43%.

CAC 40 (França), +1,72%.

FTSE MIB (Itália), +1,32%.

Commodities

Petróleo WTI, +1,90%, a US$ 70,81 o barril.

Petróleo Brent, +1,44%, a US$ 74,53 o barril.

Minério de ferro, +6,72%, a 659,50 iuanes ou US$ 103,57 (Bolsa de Dalian – China).

Criptomoedas

Bitcoin, +8,4% a US$ 51.283.

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