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Neoenergia reporta lucro líquido de R$1 bi no 2º tri, alta de 137%

Balanço trimestral

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Eletrobras: CGT Eletrosul encerra follow-on e levanta R$400 mi

A Neoenergia reportou lucro líquido de R$ 1.002 bilhão no segundo trimestre de 2021, alta de 137% ante os R$ 423 milhões obtidos em igual período do ano anterior, conforme relatório encaminhado ao mercado.

De acordo com o documento, no primeiro semestre de 2021 a companhia registrou lucro líquido de R$ 2.009 bilhões ante os R$ 999 milhões obtidos em igual período de 2020, alta de 101%.

O Ebitda (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) marcou R$ 2,3 bilhões, alta de 108% em relação ao mesmo período de 2020, quando obteve R$ 1.106 bilhão.

Já a receita financeira alcançou R$ 201 milhões no segundo trimestre de 2021 ante os R$ 120 milhões reportados em igual período de 2020, alta de 68%.

Na comparação semestral, a receita financeira marcou R$ 364 milhões no primeiro semestre de 2021 ante os R$ 253 milhões obtidos nos primeiros seis meses de 2020, alta de 44%.

Outro indicador importante, o Capex marcou R$ 1.702 bilhão no segundo trimestre de 2021 ante o R$ 1.368 bilhão relativo ao segundo trimestre de 2020, alta de 24%.

Neoenergia reporta lucro líquido de R$1 bi no 2º tri, alta de 137%

Neoenergia

Ainda de acordo com o relatório, o resultado financeiro consolidado foi de -R$ 426 milhões no segundo trimestre de 2021, pior em R$ 257 milhões ante o segundo trimestre de 2020, variação explicada, principalmente, pela maior despesa com encargos de dívida (R$ 284 milhões), em razão do aumento de 28% no saldo médio da dívida frente o segundo trimestre de 2020 devido às captações direcionadas para Capex de novos projetos de transmissão e eólicas, além das Distribuidoras (incluindo R$ 2,5 bilhões para o funding da CEB-D).

“Adicionalmente no período observamos aumento de 2,69 p.p. do IPCA (32% do endividamento atrelado ao indexador) e pelo aumento de 0,06 p.p. do CDI (60% do endividamento da companhia. No acumulado, o Resultado Financeiro foi de -R$ 808 milhões, pior em R$ 325 milhões vs. 6M20 pelos mesmos motivos do trimestre”, informou.

A Neoenergia está listada na bolsa brasileira (B3) sob o ticker NEOE3.

Veja o documento:

Neoenergia reporta lucro líquido de R$1 bi no 2º tri, alta de 137%

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Automobilística

Projeto de Lei visa criar CNH específica para dirigir carro automático

Condutor que fosse flagrado pilotando carro com câmbio manual receberia multa gravíssima e teria o carro apreendido. É o que determina o texto.

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Um Projeto de Lei (PL) prevê habilitação específica para condução exclusiva de carros automáticos. Dessa forma, o motorista poderia incluir essa condição na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O PL foi sugerido no Senado e aguarda a designação de um relator responsável.

Leia mais: SUV elétrico da Volvo no Brasil se assemelha a superesportivo

A proposta é de autoria do senador Eduardo Gomes (MDB-TO). De acordo com o texto, a pessoa poderia fazer a opção de dirigir apenas veículos automáticos.

Assim, o motorista com registro apenas para veículos automáticos não poderia pilotar carros com câmbio manual. Caso seja flagrado infringindo a regra, o ato acarretaria multa gravíssima e retenção do veículo. O automóvel seria liberado apenas para outro motorista com CNH própria para câmbio manual.

Alteração da Lei

O PL sugere, portanto, a alteração do Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503, de 1997). Só assim poderia ser possível a escolha de efetuar exame específico para obtenção da CNH. Contudo, o condutor poderia realizar nova prova para incluir a pilotagem de carros com câmbio manual.

Eduardo Gomes justifica que a legislação de trânsito precisa acompanhar a evolução tecnológica dos veículos. Ele assegura que o crescimento das vendas de carros com câmbio automático se dá a passos largos no Brasil.

O senador diz que esse mercado respondeu por 49% dos emplacamentos totais em 2018. No entanto, afirma o parlamentar, os exames de direção veicular são obrigatoriamente realizados em veículos com câmbio manual. É o que informou a Agência Senado.

“De fato, a condução de veículos equipados com câmbio manual requer maior destreza e habilidade, razão pela qual o Contran exige que o candidato realize as provas no modelo manual. No entanto, diante do fato de que enorme parcela dos condutores hoje dirige apenas veículos automáticos, não há razão para que o exame de direção veicular não acompanhe este cenário”, defende o senador na justificativa da matéria.

Apreciação na Câmara

Caso o texto seja aprovado pelo Senado, seguirá para avaliação da Câmara dos Deputados. Ao ser apreciados pelos parlamentares, o PL retornará para revisão dos senadores.

Se for aprovada sem alterações, a matéria seguirá para sanção presidencial. O projeto dá prazo de 180 dias, a partir da eventual sanção, para permitir que o Contran regulamente o tema. Além disso, o prazo também inclui os centros de formação de condutores, que devem se adaptar à determinação.

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Empresas

Uber exclui 1,6 mil motoristas por ‘cancelamentos excessivos’ de viagens

Empresa afirma que foram banidos apenas parceiros que “prejudicam intencionalmente o funcionamento da plataforma”.

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A Uber confirmou que baniu 1,6 mil motoristas parceiros nas últimas semanas por realizarem “cancelamentos excessivos ou para fins de fraude”. A declaração veio após uma denúncia da Amasp (Associação dos Motoristas de Aplicativos de São Paulo) de que a empresa teria excluído 15 mil trabalhadores do aplicativo.

Leia mais: Bolsonaro discute com ministro sobre como reduzir preço de combustíveis

“Foi uma exclusão sumária, o que deixou os motoristas em situação complicada. Nos termos de uso da plataforma, não há proibição à prática do cancelamento”, explicou ao G1 o presidente da Amasp, Eduardo Lima de Souza.

A empresa negou a informação e garantiu que foram banidos somente 1,6 mil profissionais. Segundo a companhia, o motivo seriam os cancelamentos excessivos, que vão contra as regras da plataforma.

“A Uber esclarece que não ‘excluiu mais de 15 mil motoristas’, como afirma a associação ouvida pela reportagem. São cerca de um milhão de motoristas e entregadores parceiros cadastrados na plataforma da Uber no Brasil, e apenas uma minoria, cerca de 0,16% do total, apresenta comportamentos que prejudicam intencionalmente o funcionamento da plataforma e atrapalham outros motoristas e usuários que apenas desejam gerar renda ou se deslocar”, afirmou em comunicado.

Reclamações

A decisão da empresa veio em resposta à diversas reclamações de usuários sobre a dificuldade de conseguir uma corrida em razão do cancelamentos recorrente. Os consumidores também estão insatisfeitos com o preço das viagens.

Os motoristas alegam que a prática visa evitar prejuízos, já que o aumento consecutivo nos preços dos combustíveis e a alta margem de lucro da Uber inviabilizam algumas corridas mais curtas.

A Uber conta atualmente com um milhão de motoristas, número muito acima dos 6 mil cadastrados quando a empresa chegou ao Brasil, há cerca de sete anos.

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Automobilística

SUVs crescem em vendas nos últimos 10 anos; Veja a lista dos mais vendidos

Conforto, maior espaço e distância maior do solo fazem destes modelos sucesso de vendas. Além disso, eles são visualmente mais atrativos.

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O gosto do brasileiro para carro tem mudado ao longo da última década. Os SUVs, por exemplo, foram o segmento que mais cresceu em comercialização, passando a integrar a lista dos modelos mais vendidos no país.

Leia mais: Ainda existe carro popular? Veículos de entrada já superam os R$ 60 mil

Fazendo um comparativo entre os anos de 2010 e 2020, o ranking dos carros mais desejados pelos consumidores mudou, tendo os SUVs recebido bastante destaque. Os motivos estão relacionados ao conforto, maior espaço e distância maior do solo que os carros desta categoria costumam oferecer. Além disso, os SUVs são visualmente mais atrativos.

Sendo assim, mesmo sendo mais caros em comparação aos hatches e os sedãs, os modelos mostram que vieram para ficar e conquistar de vez mais espaço entre o público.

Um exemplo disso são as grandes marcas, que deram um jeito de fazer parte do fenômeno dos SUVs. A Toyota, por exemplo, lançou em março o Toyota Corolla Cross, cujo modelo já vendeu mais de 20.171 unidades até o momento. Outro exemplo de sucesso é o Renault Sandero Stepway, hacth com vincos e visual ao estilo SUV.

Renault Sandero Stepway (Imagem: Divulgação)

Lista de 20 carros mais vendidos em 2010 e 2020

2010

  1. Volkswagen Gol: 293.762 unidades
  2. Fiat Uno: 229.300 unidades
  3. Chevrolet Celta: 155.169 unidades
  4. Volkswagen Fox/Cross Fox: 143.768 unidades
  5. Fiat Palio: 137.512 unidades
  6. Chevrolet Classic: 122.152 unidades
  7. Fiat Siena: 120.511 unidades
  8. Fiat Strada: 116.819 unidades
  9. Ford Fiesta: 90.941 unidades
  10. Ford Ka: 84.877 unidades
  11. Volkswagen Voyage: 82.703 unidades
  12. Renault Sandero: 68.827 unidades
  13. Chevrolet Agile: 67.727 unidades
  14. Chevrolet Prisma: 63.091 unidades
  15. Volkswagen Saveiro: 62.198 unidades
  16. Toyota Corolla: 55.018 unidades
  17. Chevrolet S10: 43.181 unidades
  18. Ford EcoSport: 43.037 unidades
  19. Honda Fit: 40.946 unidades
  20. Citroën C3: 39.930 unidades

2020

  1. Chevrolet Onix: 135.351 unidades
  2. Hyundai HB20: 86.548 unidades
  3. Chevrolet Onix Plus: 83.392 unidades
  4. Fiat Strada: 80.041 unidades
  5. VW Gol: 71.151 unidades
  6. Ford Ka: 67.491 unidades
  7. Fiat Argo: 65.937 unidades
  8. VW T-Cross: 60.119 unidades
  9. Jeep Renegade: 56.865 unidades
  10. Fiat Toro: 53.974 unidades
  11. Jeep Compass: 52.966 unidades
  12. Renault Kwid: 49.475 unidades
  13. Chevrolet Tracker: 49.372 unidades
  14. Hyundai Creta: 47.757 unidades
  15. Fiat Mobi: 46.617 unidades
  16. VW Polo: 41.863 unidades
  17. Toyota Corolla: 41.072 unidades
  18. Nissan Kicks: 36.433 unidades
  19. Honda HR-V: 32.511 unidades
  20. Toyota Hilux: 32.394 unidades

Por fim, no comparativo com 2021, a projeções apontam que a mudança será ainda maior. Isso porque em agosto, o top 10 de modelos de carros mais vendidos ficou bastante misto, sendo a presença dos SUVs algo extremamente marcante. Os hatches, por outro lado, estão saindo de cena e dando lugar a outras categorias.

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