Mercado de Trabalho
O presencial está de volta?
Especialistas estão avaliando as novas condições do mercado de trabalho, enquanto as empresas decidem qual formato é o mais adequado para o futuro de seus negócios.
Durante a pandemia da covid-19, muitas empresas optaram por conduzir seus projetos de forma totalmente remota. Após esse período, esse modelo passou a ser visto como o “novo normal”. Tamanha foi a confiança em relação a esse formato que algumas empresas até mesmo anunciaram planos de fechar seus escritórios.
No entanto, apesar de ter parecido uma ótima ideia no início, o tempo mostrou que o movimento está perdendo força e cada vez mais empresas estão retomando suas atividades presencialmente.
Então, apesar da flexibilização ser uma caraterística irreversível, é possível que vejamos uma mudança significativa em relação ao assunto.
Grandes empresas estão retomando o trabalho presencial
Nos últimos seis meses, empresas de renome, incluindo Google, Salesforce e Amazon implementaram políticas de reintegração ao ambiente de trabalho físico. Porém, isso não aconteceu apenas com empresas de peso.
De acordo com o LinkedIn Economic Graph, em fevereiro de 2022, 40% das vagas anunciavam que havia possibilidade de os profissionais trabalharem de forma remota, mas esse percentual caiu 25% no ano seguinte.
A busca por um aumento na eficiência tem sido a principal justificativa das empresas ao optarem por retomar as atividades presenciais em seus respectivos escritórios. Maria Eduarda Silveira, headhunter especializada em liderança, explica sobre as atuais mudanças no mercado corporativo.
“Quando vivemos em um cenário desafiador, é natural que algumas empresas pensem que trazer seus funcionários para dentro do escritório é uma medida que vai trazer o equilíbrio de forma mais rápida.”
Porém, segundo a especialista, é muito importante as empresas se perguntarem se a volta ao trabalho presencial faz realmente sentido no momento ou eles querem apenas se sentir sob o controle dos seus negócios. Ela ainda diz:
“Podemos ser mais criativos e buscar resolver problemas novos com soluções que ainda não existem. Estamos aprendendo a fazer isso.”
Sistema passa por uma revisão
Cristina Goldschimidt, professora da FGV e especialista em liderança e gestão, diz que as pesquisas sobre modelo de trabalho e produtividade ainda precisam passar por uma série de avaliações.
“Precisamos medir o impacto de cada modelo considerando o valor agregado de cada resultado produtivo. É importante entender os benefícios que o modelo remoto traz em cada tipo de trabalho.”
De acordo com uma pesquisa conduzida pela Universidade de Stanford, os principais obstáculos de um modelo de trabalho inteiramente remoto incluem desafios na comunicação, dificuldade em atingir níveis mais elevados de criatividade e uma redução na produtividade.

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