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O Real Digital: como a moeda digital do Brasil vai funcionar

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A economia brasileira receberá uma incrível novidade: nos próximos anos, uma versão muito diferente do nosso dinheiro deverá ser implementada para uso de todos. Estamos falando do Real Digital, que está sendo desenvolvido atualmente pelo Banco Central (BC).

Esse projeto já está em planejamento há alguns anos e, ao que parece, está na reta final de testes. Uma vez que todos os procedimentos de checagem necessários forem concluídos, esse novo dinheiro digital já poderá começar a circular.

Porém, não é preciso pânico: afinal, o seu Real físico que você guarda aí na carteira não irá perder o valor. A versão digital da nossa moeda nacional será apenas uma diversificação e modernização das unidades monetárias vigentes no Brasil.

Segundo diversos especialistas na área, essa mudança deve trazer inúmeros benefícios para a nossa economia, além de colocar o Brasil na vanguarda do processo de digitalização de ativos, uma tendência que muitos países de primeiro mundo também estão começando a aderir.

Como será o Real Digital?

Como dito anteriormente, o Real Digital nada mais será do que a alternativa digitalizada do tradicional Real físico que usamos no dia a dia. Essa versão será gerada em uma rede de blockchain de maneira semelhante ao que acontece com as criptomoedas, por exemplo.

Inclusive, esse processo de transformar um ativo físico em digital se chama tokenização, e é bom começar a se familiarizar com o termo, pois a tendência é que o ouçamos cada vez mais com o passar dos anos.

Atualmente, existem quatro moedas digitais ligadas a bancos centrais funcionando no mundo todo e mais algumas dezenas nos estágios de desenvolvimento. Aqui no Brasil, o responsável por desenvolver e fiscalizar o projeto é a nossa autarquia monetária máxima, ou seja, o Banco Central, e o Real Digital será muito parecido com uma stablecoin.

O nome é bastante estranho, não é? Mas não é difícil de entender o conceito. Stablecoins são criptomoedas que possuem paridade com ativos existentes no mundo real, como o dólar, que hoje é pareado com o Tether (USDT).

Dessa forma, elas costumam ser negociadas e usadas como representações virtuais de commodities ou moedas fiduciárias. Mas a principal diferença entre uma stablecoin e o Real Digital é que a segunda opção conta com garantias de paridade dadas pelo governo e uma autoridade financeira central.

Traduzindo para termos mais simples, existem garantias de que 1 Real Digital será sempre o equivalente a R$ 1,00, e isso só ocorre por conta de suas reservas próprias e das emissões feitas pela autarquia responsável por ele, ou seja, o Banco Central.

Bruna Machado, responsável pelas publicações produzidas pela empresa Trezeme Digital. Na Trezeme Digital, entendemos a importância de uma comunicação eficaz. Sabemos que cada palavra importa e, por isso, nos esforçamos para oferecer conteúdo que seja relevante, envolvente e personalizado para atender às suas necessidades. Contato: bruna.trezeme@gmail.com

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