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Economia

PLDO mantém meta de déficit zero para 2025

Diretrizes Orçamentárias.

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O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2025, encaminhado ao Congresso Nacional dia 15, adiou o compromisso da equipe econômica de eliminar o déficit primário do governo, mantendo a meta de resultado primário em zero para 2025, com uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB) para mais ou para menos.

Para os anos seguintes, o texto projeta um superávit de 0,25% do PIB em 2026, 0,5% em 2027 e 1% em 2028, com a mesma margem de tolerância. No entanto, devido a fatores como a diminuição de receitas extraordinárias e desafios políticos, o governo só prevê alcançar o superávit primário a partir de 2026.

Em termos absolutos, o PLDO estabelece que o resultado primário poderá variar entre um déficit de R$ 31 bilhões e um superávit de R$ 31 bilhões em 2025. Para os anos seguintes, os valores projetados são de um superávit de R$ 33,1 bilhões em 2026, variando de zero a R$ 66,2 bilhões, e de R$ 70,7 bilhões em 2027, com uma variação de R$ 35,3 bilhões a R$ 106 bilhões. Em 2028, a estimativa é de um superávit primário de R$ 150,7 bilhões, com uma faixa entre R$ 113 bilhões e R$ 188,4 bilhões.

Meta de déficit zero

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, havia antecipado que a meta de resultado primário para o próximo ano seria zero, buscando uma meta fiscal “factível” para 2025. O governo enfrenta desafios com o Congresso, incluindo questões como a manutenção de desonerações fiscais e o apoio a setores específicos da economia.

Além disso, o PLDO propõe revisões nos gastos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e nas indenizações do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) para os próximos anos, buscando uma economia total de R$ 37,3 bilhões. Também estabelece limites de despesas, com o governo federal podendo gastar até R$ 2,222 trilhões em 2025.

O projeto também inclui projeções econômicas, como um crescimento do PIB de 2,8% em 2025 e uma inflação pelo IPCA de 3,1%. As estimativas para a taxa Selic, a taxa de câmbio e o preço médio do barril de petróleo também estão detalhadas no texto enviado ao Congresso.

(Com Agência Brasil).

Redatora. Formada em Técnico Contábil e Graduada em Gestão Financeira. Contato: simonillalves@gmail.com.

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