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Economia

Preço do gás de cozinha chega a R$ 135, cinco vezes a inflação do ano

Conheça os motivos da alta no preço do GLP, que aumentou mais de cinco vezes a inflação acumulada em 2021.

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O aumento expressivo no preço dos combustíveis atinge especialmente o gás de cozinha, item essencial na preparação de alimentos. Alguns brasileiros tentam reduzir o consumo cozinhando refeições suficientes para vários dias, enquanto outras precisam apelar para meios prejudiciais, como lenha e álcool.

Veja também: Inscrições de bolsa estudante no valor de R$ 1.000 terminam nesta sexta, 17

O preço médio botijão de GLP de 13kg acumula alta de 30% em 2021, cinco vezes mais que a inflação registrada no mesmo período (5,67%). Os dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostram que o produto passou de R$ 75,29 no final de 2020 para R$ 96,89 na última semana, chegando a ser vendido a R$ 135 em alguns locais.

De acordo com André Braz, economista da FGV, o botijão de gás compromete, em média, 1,3% do orçamento familiar. Para as famílias de baixa renda, a porcentagem é ainda maior.

“Com o gás e as outras contas mais caras, a gente está economizando na alimentação. Cortamos muita coisa que a gente consumia, principalmente as carnes. Antes a gente levava os meninos para comer sanduíche fora pelo menos uma vez por mês, e hoje já não vamos mais”, relata Nayara Araújo, que ficou desempregada na pandemia.

Ela também reclama que mesmo esquentando a comida no forno micro-ondas e utilizando o fogão para cozinhar refeições para vários dias de uma só vez, um botijão ainda não é o suficiente.

“Mesmo com essas nossas economias, um botijão não dá para dois meses”, lamentou.

Qual o motivo da alta no preço do gás?

O aumento nos preços do gás tem vários motivos, já que o valor é composto pela margem da Petrobras, tributos federais (PIS/Pasep e Cofins) e estadual (ICMS), além do custo de distribuição e revenda.

Embora os tributos federais estejam zerados desde março, os outros componentes do preço pesam bastante no valor de revenda ao consumidor. É o caso do petróleo, que já subiu cerca de 40% desde o início do ano.

Outros vilões são a desvalorização do câmbio, o imposto estadual (ICMS) e os custos de produção e logística dos distribuidores. Confira na ilustração abaixo como é feita a composição dos preços:

Fonte: G1

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Empresas

EDP Brasil reporta lucro líquido de R$510,5 mi no 3º tri, alta de 70,3%

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado marcou R$ 753,9 milhões

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A EDP Brasil reportou lucro líquido de R$ 510,5 milhões no terceiro trimestre, alta de 70,3% ante igual período do ano anterior, conforme balanço encaminhado ao mercado.

De acordo com o documento, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização ajustado entre julho e setembro somou R$ 753,9 milhões, elevação de 30,1% na comparação com um ano antes.

Também disse que os segmentos de Distribuição e Transmissão foram os principais destaques do trimestre, e que o volume de energia distribuída apresentou aumento de 4,2% no trimestre em relação ao mesmo intervalo de 2020, em função da recuperação da atividade econômica e expansão do número de clientes.

E acrescentou que, paralelamente, o processo de reajuste tarifário da EDP Espírito Santo resultou no aumento de 9,75% na tarifa média para o consumidor e em uma alta de 46% da Parcela B.

EDP Brasil

Ainda de acordo com o balanço, na EDP São Paulo o reajuste tarifário aprovado promoveu uma elevação de 12,4% na tarifa média para o consumidor e um aumento de 32,6% na Parcela B. Mas, nesse caso, o evento ocorreu após o fechamento do terceiro trimestre, então sem impacto no trimestre avaliado.

Na Transmissão, os empreendimentos em operação apresentaram no trimestre RAP Líquida de 45,8 milhões de reais e Ebitda regulatório de 39,8 milhões de reais.

A companhia está na bolsa brasileira (B3) sob o ticker ENBR3.

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Economia

Após 2 meses em queda, confiança do consumidor sobe em outubro

Apesar disso, cenário ainda é de cautela, diz FGV.

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O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 1 ponto de setembro para outubro deste ano e interrompeu uma trajetória de dois meses em queda. Com o resultado, o indicador chegou a 76,3 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos.

Leia ainda: Combustíveis: ICMS com valor fixo vai reduzir o preço para os consumidores?

A alta foi influenciada principalmente pelo Índice de Expectativas, que mede a confiança do consumidor brasileiro no futuro. O subíndice subiu 1,3 ponto, atingindo 82,4 pontos em outubro, puxado pela melhora das perspectivas sobre a situação financeira familiar.

O Índice da Situação Atual, que mede a percepção do consumidor sobre o presente, variou 0,2 ponto e chegou a 69 pontos.

“Contudo, consumidores se mantêm cautelosos em relação a intenção de compra de bens duráveis. O aumento da incerteza, o aumento dos preços e a demanda represada por serviços na pandemia podem estar contribuindo para frear o consumo desses produtos”, disse a pesquisadora da FGV Viviane Seda Bittencourt.

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Empresas

TIM reporta lucro líquido normalizado de R$474 mi no 3º tri, alta de 21,4%

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização marcou R$ 2,167 bilhões

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A TIM reportou lucro líquido normalizado de R$ 474 milhões no terceiro trimestre de 2021, alta de 21,4% ante igual período do ano anterior.

De acordo com o balanço, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) marcou R$ 2,167 bilhões para o período de julho ao fim de setembro, crescimento de 4,5% na comparação anual.

A companhia pertence ao grupo Telecom Italia e terminou setembro com 51,6 milhões de clientes de telefonia móvel, incremento de cerca de 1% sobre um ano antes.

A companhia está na bolsa brasileira (B3) sob o ticker TIMS3.

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