Economia
Quais serão os impactos do acordo Mercosul-UE para os brasileiros?
Acordo Mercosul-UE tem avanço nas negociações e promete benefícios econômicos ao Brasil, apesar das resistências.
Após 25 anos de negociações, o Mercosul e a União Europeia anunciaram em Montevidéu, no Uruguai, a conclusão de um acordo técnico. Esse avanço é promissor para a economia brasileira, com potencial para beneficiar o consumidor local.
Contudo, ainda há etapas cruciais antes que o acordo se torne efetivo, como a aprovação pelo Conselho de Ministros e pelo Parlamento Europeu, ambos em Bruxelas, na Bélgica.
Apesar de celebrar o agronegócio brasileiro, a negociação enfrenta resistência, principalmente da França, preocupada com o impacto em seu setor agropecuário. Outros países, como Polônia, Itália, Países Baixos e Áustria, também compartilham dessas preocupações.
No entanto, o potencial de redução tarifária traz otimismo, podendo impactar positivamente diversos setores.
Benefícios econômicos e impactos no consumo
O acordo prevê a redução de tarifas de importação, abrangendo 91% dos bens importados da UE pelo Brasil e 95% dos bens brasileiros pela União Europeia.
Essa liberação tarifária pode trazer benefícios ao consumidor, com a redução nos preços de produtos importados, como azeites, queijos e vinhos, além de frutas de clima temperado.
Fernando Ribeiro, coordenador de estudos de comércio internacional do Ipea, destaca em entrevista à BBC que o principal efeito nos preços será indireto, ao baratear a produção nacional com a importação de máquinas e insumos.
Esse cenário pode favorecer, por exemplo, a indústria automotiva, desde que as montadoras europeias ajustem suas estratégias no Brasil.
Impacto no agronegócio e indústria
Estudos apontam um aumento acumulado de 0,46% na economia brasileira entre 2024 e 2040, com ganhos significativos no agronegócio, estimados em US$ 11 bilhões. Setores como carnes e óleos vegetais devem se destacar.
Já na indústria, projeções indicam perdas em áreas como veículos e têxteis, compensadas por crescimentos em calçados e celulose.
Proteções e salvaguardas no acordo
O governo brasileiro conseguiu negociar salvaguardas importantes para proteger setores vulneráveis.
Por exemplo: o acordo permite ao Brasil suspender ou reverter reduções tarifárias caso o aumento das importações afete a indústria automotiva nacional, uma estratégia para enfrentar a competição chinesa.
Essas proteções refletem uma tentativa de equilibrar o aumento das importações europeias com a promoção de investimentos locais.
O poder de compra do Estado poderá ser utilizado para estimular setores estratégicos, como o de tecnologia médica, dentro do Sistema Único de Saúde.
Um estudo do Ipea projeta que o crescimento das importações europeias substituirá em grande parte compras de outras regiões, como a China. Estima-se que o impacto geral na balança comercial brasileira será neutro, com as exportações para a UE aumentando em US$ 10 bilhões até 2040.
Assim, o acordo Mercosul-UE representa uma oportunidade significativa para o Brasil, desde que superadas as resistências internas e externas. A perspectiva de integração econômica pode fortalecer setores nacionais e promover um ambiente competitivo mais justo, contribuindo para o desenvolvimento econômico.

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