Economia
Quando o preço da gasolina vai cair? Confira o que dizem especialistas
Para especialistas, apenas a mudança na presidência da Petrobras não deve refletir nos preços do combustível para o consumidor. Alternativa seria a redução de impostos.
Os sucessivos aumentos no preço de combustíveis, principalmente da gasolina, vem pesando no bolso do consumidor nas últimas semanas. Por esse motivo, o presidente Jair Bolsonaro, que não concorda com os reajustes, decidiu trocar o comando da Petrobras e demitiu o presidente da petroleira, Roberto Castello Branco.
O resultado da interferência de Bolsonaro na estatal foi a perda de R$ 102,5 bilhões no seu valor de mercado em apenas dois dias. Mas afinal, a intervenção do presidente realmente poderá ajudar a reduzir o preço da gasolina?
Segundo especialistas, apenas a mudança na presidência da Petrobras não deve refletir nos preços do combustível para o consumidor. Para os economistas, é necessário que haja uma redução dos impostos dos combustíveis para que, consequentemente, os preços comecem a cair.
O imposto que mais pesa sobre os preços, principalmente da gasolina e do diesel, é o ICMS. Contudo, há uma impasse, uma vez que trata-se de um tributo estadual, e até 20% do ICMS arrecadado pelos governos estaduais vem justamente do combustível. Desta forma, a isenção do imposto impactaria diretamente os orçamentos dos estados, que em alguns casos poderiam sofrer perdas bilionárias.
Outro tributo incluído no valor cobrado nas bombas é o PIS/Cofins, que equivale a 42% do preço do combustível repassado para o consumidor final. Segundo o economista-chefe da Indosuez, Fábio Passos, a redução do ICMS seria uma opção para reduzir os preços. Contudo, ele acredita que não isso seja possível. “A gente tem estados em situação financeira muito pior do que outros e acho muito difícil algum acordo para a redução do ICMS”, disse.
O economista-chefe da Infinity, Jason Vieira, reforça que o novo presidente da Petrobras, general Joaquim Silva e Luna, não terá poder para alterar a política de preços da estatal, e a única opção seria baixar os impostos. O especialista acrescentou que os preços poderiam estar ainda mais altos. “A gasolina era para estar 15% mais cara. O petróleo está subindo, devido a um corte de produção, e ainda tem a alta do dólar”, explicou.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de redução dos preços de combustíveis, o Ministério de Minas e Energia destacou que “Os preços são definidos pelos agentes econômicos, em um ambiente competitivo. Não há qualquer tipo de tabelamento ou qualquer exigência de autorização oficial prévia para reajustes, seja aumento ou redução”.

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