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Retornos negativos dos fundos DI estão relacionados aos seis circuit breakers do ano

Retornos negativos dos fundos DI estão relacionados aos seis circuit breakers do ano

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O retorno negativo dos fundos DI em 2020 estão relacionados aos seis circuit breakers ocorridos este ano, segundo a XP Investimentos.

Os fundos DI, também denominados Fundos de Renda Fixa Referenciados DI, são fundos que aplicam no mínimo 95% do patrimônio nos títulos públicos federais do Tesouro Direto (atrelados ao CDI ou Selic) ou em títulos privados de baixo risco.

De acordo com a XP, o ano de 2020 tem sido de muito aprendizado nos mercados financeiros. Alguns eventos inéditos e outros que não eram vistos há muito tempo devem ficar na memória dos investidores.

“No mercado de ações, tivemos no mês de março o circuit breaker, evento que paralisa as negociações na bolsa quando se atinge uma queda de 10% no dia, e que não era visto desde o “Joesley Day”, em 2017. Esse ano não foi apenas um circuit breaker, foram seis em um intervalo de apenas 9 dias”, informou a gestora.

Fundos DI

Fundos DI: crédito privado

Já no mercado de crédito privado, disse, os meses de março e abril foram de muita tensão para investidores, que viam seus fundos, antes tidos como seguros e pouco voláteis, caírem até 7% devido a um movimento de marcação negativa nos papéis.

No mercado de commodities, vimos contratos futuros de petróleo sendo negociados a valores negativos.

“E agora, no mês de setembro, as LFTs (Tesouro Selic), ativos mais seguros do país, apresentaram rentabilidade negativa, algo que não acontecia desde o longínquo ano de 2002”, elencou.

O gráfico abaixo mostra o retorno mensal do IMA-S, índice calculado pela Anbima, composto pelo estoque de todas as LFTs que existem no mercado.

Retornos negativos dos fundos DI estão relacionados aos seis circuit breakers do ano

Entender as LFTs

Antes de explicar o movimento atual, é necessário entender que as LFTs são títulos de dívida emitidos pelo governo brasileiro e que, caso o emissor não dê calote, o investidor receberá no vencimento o retorno contratado na compra do título.

“É altamente improvável que o governo dê calote na dívida interna, pois no limite poderia imprimir mais dinheiro para pagar sua dívida, logo as LFTs (ou Tesouro Selic), continuam sendo o título de mais baixo risco que o investidor tem à disposição”, frisou.

Retorno negativo

De acordo com a XP, o Tesouro Selic é um título pós-fixado, cuja rentabilidade varia junto com a taxa Selic, minimizando o risco de mercado.

Porém, existe um pequeno prêmio (valor adicional pago sobre a taxa) atrelado ao preço que varia conforme a demanda pelos papéis.

E a variação desse prêmio pode trazer uma oscilação para os papéis. Historicamente, esse prêmio sempre foi bem baixo (no início do ano estava em 0,02%).

“Porém, com o aumento de gastos devido à pandemia do coronavírus, a situação fiscal já frágil no Brasil se deteriorou”. Ressaltou.

Retornos negativos dos fundos DI estão relacionados aos seis circuit breakers do ano

Conforme a gestora, esse cenário aumentou a necessidade do governo de se financiar. Por isso, o Tesouro Nacional realizou em 10 de setembro um megaleilão, colocando no mercado mais de R$ 46 bilhões de títulos públicos.

“Esse grande volume impactou negativamente as expectativas do mercado, mostrando que o governo precisava de mais recursos do que o esperado. Por isso, quem topava comprar as LFTs exigiu mais prêmio, que saiu de 0,03% no início de setembro para 0,09%.”

Esse movimento afetou a marcação a mercado dos papéis, que tiveram um retorno negativo no mês.

Retornos negativos dos fundos DI estão relacionados aos seis circuit breakers do ano

Fundos DI: recuperação

O mesmo desequilíbrio de oferta e demanda na negociação das LFTs que acarretou a desvalorização dos títulos pode levar também à recuperação.

“À medida que as condições de mercado se normalizem, é esperado que as LFTs passem pela retomada”, informou.

Uma analogia pode ser feita com os fundos de crédito privado nos meses de março e abril, quando sofreram quedas expressivas. No início da pandemia, o aumento da percepção de risco de crédito das empresas e, principalmente, a intensificação do fluxo de vendas dos títulos privados resultaram nos retornos negativos da classe.

“Desde então, os fundos têm tido uma recuperação forte, como pode ser verificado pelo índice Idex-CDI, composto pelas debêntures atreladas ao CDI e que nos traz uma boa referência desse mercado”, destacou.

Retornos negativos dos fundos DI estão relacionados aos seis circuit breakers do ano

Fundos DI: analogia

Nesta analogia, ilustrou a XP, a “empresa” é o governo brasileiro, que tem o melhor risco de crédito do país. O Brasil nunca deu calote em sua dívida pública e é altamente improvável que isso aconteça.

“Vale ressaltar que, dadas as LFTs que apresentaram retornos negativos, as perdas dos investidores só serão efetivamente realizadas ao serem resgatados os recursos. Em outras palavras, se carregados até o vencimento, os títulos apresentam o retorno da taxa Selic, independentemente dos solavancos que tiveram no meio do caminho”, disse.

E acrescentou: “desse modo, os investidores que mantiverem a calma e não resgatarem os recursos, sejam nas LFTs diretamente ou nos fundos DI, se beneficiarão quando as condições de mercado se normalizarem.”

Para a gestora, as LFTs e os fundos DI que investem apenas em LFTs continuam sendo os produtos que apresentam o menor risco de crédito do país e uma alternativa que confere liquidez diária para os investidores.

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Investimentos

Guide lista 15 empresas com os maiores potenciais de alta na Bolsa em janeiro

Setores de turismo, varejo, farmácia, construção civil e frigoríficos estão na lista de ações potenciais para o primeiro mês do ano da Bolsa.

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Investimentos

A Guide Investimentos compilou 15 ações com potencial de alta na Bolsa em janeiro. Com avaliações dos analistas setoriais de diversas instituições financeiras, a corretora localizou as empresas que devem ganhar destaque neste mês.

Segundo dados divulgados, o mercado financeiro faz uma análise positiva sobre a CVC Brasil (CVCB3), proveniente de um segmento afetado pela pandemia do novo coronavírus. Tudo indica que a ação possa crescer 96%.

Algumas companhias que abriram capital na Bolsa no ano passado se configuram na lista de ações com maior indicativo de alta.

As novatas d1000 (DMVF3), 3R Petroleum (RRRP3), Lavvi (LAVV3) e Plano & Plano (PLPL3) foram incluídas na lista e chance de valorização é de mais de 40%. No ramo varejista, Lojas Americanas (LAME4) e Lojas Marisa (AMAR3) o representa. Demais setores, como construção civil, farmácia e frigoríficos estão em evidência.

Confira a lista das 15 ações com potencial de alta em janeiro:

Empresa Preço-Alvo Mercado Potencial de Valorização Mercado Preço-Alvo Guide
CVC Brasil (CVCB3) R$ 39 96% R$ 28
d1000 (DMVF3) R$ 22,50 86% R$ 14
Plano & Plano (PLP3) R$ 12,55 78% R$ 10
Tecnisa (TCSA3) R$ 15,55 68% R$ 11
Lojas Marisa (AMAR3) R$ 10,10 66% R$ 10
Helbor (HBOR3) R$ 17,67 63% R$ 17,50
Minerva (BEEF3) R$ 15,28 57% R$ 12
Moura Dubeux (MDNE3) R$ 15,67 57% R$ 15
Panvel (PNVL3) R$ 34,33 51% R$ 26
3R Petroleum (RRRP3) R$ 53 50% R$ 50
Lojas Americanas (LAME4) R$ 36,22 49% R$ 28
Lavvi (LAVV3) R$ 12,80 46% R$ 8,50
Eletrobras (ELET6) R$ 50,17 45% R$ 40
JBS (JBSS3) R$ 35,36 45% R$ 28
Cogna (COGN3) R$ 6,82 43% R$ 9

Fonte: Money Times.

As informações foram alcançadas por meio da Bloomberg e tendo como base os preços de fechamento de 15 de janeiro de 2021. O levantamento desconsiderou empresas com números inferiores a três coberturas ou cujas análises sejam antigas.

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Investimentos

14 ações que estão negociando abaixo do seu valor patrimonial

Com P/VPA inferior a 1, ações custam menos na Bolsa do que o patrimônio líquido de empresas. Essas possuem recomendações neutra e de compra.

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Ações

A Guide Investimentos reuniu 14 ações da Bolsa com negociação inferior ao seu valor de patrimônio. Em outras palavras, quando o Preço sobre Valor Patrimonial da Ação (P/VPA) representa menos de 1, indica que a companhia tem valor na Bolsa inferior ao seu patrimônio líquido. O analista responsável pelo relatório, Luis Sales, destaca ser essa uma oportunidade para quem está investindo.

“Em momentos de crises muito graves, por exemplo, diversas empresas são negociadas abaixo do valor patrimonial devido à aversão generalizada dos investidores ao risco”, disse.

Em paralelo, o P/VPA abaixo de 1 também pode representar que o mercado está com o pé atrás quanto àquela ação.

Confira as empresas com ações abaixo de seu valor patrimonial:

Empresa P/VPA Preço (15/01)  Preço-alvo  Potencial de valorização Recomendação
Embraer 0,44x R$ 9,52 R$ 13 37% Compra
Cogna 0,52x R$ 4,76 R$ 9 89% Compra
Valid 0,57x R$ 9,41 R$ 12 28% Neutra
Iochpe 0,61x R$ 15,40 R$ 20 30% Compra
Banrisul 0,70x R$ 14,37 R$ 18 25% Compra
Eletrobras 0,72x R$ 34,58 R$ 40 16% Compra
brMalls 0,74x R$ 9,28 R$ 13,35 44% Compra
Gafisa 0,80x R$ 4,18 Neutra
BMG 0,81x R$ 5,61 R$ 8,00 43% Neutra
ABC 0,83x R$ 16,14 R$ 19,00 18% Compra
Tecnisa 0,84x R$ 9,24 R$ 11,00 19% Neutra
Banco do Brasil 0,86x R$ 36,30 R$ 45,00 24% Compra
Copasa 0,89x R$ 16,71 R$ 17,00 2% Compra
Copel 0,90x R$ 66,01 R$ 75,00 14% Neutra

Fonte: MoneyTimes.

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Ações, Units e ETF's

Itaúsa (ITSA4) paga R$ 0,02 por ação em juros sobre o capital próprio adicionais até abril

Considerando a retenção de 15% do Imposto de Renda na fonte, o valor pago por ação passará a ser de R$ 0,01768.

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Itaúsa

O Conselho de Administração da Itaúsa (ITSA4) comunicou na última segunda-feira, 18, em fato relevante, que foi aprovada a declaração de juros sobre o capital próprio adicionais no valor de R$ 0,0208 por ação. De acordo com o documento, os valores serão repassados aos acionistas até o dia 30 de abril de 2021.

Vale destacar que, considerando a retenção de 15% do Imposto de Renda na fonte, o valor pago por ação passará a ser de R$ 0,01768, exceto para acionistas pessoas jurídicas comprovadamente imunes ou isentos. Ademais, esse valor será pago com base na posição final acionária final de 22 de janeiro, e a partir do dia seguinte (23 de janeiro), as ações serão negociadas como “ex-JCPs” (Juros sobre Capital Próprio).

A Itaúsa é a holding que controla o Banco Itaú. Entre seus principais investimentos, além do próprio Itaú Unibanco, que representa 90% de seus ativos, estão aplicações em empresas de produção de madeira e papel, calçados, transporte de gás natural, entre outras.

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