Economia
Salário mínimo em 2025 já tem valor definido; confira o reajuste
Medida que prevê o valor do aumento do salário mínimo gera debate sobre impactos econômicos e sociais.
Após muita especulação sobre o tema, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá assinar nos próximos dias um decreto que eleva o salário mínimo para R$ 1.518, conforme informações reveladas por fontes do governo. Esta correção entrará em vigor em janeiro, com o pagamento previsto para fevereiro de 2025.
A decisão vem no rastro de uma nova fórmula de cálculo aprovada pelo Congresso que gerou controvérsia.
A mudança implica uma perda mensal de R$ 10 para trabalhadores, aposentados e pensionistas se comparada à fórmula anterior. A equipe econômica propôs essa limitação para conter gastos públicos.
Atualmente, o salário mínimo está fixado em R$ 1.412. Caso o novo valor seja efetivado, o reajuste será de R$ 106, representando um aumento de 7,5%. Enquanto isso, a confirmação oficial dependerá da publicação do decreto presidencial, que é esperada até o final do ano.
Novo cálculo e impacto econômico
A fórmula recém-estabelecida para o reajuste do salário mínimo considera a inflação, medida pelo INPC em doze meses até novembro, e o crescimento do PIB de dois anos anteriores, limitado a 2,5%.
O método substitui o anterior, que não impunha tal limitação, o que elevaria o mínimo para R$ 1.528.
O governo estima uma economia significativa devido ao novo cálculo. A cada R$ 1 elevado no salário mínimo, são acrescentados cerca de R$ 392 milhões aos gastos públicos.
Segundo dados divulgados pelo Dieese, o salário mínimo é um parâmetro crucial para 59,3 milhões de pessoas no Brasil. Além de afetar salários de trabalhadores, ele impacta diretamente aposentadorias e benefícios como o BPC, que não podem ser inferiores ao mínimo.
Com a proposta atual, espera-se preservar R$ 110 bilhões em despesas com aposentadorias e benefícios até 2030.
Possíveis efeitos na economia
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) alerta que a restrição ao aumento real pode impactar negativamente o consumo, um motor vital da economia.
Com menos dinheiro disponível, a tendência é uma redução na compra de bens e serviços, potencialmente desacelerando o crescimento econômico.
O novo cenário econômico proposto pelo governo busca equilibrar as contas públicas, mas levanta preocupações sobre o poder de compra da população e suas consequências sobre a economia nacional. Por isso, os impactos desse reajuste no salário mínimo prometem se prolongar.

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