Saúde
Tomou café e nada? o mistério dos imunes ao poder da cafeína
Geralmente o café é associado a energia, por isso sempre se recomenda evitá-lo à noite. Porém, ele reage de maneiras distintas em cada pessoa, devido aos genes do seu corpo.
A cafeína é uma substância estimulante natural encontrada em café, chá, refrigerantes e outros produtos. A cafeína atua como estimulante do sistema nervoso central, proporcionando maior alerta e concentração.
Ela pode combater a sensação de cansaço e melhorar o estado de alerta, tornando-se uma escolha popular para combater a sonolência. Em excesso, a cafeína pode causar ansiedade, insônia, dores de cabeça e palpitações.
O consumo de café à noite pode ter impactos na qualidade do sono de algumas pessoas, devido à cafeína, um estimulante presente no café.
Porém, a tolerância à cafeína varia de pessoa para pessoa. Algumas pessoas podem ser mais sensíveis e sentir os efeitos mesmo com pequenas quantidades, enquanto outras podem consumir café à noite sem problemas.
Tudo isso tem uma explicação, veja!
A sensibilidade à cafeína está fortemente ligada a um gene específico, o CYP1A2, que controla uma enzima responsável por metabolizar e eliminar a cafeína do corpo.
Existem diferentes variantes desse gene que afetam a rapidez com que uma pessoa metaboliza a cafeína.
Cerca de metade das pessoas são “metabolizadores rápidos” de cafeína, graças a terem duas cópias da variante rápida do CYP1A2; outros 40% têm uma única cópia e são “metabolizadores lentos”; enquanto 10% não possuem cópias, sendo considerados “ultralentos”.
A cafeína tem uma meia-vida estimada de duas a 8 horas, o que significa que, dependendo do seu metabolismo, pode levar de duas a oito horas para eliminar metade da cafeína do seu sistema.
No entanto, a sensação de efeitos da cafeína ao consumir café ou bebidas cafeinadas também é influenciada por outros fatores, além da velocidade do metabolismo.
A cafeína exerce seu efeito ligando-se aos receptores de adenosina no cérebro, que desempenham um papel na regulação da necessidade de sono.
Ao fazer isso, a cafeína impede a ativação desses receptores, o que leva a um estado de alerta. A quantidade de receptores de adenosina em seu cérebro é influenciada por fatores genéticos e pelo consumo regular de cafeína.
Por exemplo, se você é um grande consumidor de café e seus receptores de adenosina estão constantemente bloqueados, o corpo reage criando mais desses receptores.
Como resultado, você pode desenvolver uma tolerância à cafeína, o que significa que precisa de mais cafeína para obter o mesmo efeito de alerta. Isso ilustra como a genética e os hábitos de consumo influenciam a forma como a cafeína afeta o seu corpo.
Genética
A sensibilidade à cafeína está fortemente relacionada à genética, particularmente ao gene CYP1A2, que controla a metabolização da cafeína no corpo.
Algumas pessoas têm naturalmente mais receptores de adenosina, tornando-as menos sensíveis à cafeína. Além disso, a genética também influencia a preferência pelo sabor do café.
Metabolizadores lentos que consomem muito café podem enfrentar um risco aumentado de ataque cardíaco, hipertensão e doenças renais.
Os metabolizadores rápidos, por outro lado, parecem metabolizar a cafeína mais rapidamente, o que pode evitar esses riscos.
Surpreendentemente, nos exercícios, os metabolizadores rápidos tendem a se beneficiar mais da cafeína, experimentando um aumento no desempenho em comparação aos metabolizadores lentos.
Entender seu status genético CYP1A2 pode ser valioso, e alguns serviços de teste genético podem fornecer essa informação.
No entanto, os efeitos da cafeína também são influenciados por fatores como uso de contraceptivos orais, tabagismo e condições como o TDAH, que podem reagir de maneira única à cafeína. Portanto, a sensibilidade à cafeína pode variar significativamente de pessoa para pessoa.

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