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Economia

Venda da Amil pela UHG acirra disputa por controle de empresa nacional

Com uma carteira com 5,7 mi de usuários, companhia brasileira é alvo da Rede D’Or e de fundadores

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Crédito: Meu Emprego Novo

Com a sinalização da gigante estadunidense UnitedHealth Group (UHG), de que pretende negociar o controle da Amil, está aberta a competição do mercado pelo ‘filão’ de 5,7 milhões de usuários da companhia brasileira, cobiçada por grandes grupos do setor de saúde do país (como Sul América e Bradesco Seguros), mas com disputa mais acirrada envolvendo a Rede D’Or (dona dos hospitais São Luís), e a família Bueno, pertencente aos fundadores da Amil.

Contagem regressiva – A contagem regressiva foi acionada quando a UHG anunciou o repasse da carteira de planos individuais da Amil para a APS, como primeiro passo para a redução expressiva de suas operações no Brasil, dez anos depois de ter adquirido a companhia nacional, numa transação de R$ 10 bilhões.

Tentativas de revitalização – Na verdade, a saída do negócio pela UHG ocorre após diversas tentativas de revitalização e reestruturação da empresa, desde 2012, que incluiu cortes de pessoal e troca de executivos. Nem mesmo a expertise da empresa de tecnologia em saúde, Optum – sucesso nos EUA – foi suficiente para levantar a Amil.

Avaliação de US$ 445 bi – Nos Estados Unidos, a UHG respondeu, no terceiro trimestre do ano passado (3T21) por um faturamento anual de US$ 4 bilhões, ao passo que sua avaliação na bolsa americana chega a US$ 445 bilhões.

Planos individuais – No cerne do problema, a impossibilidade de reverter o prejuízo da carteira de planos individuais da Amil, quando a maior parte das operadoras do setor tem optado por planos corporativos. A situação se agravou, a ponto de 370 mil clientes da companhia brasileira terem sido transferidos, sem maiores explicações, para a APS Assistência Personalizada à Saúde, o que levou muitos usuários a pedir maiores esclarecimentos ao Procon, naquela oportunidade.

‘Panos quentes’ – Para acalmar maiores resistências e evitar questionamentos judiciais na época, a UHG esclareceu “que nada mudaria para os beneficiários, que continuariam sendo atendidos pela mesma rede credenciada, amparados pelas mesmas condições das prestações de serviços contratadas, com os mesmos valores de mensalidades e sob as mesmas regras da agência reguladora”.

Participação minoritária – Com planos de manter uma participação minoritária na Amil, a UHG contratou o BTG Pactual para preparar a saída do negócio. De acordo com o seu site, a empresa brasileira, além do contingente de beneficiários citados, possui 7,4 mil laboratórios, 19,5 mil colaboradores e 19,7 mil médicos conveniados, assim como 15 unidades hospitalares e 1,2 mil hospitais credenciados à sua rede.

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