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Volkswagen faz novos reajustes de preços e Gol ultrapassa R$ 88 mil

Um dos carros mais populares do Brasil está com preço de utilitário. O valor da versão mais completa do VW Gol já custa quase R$ 90 mil.

Entre os carros novos (0 km), um dos que mais encareceu nos últimos meses foi o Volkswagen Gol. O valor do hatch, que é um dos mais tradicionais do Brasil, chegou a mais de R$ 88 mil.

A versão 1.6 flex, com câmbio automático de seis marchas custa, hoje, R$ 88.630, para ser exato. A última atualização dos preços mostrou que o Gol ficou R$ 2.110 mais caro nessa última elevação.

O irmão sedã do Gol foi outro que também enfrentou vários reajustes. Com isso, o Voyage saiu de R$ 85.250 para mais de R$ 89 mil.

É importante destacar que boa parte do valor desses carros completos se deve ao kit Urban. Nele, a Volks oferece diversos itens tecnológicos para o consumidor.

Novo GOL custa R$ 88mil

Novo GOL custa R$ 88mil

VW Polo e Virtus perdem central multimídia, mas ficam mais caros

Crise no mercado de semicondutores fez montadora retirar central multimídia da lista de itens de série. Equipamento pode ser comprado à parte.

A versão de entrada do Volkswagen Nivus não conta com a central multimídia de série. Contudo, essa atitude não é novidade na Volks. O Fox também teve o item retirado de sua lista de equipamentos. Isso se deve à crise no setor de semicondutores, além de baratear o custo de produção.

Porém, caso o comprador faça questão de ter o Composition Touch (central), existe um jeito. A forma é pagar por ela, já que o item é vendido à parte pelo valor de R$ 1.830.

E se quiser mais recursos, tamanho maior e mais sofisticação, a opção pode ser o VW Play. Este, por sua vez, pode ser comprado por R$ 4.580 a mais no valor do automóvel.

Encarecimento

De acordo com a Volks, a maior parte dos clientes optam por trocar o Composition Touch pelo VW Play. Por isso, decidiu deixar o cliente escolher antes da compra.

Até aí tudo bem, porém isso não afetou o preço do carro. Pelo contrário, o Nivus ficou ainda mais caro, por exemplo. Mesmo sem a central multimídia de série, o modelo 2022 está R$ 2.9 mil mais caro que o de 2021.

No caso do VW Polo, houve redução de R$ 120 no valor do 1.0 MPI. O preço passou de R$ 67.790 para R$ 67.670. Porém, as demais versões aumentaram: o 1.0 MSI foi de R$ 79.090 para R$ 79.270, alta de R$ 180. O valor acrescido é o mesmo da versão automática, que custa R$ 80.370.

Fox fora de linha

A Volkswagen deve descontinuar a produção do Fox, que atualmente demonstra venda decadente. O modelo, inclusive, já poderia ter sido deixado para trás há algum tempo, junto com o Spacefox em 2019.

Vale destacar que na Argentina, por exemplo, o Fox já deixou o mercado. No Brasil, a expectativa é a de que o modelo 2022 seja o último de sua era. O valor do Fox atualmente está entre R$ 60 mil e R$ 70 mil.

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Quer comprar ou investir em ouro? Aqui está tudo que você precisar saber

Comprar ou investir em ouro pode fazer você se sentir como um membro da realeza, mas pode ser complicado e nem sempre lucrativo.

Quando os tempos econômicos ficam difíceis ou o mercado de ações parece agitado demais, os investidores costumam investir em ouro como um porto seguro. Com a inflação em alta e o mercado de ações oscilando em torno de máximos históricos, alguns investidores estão procurando um ativo seguro que tenha um histórico comprovado de ganhos, que é o ouro.

Os poupadores e investidores gostam de ouro por muitos motivos. O metal tem atributos que fazem da commodity um bom contraponto aos títulos tradicionais, como ações e títulos. Eles percebem o ouro como uma reserva de valor, embora seja um ativo que não produz fluxo de caixa.

Alguns vêem o ouro como uma proteção contra a inflação, pois temem que as ações do Banco Central para estimular a economia – como taxas de juros próximas a zero – e os gastos do governo, possam aumentar a inflação.

Aqui estão cinco maneiras diferentes de investir em ouro e alguns dos riscos que vêm com cada uma.

  1. Barras de ouro

Uma das maneiras mais satisfatórias do ponto de vista emocional de possuir ouro é comprá-lo em barras ou moedas. Você terá a satisfação de olhar para ele e tocá-lo, mas a propriedade também apresenta sérias desvantagens. Mesmo se você possuir mais do que apenas um pouco. Uma das maiores desvantagens é provavelmente a necessidade de guardar o ouro físico em um local seguro.

Para obter lucro, os proprietários de ouro físico dependem totalmente do aumento do preço da mercadoria. Isso é diferente em contraste com os proprietários de uma empresa, onde a empresa pode produzir mais ouro e, portanto, ter mais lucro, aumentando seu investimento.

Você pode comprar barras de ouro de várias maneiras. Existem revendedores físicos e online e até mesmo colecionadores locais. Uma loja de penhores também pode vender ouro. Observe o preço à vista do ouro ao comprar, para poder fazer um negócio justo. Você pode fazer transações em barras em vez de moedas, porque provavelmente pagará um preço pelo valor de colecionador de uma moeda, e não pelo seu conteúdo em ouro.

O maior risco é que alguém possa fisicamente tirar o ouro de você, se você não mantiver seus bens protegidos. O segundo maior risco ocorre se você precisar vender seu ouro. Pode ser difícil receber o valor total de mercado de seus ativos. Especialmente se forem moedas e você precisar do dinheiro rapidamente. Portanto, você pode ter que se contentar em vender suas participações por muito menos do que elas valem.

  1. Ouro Futuro

O ouro futuro é uma boa maneira de especular sobre a alta (ou baixa) do preço do ouro. Você pode até receber a entrega física do ouro, se quiser, embora não seja isso que motive os especuladores.

A maior vantagem de usar futuros para investir em ouro é a imensa quantidade de alavancagem que você pode usar. Em outras palavras, você pode possuir muitos futuros de ouro por uma quantia relativamente pequena. Se os futuros de ouro se moverem na direção que você pensa, você pode ganhar muito dinheiro muito rapidamente.

Melhores investimentos em ouro

Melhores investimentos em ouro

Riscos: No entanto, a alavancagem para investidores em ouro futuro corta para os dois lados. Se o ouro se mover contra você, você será forçado a colocar somas substanciais de dinheiro para manter o contrato ou o corretor fechará a posição. Portanto, embora o mercado de futuros permita que você ganhe muito dinheiro, você pode perdê-lo com a mesma rapidez.

Em geral, o mercado de futuros é para investidores sofisticados e você precisará de uma corretora que permita a negociação de futuros, já que nem todas as principais corretoras oferecem esse serviço.

  1. ETFs

Se você não quer o incômodo de possuir ouro físico, uma ótima alternativa é comprar um ETF que monitore a mercadoria. Três dos maiores ETFs mundiais incluem SPDR Gold Shares (GLD), iShares Gold Trust (IAU) e Aberdeen Standard Gold Shares ETF (SGOL). Os objetivos de ETFs como esses é igualar o desempenho do ouro menos a taxa de despesa anual.

Os índices de despesas sobre os fundos acima são de apenas 0,4 por cento, 0,25 por cento e 0,17 por cento, respectivamente, em julho de 2021. No Brasil, o ETF mais conhecido é o GOLD11.

O outro grande benefício de possuir um ETF sobre o ouro é que ele é intercambiável facilmente por dinheiro a preço de mercado. Você pode negociar o fundo em qualquer dia em que o mercado estiver aberto para o preço em vigor. Portanto, os ETFs de ouro são mais líquidos do que o ouro físico e você pode negociá-los no conforto da sua casa.

Riscos: os ETFs oferecem exposição ao preço do ouro, portanto, se ele subir ou cair, o fundo deve ter um desempenho semelhante. Como as ações, o ouro às vezes também pode ser volátil. Embora esses ETFs possuam ouro físico, eles permitem que você evite o maior risco de possuir a mercadoria física: a falta de liquidez e a dificuldade de obter o valor total de seus ativos.

  1. Ações de mineradoras de ouro

Outra forma de tirar vantagem do aumento dos preços do ouro é possuir ações de mineradoras que produzem o material.
De certa forma, essa pode ser a melhor alternativa para os investidores, porque eles podem lucrar de mais de uma maneira com o ouro. Primeiro, se o ouro aumenta, os lucros do mineiro também aumentam. Em segundo lugar, o minerador tem a capacidade de aumentar a produção ao longo do tempo, dando um efeito de golpe duplo.

Portanto, você tem duas maneiras de ganhar, isso é melhor do que depender apenas do aumento do preço do ouro para impulsionar seu investimento.

Riscos: se você estiver investindo em ações individuais, precisará entender o negócio com cuidado. Existem várias mineradoras extremamente arriscadas por aí, então você deve ter cuidado ao selecionar um player comprovado no setor. Provavelmente, é melhor evitar pequenos mineradores e aqueles que ainda não têm uma mina produtiva. Finalmente, como todas as ações, as ações de mineração podem ter preços voláteis.

  1. ETFs que possuem ações de mineração

Não quer cavar muito em empresas de ouro? Então, comprar um ETF pode fazer muito sentido. Os ETFs de mineração de ouro darão a você exposição aos maiores mineradores de ouro do mercado. Uma vez que esses fundos são diversificados neste setor, você não será muito prejudicado pelo desempenho inferior de uma única mineradora.

Os maiores fundos neste setor incluem o ETF VanEck Vectors Gold Miners (GDX), o ETF VanEck Vectors Junior Miners (GDXJ) e o ETF iShares MSCI Global Gold Miners (RING). Os índices de despesas sobre esses fundos são 0,51%, 0,52% e 0,39%, respectivamente, em julho de 2021. Esses fundos oferecem as vantagens de possuir mineradores individuais com a segurança da diversificação.

Riscos: Embora o ETF diversificado proteja você contra o mau desempenho de qualquer empresa, ele não o protegerá contra algo que afete toda a indústria, como preços baixos sustentados do ouro. E tenha cuidado ao selecionar seu fundo. Nem todos os fundos são criados iguais. Alguns fundos estabelecem mineradoras grandes, enquanto outros têm mineradoras pouco conhecidas, que são mais arriscadas.

Por que os investidores gostam de ouro

“O ouro tem um histórico comprovado de retornos, liquidez e baixas correlações, o que o torna um diversificador altamente eficaz”, disse Juan Carlos Artigas, diretor de pesquisa de investimentos do World Gold Council.

Essas qualidades são especialmente importantes para os investidores:

Retorno: o ouro superou as ações e títulos em certos períodos, embora nem sempre os supere.

Liquidez: se você está comprando certos tipos de ativos baseados em ouro, pode convertê-los prontamente em dinheiro.

Correlações baixas: o ouro geralmente tem um desempenho diferente de ações e títulos, ou seja, quando eles sobem, o ouro pode cair ou vice-versa.

Além disso, o ouro oferece outras vantagens potenciais:

Diversificação: Como o ouro não está altamente correlacionado com outros ativos, ele pode ajudar a diversificar as carteiras, tornando-as menos arriscadas.

Reserva de valor defensiva: os investidores geralmente se refugiam no ouro quando percebem ameaças à economia, tornando-o um investimento defensivo.

Esses são alguns dos principais benefícios do ouro, mas o investimento – como todos os investimentos – não é isento de riscos e desvantagens.

Embora o ouro às vezes tenha um bom desempenho, nem sempre é claro quando comprá-lo. Como o ouro por si só não produz fluxo de caixa, é difícil determinar quando está barato. Não é o caso das ações, onde há sinais mais claros com base nos resultados da empresa.

Além disso, como o ouro não produz fluxo de caixa, para lucrar com o ouro, os investidores devem contar com outra pessoa pagando mais pelo metal do que eles. Em contraste, os proprietários de um negócio – como uma mineradora de ouro – podem lucrar não apenas com o aumento do preço do ouro, mas também com o aumento de seus ganhos no negócio. Portanto, existem várias maneiras de investir e ganhar com ouro.

Vale a pena investir em ouro?

Investir em ouro não é para todos, e alguns investidores continuam apostando em negócios com fluxo de caixa, em vez de depender de outra pessoa para pagar mais pelo metal brilhante.

Essa é uma das razões pelas quais investidores lendários como Warren Buffett alertam contra o investimento em ouro e, em vez disso, defendem a compra de empresas com fluxo de caixa. Além disso, é simples possuir ações ou fundos, e eles são altamente líquidos, para que você possa converter rapidamente sua posição em dinheiro, se necessário.

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Perfis

Rubens Menin: trajetória do cofundador da MRV Engenharia, dono do Inter e da CNN Brasil

De “patinho feio” para negócios bilionários no setor da construção, conheça a história do bilionário Rubens Menin e entenda como ele conseguiu esse feito.

Rubens Menin

Perfil de Rubens Menin

Nome completo: Rubens Menin Teixeira de Souza
Ocupação: Engenheiro e empresário
Local de nascimento: Belo Horizonte, Minas Gerais
Data de nascimento: 12 de março 1956
Fortuna: R$ 6,4 bilhões  (*Forbes 2020)

Rubens Menin é co-fundador e presidente da MRV Engenharia, além de estar no comando do Banco Inter, CNN Brasil, Abrainc, Log Commercial Properties e Urbamais Desenvolvimento Urbano. Dessa forma, tem bastante reconhecimento nas áreas em que atua.

Leia ainda: Conheça a história de Salim Mattar, o cofundador da rede Localiza

Gostaria de saber mais sobre esse grande empresário? Siga a leitura desse artigo e saiba como ele se tornou um bilionário de sucesso!

Quem é Rubens Menin

Rubens Menin Teixeira de Souza é um brasileiro, nascido em Belo Horizonte, estado de Minas Gerais, em 12 de março de 1956.

De infância tranquila, filho de Geraldo Teixeira de Sousa e Maura Menin, Rubens Menin começou aos 23 anos a sua carreira de sucesso ao fundar, juntamente com alguns sócios da família, a MRV Engenharia, nos anos 70.

Torcedor apaixonado pelo Atlético Mineiro e patrocinador esportivo, além de engenheiro civil e empresário. Características essas que servem para descrever bem o bilionário Menin.

Ao se formar na faculdade de Engenharia Civil, Rubens decidiu trabalhar em um setor que não tinha reconhecimento pelas construtoras famosas da época. Ele decidiu trabalhar com moradias para a população de menor poder aquisitivo.

O mesmo admitiu em palestra que esse ramo, naquela época, era o “patinho feio” da construção civil.

E, de fato, os primeiros anos de funcionamento da MRV não foram muito gratificantes, pois, na mesma época, o Brasil passava por um período de crises financeiras nacionais e internacionais.

Mediante isso, os recursos de financiamento para imóveis eram muito escassos, corroborando assim para o atraso do sucesso que viria anos depois.

Como tudo começou

Desde quando terminou o seu Ensino Médio, Menin já estava encaminhado para que curso prestaria vestibular, pois ao vir de uma família tradicional no ramo da Engenharia, o caminho dele não seria tão destoante.

Roberto concluiu sua graduação em Engenharia Civil na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aos 22 anos, mas sua experiência no segmento iniciou aos 18 anos, na Rua dos Maçaricos, endereço da zona norte de BH onde morava com a família.

Ainda jovem, surgiu a ideia de ter uma construtora voltada para a população mais pobre, ao trabalhar como estagiário numa empresa que supervisionava obras nas zonas periféricas de Belo Horizonte.

Com ajuda de seus pais e de dois primos, Menin fez uma casa simples. Anos depois fundou-se a MRV, juntamente com seu primo Mário Lúcio Pinheiro Menin e a construtora Vega Engenharia Ltda.

História MRV Engenharia

MRV entrega primeiros imóveis em Belo Horizonte, Minas Gerais (1981) / Foto: MRV

Montado o projeto da construtora, eles colocaram em prática. As primeiras moradias foram concluídas em 1981, no bairro de Vila Clóris, em Belo Horizonte.

No final da década de 90, a MRV já começava a se espalhar pelo Brasil com obras também na região Sul e no interior de São Paulo.

Cada vez mais a construtora foi se expandindo e aproveitou as ofertas públicas e abriu o capital. Com recursos para investir, a empresa alavancou.

Desde 1979, já foram entregues mais de 300 mil habitações em 21 estados brasileiros e Distrito Federal.

A empresa possui 24 mil funcionários que trabalham para realizar a missão da empresa em 140 cidades do Brasil.

Hoje, um em cada duzentos brasileiros vive em moradia construída pela MRV Engenharia.

História MRV Engenharia

Inauguração da primeira loja MRV em Belo Horizonte, Minas Gerais (1995) / Foto: MRV

Carreira

Na palestra feita pela Endeavor Brasil, Rubens Menin afirmou que a MRV era como o patinho feio porque a indústria popular de construções não dava retorno financeiro bom.

Por isso, as construtoras brasileiras focavam seus projetos em construir moradias para a alta e média classe da sociedade.

Contudo, em 2009, no Governo Lula, foi feito o programa público “Minha Casa, Minha Vida”, o qual facilitou financiamento e juros mais baixos para habitações da população com baixo poder aquisitivo.

Dessa forma, veio uma fase de crescimento exponencial da construtora MRV, pois a mesma já estava habituada com a redução de custos e burocracias que envolviam moradias de baixa renda.

Muitas empresas quiseram embarcar nessa jornada do programa “Minha Casa, Minha Vida”, mas devido às especificidades desse ramo, ficaram para trás.

Assim, a MRV se tornou a maior do ramo na Bolsa de Valores brasileira, a maior incorporadora da América Latina e uma das maiores do mundo.

Nos dias atuais, a MRV é uma das maiores empresas de capital aberto no país, tendo seu valor no mercado de R$ 8 bilhões de reais.

Menin anunciou que iria somente se dedicar ao conselho administrativo da MRV, então, a presidência passou a ser dividida entre seu filho Rafael Menin, e Eduardo Fischer, sobrinho de Rubens.

Apesar da ascensão, Menin não se contentou apenas com o ramo da construção civil no Brasil. Conforme foi tendo retorno financeiro, ele foi investindo e ampliou seus negócios para outros ramos.

Ramos de expansão

  • Galpões Logísticos – Log Commercial Properties
  • Banco Inter
  • Comunicação – CNN
  • Construção Civil nos Estados Unidos – AHS
  • Loteamentos Urbanos – Urbamais Desenvolvimento Urbano

Além dessas diversas áreas, Rubens Menin é um fanático por futebol, sendo seu clube do coração o Atlético Mineiro, como dito anteriormente. Mediante isso, ele criou um instituto social para fomentar as iniciativas esportivas, sobretudo seu time.

A expansão do patrimônio

Como dito anteriormente, Menin é fundador de outras vertentes, por exemplo o Banco Inter.

O banco foi fundado em 1994, sendo chamado por Intermedium. Ele era limitado à região e com pedido de mercado imobiliário, como ofertas de empréstimos. Contudo, nos últimos anos, a instituição se transformou na maior potência da família.

A ampliação do Banco Inter começou através de transferências de regulações realizadas pelo Banco Central do Brasil, que passaram a fomentar o aparecimento de bancos digitais.

Atualmente, o valor do Banco Inter no mercado é de R$ 13 bilhões de reais e seu filho, João Vitor Menin está a frente com a presidência da instituição.

Fachada Banco Inter

Diversidade dos negócios

Além da MRV e Banco Inter, Rubens possui também a Log Commercial Properties. É uma empresa que atua na construção e locação de propriedades comerciais como galpões logísticos.

Atualmente, o valor de mercado da Log Commercial Properties é de R$ 3 bilhões de reais.

Mediante o sucesso da MRV, Rubens investiu na criação da Urbamais Desenvolvimento Urbano. O foco dessa empresa são os loteamentos urbanos para construção.

Enquanto a MRV constrói as moradias, a Urbamais divide os lotes e implanta a estrutura necessária.

Dessa forma, existe um family office, chamado de a Conedi, onde a família reúne os negócios e é uma investidora de materiais de construção e acabamento do tipo A, B ou C. O local de atuação da Conedi é em Minas Gerais.

A inteligência e os sonhos de Menin foram tão altos que ultrapassaram as barreiras físicas entre países e ele passou a controlar a construtora americana AHS. Essa empresa constrói e gerencia moradias para aluguel nos Estados Unidos.

Em 2020, Rubens decidiu ousar um pouco mais e sair da área da construção. Entrando na área da comunicação, ele pediu à emissora americana de televisão CNN uma licença para transmissão no Brasil.

E, como todos agora sabem, Menin é apaixonado pelo esporte, mas também pela cultura.

Os recursos acumulados desde a fundação da MRV e além disso, de suas outras empresas, não são utilizados somente para expansão e mais diversidade nos negócios.

Sobretudo também para apoiar e dar nome ao novo estádio do Atlético Mineiro, a Arena MRV, que ainda está em fase de construção.

A previsão é que a Arena MRV tenha inauguração no segundo semestre do ano de 2022.

Arena MRV

Arena MRV

O sucesso nos negócios

Após diversos ramos de investimento, a ascensão patrimonial do empresário foi em paralelo ao sucesso de seus negócios.

Segundo a revista Forbes, Rubens Menin possui uma fortuna aproximada de R$ 6,4 bilhões de reais.

Atualmente, ele é dono de 36,8% da MRV, 25% do Banco Inter e 30% da Log Commercial Properties. Ainda nesse ano de 2021, Menin comprou 100% da empresa de radiodifusão Rádio Itatiaia, sendo a maior emissora de rádio do Estado de Minas Gerais.

Contudo, Menin prefere a discrição e ficar fora de rankings das pessoas bilionárias do mundo, sendo um “bilionário oculto”.

Vale ressaltar que em 2018, o Presidente do Conselho de Administração da MRV Engenharia Rubens Menin ganhou o prêmio global da Ernst & Young (EY). O escolheram entre empreendedores de 46 países.

Além disso, o reconheceram como o World Entrepreneur of the Year, durante a final mundial do Prêmio Empreendedor do Ano, realizado em Monte Carlo, Mônaco.

A Ernst & Young é uma empresa de multi-funções com diversos serviços profissionais, que possui sede no Reino Unido e além disso, promove prêmios anuais para escolher o empreendedor do ano.

No Brasil, a EY é a maior empresa de Auditoria, Transação Corporativa, Consultoria, bem como Impostos. É referência na implantação de políticas de mobilidade.

Menin foi o primeiro empreendedor brasileiro a ter reconhecimento como World Entrepreneur of the Year e também o primeiro empreendedor da América do Sul a receber essa honra.

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Perfis

Thiago Maffra, novo CEO da XP Investimentos assume comando com foco na tecnologia

Thiago Maffra assumiu comando da XP Investimento e desafio de transformar a companhia.

Thiago Maffra

Perfil de Thiago Maffra

Nome completo: Thiago Maffra
Ocupação: Administrador e CEO da XP Inc.
Local de nascimento: Araxá, Minas Gerais
Ano de nascimento: 1984

O primeiro trimestre de 2021 começou diferente para Thiago Maffra, e porque não dizer, começou com boas notícias. O administrador com especializações voltadas para o mercado financeiro e tecnológico, assumiu o comando da XP Investimentos.

Leia ainda: Conheça a história de Salim Mattar, o cofundador da rede Localiza

Em maio de 2021, o então CTO da XP Investimentos, foi alçado ao maior cargo da empresa, assumindo a função de CEO, no lugar de Guilherme Benchimol, fundador da corretora de capital aberto.

Maffra começou a carreira como gestor de renda variável de negócio da XP Inc., quando atuou com investimentos, operando ações, câmbio, ETFs, e demais opções.

Algum tempo depois, foi cursar MBA nos Estados Unidos, mas continuou na companhia ocupando o cargo de gerente de equity para clientes de varejo. Mas foi ao retornar das terras estrangeiras que Thiago Maffra viu sua carreira deslanchar.

Isso porque, desenvolveu o XDEX, Exchange de criptomoedas, uma moeda exclusiva do mundo digital, que passaria a ser operada pela corretora, o que passou a ser um diferencial importante para a companhia, afinal, esse é um lugar de negócios ainda em expansão.

De 2015, quando entrou na empresa, até os dias atuais, a carreira de Maffra foi se consolidando pouco a pouco, e o crescimento da área de tecnologia carimbou seu passaporte para o cargo de CEO. Ele é considerado o responsável por essa parte da XP.

Com a nova função, Maffra ganhou uma missão ainda mais complexa, a de tornar a XP a maior companhia de tecnologia brasileira, o que já começou a fazer como CTO, mudando a estrutura organizacional da companhia e trabalhando com equipes multidisciplinares.

Trajetória

O jovem Thiago Maffra nasceu em 1984, na cidade de Araxá em Minas Gerais, mas foi em Itapevi, interior de São Paulo, que cresceu e alimentou seus sonhos.

De origem humilde, sua vida escolar já começou com desafios diários. Todo dia, o garoto levava 1 hora dentro de um ônibus para estudar na cidade vizinha, São Roque. O motivo: lá se concentravam as melhores escolas da região.

Nada que tirasse a alegria de Thiago que teve uma infância feliz: brincava na rua, torcia pelo São Paulo, jogava videogame e estudava.

Nesse último tópico, Maffra fez sua parte. Sempre se destacou como aluno de excelência, obtendo ótimas notas escolares. Tanto que conseguiu bolsa parcial de estudos para cursar faculdade no Insper.

O que se sabia era que quem saia do Instituto tinha grandes chances de adentrar o mercado, inclusive, o financeiro, o que era o começo de um sonho que passou a perseguir.

O objetivo de Maffra era justamente ter uma profissão que lhe possibilitasse melhorar a vida dos pais. Quem sabe essa oportunidade não estava no mercado financeiro?

Aliás, a bolsa parcial no Insper tinha como requisito a compra de um notebook e o pagamento adiantado de aluguéis da residência estudantil.

Como a família não possuía recurso extra para bancar essa despesa, foi preciso que a mãe vendesse seu bem mais caro, o carro, para bancar os estudos do filho, que foi morar em uma apartamento com mais sete colegas.

Maffra e o curso de Administração

De mãe fisioterapeuta e pai engenheiro, Maffra tomou rumo diferente dos pais na profissão, e seguiu para o curso de Administração.

Mas a obstinação não é uma característica apenas de Thiago Maffra, sua mãe voltou a estudar depois de anos afastada dos livros e completou o nível superior aos 56 anos.

Com foco na família, o projeto de Maffra era atuar no mercado financeiro e logo ganhar dinheiro para ajudá-los.

E não se demorou para alcançar esse objetivo. Ainda no seu primeiro emprego, pode devolver o valor financeiro investido pela mãe, lá no início da faculdade.

Ainda não era a carreira dos sonhos, mas já era o começo de uma trajetória profissional atuando em bolsas de valores.

Durante dez anos, ele trabalhou em duas empresas que atuavam no mercado financeiro. Ainda que não tivesse a robustez da XP Investimentos, foi a porta de entrada para ganhar experiência na área.

O que Maffra não imaginava era que a tecnologia também cruzaria seu caminho e poderia ser seu diferencial, ou melhor, seu potencial, sua melhor competência.

Carreira de Thiago Maffra

Apesar de jovem, a vida de Maffra sempre foi composta por desafios, seja do ponto de vista financeiro ou de aprendizado.

Na faculdade, sem domínio do inglês, precisava do idioma para ter acesso ao conteúdo do curso, uma vez que a maioria dos livros eram escritos na língua estrangeira.

Nessa fase, precisou ser autodidata e aprender sozinho um novo idioma. Ele diz que aprendeu na raça, afinal, não existia outra alternativa.

Por isso, tão logo entrou na XP investiu na sua proficiência em inglês e conseguiu seu certificado CFA. Um primeiro passo para seguir novos rumos profissionais, inclusive, fora do país.

Isso não aconteceu rápido como parece, pois antes de chegar a XP, trabalhou na Bulltick Capital Management, instituição com sede em Miami, que atuava também nas bolsas mexicana, americana e brasileira.

Nessa época, Maffra trabalhava em mesas de operação e também com os clientes dos fundos da administradora. Estava, enfim, no mercado financeiro.

Depois atuou como trader na Souza Barros, instituição antiga que lidava com mercados internacionais e acabou encerrando suas atividades em 2015.

Foram dez anos de atuação no mercado financeiro até ser visto pela corretora de negócios. Tão logo saiu da Souza Barros, em 2015, buscou vaga na XP.

O mineiro de Araxás chegou a XP, de olho na política de meritocracia e no sistema de partnership, condições que poderiam alavancar sua carreira.

Com toda essa bagagem, Thiago ganhou uma tarefa importante ainda como trader, montar a mesa de negociação de ativos financeiros a partir de algoritmos. Eles funcionam como uma espécie de robôs que acompanham as cotações de mercado, indicando os melhores investimentos.

Conseguiu realizar a tarefa e mostrar à empresa que tinha competência para alçar novos voos. Mesmo assim, acreditava que precisava se qualificar para subir mais um degrau profissionalmente. Por isso, procurou se especializar.

CFA e o MBA de Maffra

Mesmo trabalhando na XP, Maffra continuou investindo na sua educação. Depois de conquistar o certificado CFA, ingressou no MBA em finanças na Columbia Business School, nos EUA, onde permaneceu por mais de dois anos.

No primeiro momento se afastou da companhia, por exatamente dois meses, quando foi morar nos EUA, para se dedicar, exclusivamente, ao curso de especialização.

Parecia que sua história com a corretora estava findada, até que o chamaram para voltar. No retorno, a empresa passou a atuar como gerente de equity para clientes de varejo, trabalhando do escritório em Nova York.

A missão seguinte, no entanto, demorou mais a aparecer. Quando retornou a São Paulo, Maffra montou a Xdex, a corretora de criptomoedas, projeto que o credenciou para assumir a área de tecnologia da XP. Em 2018, Maffra tornou-se diretor executivo de tecnologia (CTO).

Migração

A empresa precisava realizar uma transformação tecnológica e, para isso, chegou a contratar cinco diretores no CTO, nos últimos dez anos. Alguns com formação específica, outros com competência, mas nenhum trouxe os resultados esperados.

Maffra não é profissional de UX, o que até gerou dúvidas em muitos colegas da área, mas para Benchimol, fundador da companhia, o trabalho realizado por Maffra como CTO apresentou resultados significativos, o que por si só já o credenciava para assumir uma responsabilidade maior.

O modelo antigo necessitava de uma mudança de ecossistema, de mindset da empresa, para torná-la competitiva nesse mercado, o que exigiria uma total reestruturação organizacional.

O administrador agora tinha a tarefa de liderar um novo momento e, o primeiro passo dele foi aumentar o time de colaboradores da área, que saiu de 150 para 1500 profissionais.

Para ele, somente com metade da empresa voltada para a tecnologia, poderá haver uma mudança de mentalidade nos negócios.

Os colaboradores e seus expertises

Muitos dos colaboradores admitidos atuavam em empresas como Google, Facebook, Amazon e Mercado Livre e, por isso, já chegavam com alguma expertise no ramo de tecnologia. A ideia de Maffra é que metade da empresa seja de tecnologia.

Com esse volume de profissionais especializados, o CTO distribuiu o time em 80 squads multidisciplinares, com autonomia para desenvolver produtos de tecnologia focados no negócio para cliente, o que deu agilidade à execução e implantação de projetos.

Há 20 anos, a corretora de negócios XP entrou no mercado brasileiro para revolucionar o modo de fazer negócio.

De lá para cá, muita coisa mudou, e chegou a hora de usar a tecnologia para servir ao cliente, e ao negócio como se fez até agora. É o que pensa Guilherme Benchimol, fundador e antigo CEO da XP.

Ele acredita que Thiago Maffra tem total condições de liderar esse processo, uma vez que já demonstrou sua habilidade e competência em desenvolver projetos e produtos na área de tecnologia.

A data marcada para a transmissão do cargo não foi escolhida ao acaso. Em 21 de maio de 2001, a XP estava sendo fundada, há exatamente 20 anos.

Thiago Maffra, por sua vez, tem consciência da sua responsabilidade e encara essa fase como mais um grande desafio da sua vida.

O objetivo dele é transformar a XP na melhor fintech do Brasil, ou seja, na maior empresa de tecnologia voltada para o mercado financeiro.

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