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Aperto do Fed; tensão geopolítica e menor confiança da indústria pautam Ibovespa de quinta

Juros dos EUA poderão subir cinco vezes; Coreia do Norte lança míssil e indústria local menos confiante

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Foto divulgação

Ao operarem entre altas e baixas moderadas (Dow Jones, -0,10%; S&P 500, +0,03% e Nasdaq, +0,26%), os índices futuros ianques ainda precificam declarações da véspera (26) do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, de que poderá adotar um ‘tom mais duro’, ante um cenário de ‘inflação mais persistente do que se previa, a princípio.

Cinco, por enquanto – Com a sinalização de Powell, a expectativa do mercado agora é de que o Fed poderá reajustar, não quatro, mas cinco vezes a taxa de juros ao longo de 2022, assim como poderá elevar, além dos 25 pontos base, as taxas dos fundos federais, o que não ocorre desde 2018. Mesmo carecendo de clareza e consistência, as observações do ‘xerife da moeda’ dos EUA já produziram alta de 1,8% no rendimento do Tesouro de dez anos de referência.

PIB ianque vai bem – Também reforça a escalada dos juros a divulgação de um crescimento de 5,5% do PIB norte-americano (taxa anualizada de 6,9%) no quarto trimestre de 2021 (4T21), um salto perante os 2,3% registrados no trimestre anterior (3T21). A explicação é que, na reta final do ano passado, as empresas locais puderam reabastecer seus estoques, de forma a atender a demanda por bens. No entanto, esse quadro mudou, perante o agravamento da pandemia naquele país.

Espaço de sobra – Por fim, Powell assinalou que haveria “bastante espaço” (para subir os juros) sem afetar o mercado de trabalho do EUA, o que contribuiu para derrubar, ontem (26), o Dow Jones, que perdeu 129 pontos e o S&P, que recuou 0,2%, enquanto o Nasdaq permaneceu estável.

Ásia negativa – Igualmente refletindo o aperto monetário iminente do Fed, as bolsas asiáticas fecharam todas no negativo nesta quinta (27) – o chinês Shanghai SE caiu 1,78%; o nipônico Nikkei baixou 3,11%; o Hang Seng Index de Hong Kong encolheu 1,99%, enquanto o sul-coreano Kospi perdeu 3,5%.

Coreia do Norte lança míssil – Não bastassem as tensões geopolíticas simultâneas – entre os Emirados Árabes Unidos e o Iêmen, e a que envolve a provável invasão russa à Ucrânia – a Coreia do Norte, cujo governo megalomaníaco, protegido por Pequim, anunciou mais um teste com mísseis balísticos, capazes de alcançar Washington, com ogivas nucleares.

Europa positiva – Embora se ressinta do impacto da elevação programada dos juros ianques, o índice europeu Stoxx 600 avançava próximo de 1%, no final da manhã, com a maioria de seus índices operando no positivo, a exemplo do britânico FTSE 100, +0,40%; do francês CAC 40, +0,02% e do italiano FTSE MIB, +0,17%, única exceção foi o alemão DAX, que recuou 0,57%.

Petróleo valoriza – No campo das commodities, a tensão russo-ucraniana serviu para turbinar, ainda mais, os preços do petróleo, que chegou a bater, nessa quarta (26) a marca de US$ 90, recuando, na sessão de hoje (27), 0,42%, no caso do tipo WTI, a US$ 86,98 o barril, ao passo que o Brent caiu 0,43%, a US$ 89,57 o barril.

Minério idem – Já o minério de ferro subiu 0,46% a 769 iuanes ou US$ 120,84, na bolsa chinesa de commodities de Dalian, com o contrato do item mais negociado, para maio deste ano, chegou a avançar 2% para 781 iuanes ou R$ 123,07 a tonelada, mas caiu em seguida para 769 iuanes. Após o fim das Olimpíadas de Inverno do gigante asiático, a expectativa do mercado é de que a demanda da commoditie por parte das siderúrgicas locais deva se intensificar, turbinando suas cotações.

Bitcoin perde – No mundo cripto, o Bitcoin perde 3,29% a US$ 36.449,68.

Confiança cai, de novo – No front interno, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) caiu 1,7 ponto percentual (98,4 pontos) este mês, sexta queda seguida, o que corresponde ao menor nível desde julho de 2020 (89,8 pontos).

Reunião do CMN – Na agenda, o Conselho Monetário Nacional (CMN) realiza reunião, nessa tarde, ao passo que a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) divulga dados sobre o consumo semanal de energia. Já na agenda ianque, é a vez de Tio Sam mostrar o desempenho da produção local de bens duráveis em dezembro, com previsão de recuo de 0,5%, de acordo com a consultoria Refinitiv.

Perdas de R$ 130 bi – Quanto à proposta de ‘zerar’ a tributação sobre combustíveis e energia elétrica, o ocupante do Planalto adiantou que não pretende ‘bancar’ as perdas de arrecadação estaduais com a medida, proposta por ele mesmo. Segundo o economista Gabriel Leal de Barros e sócio da RPS, a ‘zeragem’ tributária implicaria perdas de R$ 130 bilhões, entre renúncias de receitas e juros da dívida pública.

Covid mata 369 – No diário da covid, o vírus chinês matou 369 brasileiros, o que corresponde a uma alta de 194% sobre o patamar de 14 dias antes, informou o consórcio de veículos de imprensa.

Principais indicadores

Estados Unidos (futuro)

Dow Jones, -0,10%.
S&P 500, +0,03%.
Nasdaq, +0,26%.

Ásia

Shanghai SE (China), -1,78% (fechado).
Nikkei (Japão), -3,11% (fechado).
Hang Seng Index (Hong Kong), -1,99% (fechado).
Kospi (Coreia do Sul), -3,5% (fechado).

Europa

FTSE 100 (Reino Unido), +0,40%.
DAX (Alemanha), -0,57%.
CAC 40 (França), +0,02%.
FTSE MIB (Itália), +0,17%.

Commodities

Petróleo WTI, -0,42%, a US$ 86,98 o barril.
Petróleo Brent, -0,43%, a US$ 89,57 o barril.
Minério de ferro, +0,46% a 769 iuanes ou US$ 120,84 (Bolsa de Dalian – China) .

Criptomoedas

Bitcoin, -3,29% a US$ 36.449,68.

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